Caldo de Pescada com Pirão de Aipim e Cebolinha Verde: o Jantar Litorâneo de Setembro

Caldo de Pescada com Pirão de Aipim e Cebolinha Verde: o Jantar Litorâneo de Setembro
Conteúdo Criado e Revisado pela nossa equipe
Atualizado em: 28/09/2026Revisado por: Verificado em fontes oficiais
Resposta rápidaCaldo de pescada com pirão de aipim e cebolinha verde: jantar leve e reconfortante do litoral paulista para noites frescas de setembro. Receita em 50 minutos.

🍴 Cartão da Receita

⏱️ Tempo total
50 min

🍽️ Rendimento
4 porções

🌍 Cozinha
Brazilian

📋 Categoria
Sopa

⭐ ⭐ ⭐ ⭐ ⭐ 4.7/5
|
13 ingredientes
|
11 passos

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📑 Sumário deste guia
  1. Por que a pescada combina com a transição de setembro
  2. Ingredientes do caldo e do pirão
  3. Modo de preparo do caldo e do pirão
  4. Tempo de preparo e rendimento
  5. Como servir e conservar o caldo de pescada
  6. Variações regionais do caldo de pescada no litoral
  7. Tire suas dúvidas

Atualizado em setembro de 2026. O caldo de pescada com pirão de aipim e cebolinha verde é um jantar leve e reconfortante do litoral paulista, ideal para noites frescas de transição entre o inverno e a primavera. A receita aproveita a carne branca e delicada da pescada, o corpo do pirão de aipim engrossado com caldo e alho dourado, e o aroma fresco da cebolinha verde finalizada fora do fogo.

Por que a pescada combina com a transição de setembro

A pescada-amarela (Cynoscion acoupa) é um peixe de carne branca e macia, capturado o ano todo no litoral brasileiro, com safra mais intensa entre o segundo semestre. Em setembro, noites ainda frias pedem pratos quentes, mas o corpo pede algo mais leve que os caldos gordurosos do inverno. A pescada resolve isso: rende filés suaves que cozinham em poucos minutos, soltam colágeno suficiente para um caldo aveludado e não encorpam tanto quanto a tilápia ou o tambaqui. No litoral paulista, em cidades como Santos, Guarujá e Itanhaém, o caldo de pescada com pirão é uma herança das peixarias artesanais que, na virada do inverno para a primavera, aproveitam o peixe fresco da semana. A receita também dialoga com o caldeirada litorânea do Sudeste e com sopas de peixe do Recife, mas usa pirão de aipim em vez de pirão de farinha, ficando mais cremosa.

Ingredientes do caldo e do pirão

Close-up of creamy salmon soup with vegetables, showcasing a delicious and healthy meal.
Ingrediente Quantidade Observação
Filé de pescada-amarela fresco 800 g Equivalente a quatro filés médios sem pele, sem espinha
Aipim descascado 500 g Equivalente a duas raízes médias, em cubos de 2 cm
Cebola média 160 g Equivalente a uma cebola grande, picada fina
Tomate maduro 180 g Equivalente a dois tomates médios, sem sementes, picados
Dente de alho 20 g Equivalente a quatro dentes médios, amassados
Azeite de oliva extravirgem 40 ml Para refogar e finalizar o pirão
Sal grosso 12 g Ajustar ao paladar; usar sal fino se preferir dissolução mais rápida
Pimenta-do-reino preta moída na hora 3 g Equivalente a uma colher de chá rasa
Folha de louro 1 g Equivalente a duas folhas pequenas, retiradas antes de servir
Cebolinha verde fresca 30 g Equivalente a um maço médio, picada fina para finalizar
Salsinha fresca 15 g Equivalente a meio maço pequeno, picada fina
Água filtrada 1,5 L Para o cozimento; ajuste se preferir caldo mais ralo
Sumo de limão-siciliano 10 ml Para perfilar o peixe no final

Modo de preparo do caldo e do pirão

O segredo do caldo de pescada é cozinhar os filés apenas nos últimos dez minutos, para que soltem sabor sem desmanchar. O pirão de aipim engrossa o caldo com o amido da própria raiz, dispensando farinha de trigo ou fubá. Use panela de fundo grosso para distribuir bem o calor.

Como preparar o refogado aromático e cozinhar o aipim

  1. Leve a panela de fundo grosso ao fogo médio com 30 ml de azeite, a cebola picada e uma pitada de sal. Refogue por 4 minutos até a cebola ficar translúcida, sem deixar queimar.
  2. Acrescente o alho amassado e refogue por mais 1 minuto, mexendo sempre para perfumar o azeite.
  3. Adicione o tomate picado, a folha de louro e a pimenta-do-reino. Cozinhe por 3 minutos até o tomate murchar e liberar líquido.
  4. Junte o aipim em cubos e a água filtrada. Misture bem, tampe parcialmente e cozinhe em fogo médio por 20 minutos, até o aipim ficar bem macio e começar a desmanchar nas bordas.
  5. Com uma escumadeira, retire metade dos cubos de aipim para um prato, reserve, e amasse o restante dentro da própria panela com o dorso de uma colher, para iniciar a base do pirão.

Como cozinhar a pescada e finalizar o pirão

  1. Corte os filés em pedaços médios de 4 cm e disponha sobre os cubos de aipim reservados, dentro do caldo. Tempere com o sumo de limão-siciliano e uma pitada de sal.
  2. Tampe parcialmente e cozinhe em fogo baixo por 8 minutos, sem mexer, para que os filés cozinhem no vapor aromático e não desmanchem.
  3. Retire a folha de louro. Com um garfo, solte os filés em lascas grandes, mas mantenha a textura de posta, sem desfiar completamente.
  4. Volte os cubos de aipim reservados, acrescente o restante do azeite e mexa delicadamente para integrar. Se quiser o pirão mais cremoso, amasse mais um pouco do aipim com a colher.
  5. Ajuste o sal, desligue o fogo e finalize com a cebolinha verde e a salsinha picadas, mexendo uma vez só para distribuir.
  6. Tampe a panela e deixe em repouso por 3 minutos antes de servir, para que as ervas liberem aroma sem perder a cor.

Tempo de preparo e rendimento

Tempo de preparo: 20 minutos.

Tempo de cozimento: 30 minutos.

tempo total: 50 minutos.

Rende 6 porções generosas.

Como servir e conservar o caldo de pescada

Sirva o caldo bem quente, em pratos fundos ou canecas largas, com uma fatia de pão italiano torrado ao lado para acompanhar o pirão. Uma garrafa de azeite extravirgem na mesa permite que cada pessoa finalize o prato com um fio fresco. Para acompanhar, um vinho branco seco jovem, como um verde de Portugal ou um sauvignon blanc do Vale da Uva Goethe, harmoniza bem com a carne delicada da pescada. Sobras podem ser guardadas em pote de vidro fechado na geladeira por até 2 dias. Para reaquecer, leve ao fogo baixo sem tampar, mexendo devagar para o pirão não grudar no fundo. O congelamento é possível por até 30 dias, mas a textura do aipim fica mais granulosa após o descongelamento, então congele só o caldo-base, sem os filés, e adicione peixe fresco no momento de servir.

Variações regionais do caldo de pescada no litoral

No litoral de Pernambuco, o caldo de pescada ganha leite de coco e coentro no lugar da cebolinha, virando uma versão mais cremosa e tropical. Em Itajaí e Navegantes, no litoral catarinense, a receita costuma incluir batata em cubos junto com o aipim, o que deixa o pirão mais substancial para o frio do Sul. Em Cabo Frio e Búzios, no litoral fluminense, o caldo de pescada recebe um toque de urucum e colorau, que dá cor dourada sem alterar o sabor. Já em Salvador, o caldo pode virar uma caldeirada ao ganhar pimentões, leite de coco e dendê em pequenas doses. Todas essas variações partilham o princípio de cozinhar o peixe no final, em fogo baixo, para preservar a textura.

Tire suas dúvidas

Posso substituir a pescada por outro peixe branco?

Sim. A pescada pode ser trocada por robalo, namorado ou tilápia, mantendo os mesmos tempos de cozimento. Peixes mais gordurosos, como salmão ou atum, alteram o perfil do caldo e pedem ajuste de sal e azeite.

Dá para fazer o pirão sem aipim?

Sim. O pirão pode ser engrossado com fubá mimoso dissolvido em água fria antes de entrar no caldo, usando cerca de 40 g de fubá para cada 1 L de líquido. A textura fica diferente, mais lisa e menos fibrosa que a do aipim.

Preciso usar azeite ou posso usar óleo?

Funciona com óleo vegetal neutro, mas o azeite de oliva extravirgem dá aroma mediterrâneo e combina melhor com a carne branca da pescada. Evite óleo de dendê, que sobrepõe o sabor delicado do peixe.

Como escolher a pescada fresca?

Procure filés com cor branca perolada, sem manchas amareladas ou odor forte. A carne deve estar firme, elástica ao toque e sem líquido viscoso acumulado na embalagem. Pescada congelada também funciona, desde que descongelada na geladeira de um dia para o outro.

O caldo de pescada pode ser servido frio?

Pode, virando uma espécie de gaspacho de peixe. Bata metade do caldo no liquidificador com cubos de pepino, azeite e limão, e sirva gelado em dias quentes. O pirão perde a cremosidade nesse caso, então não inclua o aipim amassado.

Qual a diferença entre pirão de aipim e pirão de farinha?

O pirão de aipim usa o amido natural da raiz cozida e desmanchada, ficando mais doce e encorpado. O pirão de farinha de mandioca é mais tradicional no Nordeste, com sabor mais neutro e textura granulada, comum em caldos de peixe do Maranhão e do Pará.

Posso adicionar legumes ao caldo?

Sim. Cenoura em cubos pequenos, abobrinha italiana em rodelas e batata inglesa combinam bem. Adicione os legumes junto com o aipim, no início do cozimento, para que fiquem macios sem virar purê.

O caldo rende bem para congelar porções individuais?

Sim. Congele em potes de 300 ml sem os filés, apenas o caldo com pirão. No dia do consumo, descongele na geladeira, aqueça e adicione filés frescos de pescada nos últimos 8 minutos de fogo.

Qual a melhor combinação de ervas para finalizar?

Cebolinha verde e salsinha são a base clássica deste caldo. Para um aroma mais fresco, adicione algumas folhas de hortelã picadas junto com a cebolinha. Evite manjericão, que domina o sabor delicado da pescada.

O caldo pode ser servido como entrada?

Sim, em porções menores de 200 ml. Nesse caso, reduza a quantidade de sal e finalize com um fio extra de azeite. Como prato principal único, a porção de 350 ml com uma fatia de pão é suficiente para uma refeição leve.

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Marina Cordeiro
Marina CordeiroConfeitaria

Confeiteira e blogger de receitas há mais de 8 anos. Especialista em sobremesas brasileiras, bolos caseiros e receitas práticas de família. Formada em Gastronomia pela Anhembi-Morumbi com extensão em Confeitaria Profissional. Adora resgatar receitas tradicionais e adaptar pra cozinhas modernas. Cada receita do site é testada e aprovada na sua própria cozinha.

Atualizado em 28 de setembro de 2026

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Escrito por Marina Cordeiro

Confeiteira e blogger de receitas há mais de 8 anos. Especialista em sobremesas brasileiras, bolos caseiros e receitas práticas de família. Formada em Gastronomia pela Anhembi-Morumbi com extensão em Confeitaria Profissional. Adora resgatar receitas tradicionais e adaptar pra cozinhas modernas. Cada receita do site é testada e aprovada na sua própria cozinha.

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