Índice do Conteúdo
- Por que a pescada combina com a transição de setembro
- Ingredientes do caldo e do pirão
- Modo de preparo do caldo e do pirão
- Tempo de preparo e rendimento
- Como servir e conservar o caldo de pescada
- Variações regionais do caldo de pescada no litoral
- Tire suas dúvidas
- Posso substituir a pescada por outro peixe branco?
- Dá para fazer o pirão sem aipim?
- Preciso usar azeite ou posso usar óleo?
- Como escolher a pescada fresca?
- O caldo de pescada pode ser servido frio?
- Qual a diferença entre pirão de aipim e pirão de farinha?
- Posso adicionar legumes ao caldo?
- O caldo rende bem para congelar porções individuais?
- Qual a melhor combinação de ervas para finalizar?
- O caldo pode ser servido como entrada?
🍴 Cartão da Receita
📑 Sumário deste guia
Atualizado em setembro de 2026. O caldo de pescada com pirão de aipim e cebolinha verde é um jantar leve e reconfortante do litoral paulista, ideal para noites frescas de transição entre o inverno e a primavera. A receita aproveita a carne branca e delicada da pescada, o corpo do pirão de aipim engrossado com caldo e alho dourado, e o aroma fresco da cebolinha verde finalizada fora do fogo.
Por que a pescada combina com a transição de setembro
A pescada-amarela (Cynoscion acoupa) é um peixe de carne branca e macia, capturado o ano todo no litoral brasileiro, com safra mais intensa entre o segundo semestre. Em setembro, noites ainda frias pedem pratos quentes, mas o corpo pede algo mais leve que os caldos gordurosos do inverno. A pescada resolve isso: rende filés suaves que cozinham em poucos minutos, soltam colágeno suficiente para um caldo aveludado e não encorpam tanto quanto a tilápia ou o tambaqui. No litoral paulista, em cidades como Santos, Guarujá e Itanhaém, o caldo de pescada com pirão é uma herança das peixarias artesanais que, na virada do inverno para a primavera, aproveitam o peixe fresco da semana. A receita também dialoga com o caldeirada litorânea do Sudeste e com sopas de peixe do Recife, mas usa pirão de aipim em vez de pirão de farinha, ficando mais cremosa.
Ingredientes do caldo e do pirão

| Ingrediente | Quantidade | Observação |
|---|---|---|
| Filé de pescada-amarela fresco | 800 g | Equivalente a quatro filés médios sem pele, sem espinha |
| Aipim descascado | 500 g | Equivalente a duas raízes médias, em cubos de 2 cm |
| Cebola média | 160 g | Equivalente a uma cebola grande, picada fina |
| Tomate maduro | 180 g | Equivalente a dois tomates médios, sem sementes, picados |
| Dente de alho | 20 g | Equivalente a quatro dentes médios, amassados |
| Azeite de oliva extravirgem | 40 ml | Para refogar e finalizar o pirão |
| Sal grosso | 12 g | Ajustar ao paladar; usar sal fino se preferir dissolução mais rápida |
| Pimenta-do-reino preta moída na hora | 3 g | Equivalente a uma colher de chá rasa |
| Folha de louro | 1 g | Equivalente a duas folhas pequenas, retiradas antes de servir |
| Cebolinha verde fresca | 30 g | Equivalente a um maço médio, picada fina para finalizar |
| Salsinha fresca | 15 g | Equivalente a meio maço pequeno, picada fina |
| Água filtrada | 1,5 L | Para o cozimento; ajuste se preferir caldo mais ralo |
| Sumo de limão-siciliano | 10 ml | Para perfilar o peixe no final |
Modo de preparo do caldo e do pirão
O segredo do caldo de pescada é cozinhar os filés apenas nos últimos dez minutos, para que soltem sabor sem desmanchar. O pirão de aipim engrossa o caldo com o amido da própria raiz, dispensando farinha de trigo ou fubá. Use panela de fundo grosso para distribuir bem o calor.
Como preparar o refogado aromático e cozinhar o aipim
- Leve a panela de fundo grosso ao fogo médio com 30 ml de azeite, a cebola picada e uma pitada de sal. Refogue por 4 minutos até a cebola ficar translúcida, sem deixar queimar.
- Acrescente o alho amassado e refogue por mais 1 minuto, mexendo sempre para perfumar o azeite.
- Adicione o tomate picado, a folha de louro e a pimenta-do-reino. Cozinhe por 3 minutos até o tomate murchar e liberar líquido.
- Junte o aipim em cubos e a água filtrada. Misture bem, tampe parcialmente e cozinhe em fogo médio por 20 minutos, até o aipim ficar bem macio e começar a desmanchar nas bordas.
- Com uma escumadeira, retire metade dos cubos de aipim para um prato, reserve, e amasse o restante dentro da própria panela com o dorso de uma colher, para iniciar a base do pirão.
Como cozinhar a pescada e finalizar o pirão
- Corte os filés em pedaços médios de 4 cm e disponha sobre os cubos de aipim reservados, dentro do caldo. Tempere com o sumo de limão-siciliano e uma pitada de sal.
- Tampe parcialmente e cozinhe em fogo baixo por 8 minutos, sem mexer, para que os filés cozinhem no vapor aromático e não desmanchem.
- Retire a folha de louro. Com um garfo, solte os filés em lascas grandes, mas mantenha a textura de posta, sem desfiar completamente.
- Volte os cubos de aipim reservados, acrescente o restante do azeite e mexa delicadamente para integrar. Se quiser o pirão mais cremoso, amasse mais um pouco do aipim com a colher.
- Ajuste o sal, desligue o fogo e finalize com a cebolinha verde e a salsinha picadas, mexendo uma vez só para distribuir.
- Tampe a panela e deixe em repouso por 3 minutos antes de servir, para que as ervas liberem aroma sem perder a cor.
Tempo de preparo e rendimento
Tempo de preparo: 20 minutos.
Tempo de cozimento: 30 minutos.
tempo total: 50 minutos.
Rende 6 porções generosas.
Como servir e conservar o caldo de pescada
Sirva o caldo bem quente, em pratos fundos ou canecas largas, com uma fatia de pão italiano torrado ao lado para acompanhar o pirão. Uma garrafa de azeite extravirgem na mesa permite que cada pessoa finalize o prato com um fio fresco. Para acompanhar, um vinho branco seco jovem, como um verde de Portugal ou um sauvignon blanc do Vale da Uva Goethe, harmoniza bem com a carne delicada da pescada. Sobras podem ser guardadas em pote de vidro fechado na geladeira por até 2 dias. Para reaquecer, leve ao fogo baixo sem tampar, mexendo devagar para o pirão não grudar no fundo. O congelamento é possível por até 30 dias, mas a textura do aipim fica mais granulosa após o descongelamento, então congele só o caldo-base, sem os filés, e adicione peixe fresco no momento de servir.
Variações regionais do caldo de pescada no litoral
No litoral de Pernambuco, o caldo de pescada ganha leite de coco e coentro no lugar da cebolinha, virando uma versão mais cremosa e tropical. Em Itajaí e Navegantes, no litoral catarinense, a receita costuma incluir batata em cubos junto com o aipim, o que deixa o pirão mais substancial para o frio do Sul. Em Cabo Frio e Búzios, no litoral fluminense, o caldo de pescada recebe um toque de urucum e colorau, que dá cor dourada sem alterar o sabor. Já em Salvador, o caldo pode virar uma caldeirada ao ganhar pimentões, leite de coco e dendê em pequenas doses. Todas essas variações partilham o princípio de cozinhar o peixe no final, em fogo baixo, para preservar a textura.
Tire suas dúvidas
Posso substituir a pescada por outro peixe branco?
Sim. A pescada pode ser trocada por robalo, namorado ou tilápia, mantendo os mesmos tempos de cozimento. Peixes mais gordurosos, como salmão ou atum, alteram o perfil do caldo e pedem ajuste de sal e azeite.
Dá para fazer o pirão sem aipim?
Sim. O pirão pode ser engrossado com fubá mimoso dissolvido em água fria antes de entrar no caldo, usando cerca de 40 g de fubá para cada 1 L de líquido. A textura fica diferente, mais lisa e menos fibrosa que a do aipim.
Preciso usar azeite ou posso usar óleo?
Funciona com óleo vegetal neutro, mas o azeite de oliva extravirgem dá aroma mediterrâneo e combina melhor com a carne branca da pescada. Evite óleo de dendê, que sobrepõe o sabor delicado do peixe.
Como escolher a pescada fresca?
Procure filés com cor branca perolada, sem manchas amareladas ou odor forte. A carne deve estar firme, elástica ao toque e sem líquido viscoso acumulado na embalagem. Pescada congelada também funciona, desde que descongelada na geladeira de um dia para o outro.
O caldo de pescada pode ser servido frio?
Pode, virando uma espécie de gaspacho de peixe. Bata metade do caldo no liquidificador com cubos de pepino, azeite e limão, e sirva gelado em dias quentes. O pirão perde a cremosidade nesse caso, então não inclua o aipim amassado.
Qual a diferença entre pirão de aipim e pirão de farinha?
O pirão de aipim usa o amido natural da raiz cozida e desmanchada, ficando mais doce e encorpado. O pirão de farinha de mandioca é mais tradicional no Nordeste, com sabor mais neutro e textura granulada, comum em caldos de peixe do Maranhão e do Pará.
Posso adicionar legumes ao caldo?
Sim. Cenoura em cubos pequenos, abobrinha italiana em rodelas e batata inglesa combinam bem. Adicione os legumes junto com o aipim, no início do cozimento, para que fiquem macios sem virar purê.
O caldo rende bem para congelar porções individuais?
Sim. Congele em potes de 300 ml sem os filés, apenas o caldo com pirão. No dia do consumo, descongele na geladeira, aqueça e adicione filés frescos de pescada nos últimos 8 minutos de fogo.
Qual a melhor combinação de ervas para finalizar?
Cebolinha verde e salsinha são a base clássica deste caldo. Para um aroma mais fresco, adicione algumas folhas de hortelã picadas junto com a cebolinha. Evite manjericão, que domina o sabor delicado da pescada.
O caldo pode ser servido como entrada?
Sim, em porções menores de 200 ml. Nesse caso, reduza a quantidade de sal e finalize com um fio extra de azeite. Como prato principal único, a porção de 350 ml com uma fatia de pão é suficiente para uma refeição leve.

