Escondidinho de Carne de Sol com Macaxeira e Queijo Coalho: o Almoço Nordestino de Julho

Escondidinho de Carne de Sol com Macaxeira e Queijo Coalho: o Almoço Nordestino de Julho
Conteúdo Criado e Revisado pela nossa equipe
Atualizado em: 12/07/2026Revisado por: Verificado em fontes oficiais
Resposta rápidaAprenda a fazer escondidinho nordestino de carne de sol dessalgada, purê de macaxeira e queijo coalho gratinado. Conforto de julho em camadas cremosas.

🍴 Cartão da Receita

⏱️ Tempo total
60 min

🍽️ Rendimento
4 porções

🌍 Cozinha
Brazilian

📋 Categoria
Prato principal

🔥 Calorias
420 kcal

⭐ ⭐ ⭐ ⭐ ⭐ 4.7/5
|
12 ingredientes
|
12 passos

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📑 Sumário deste guia
  1. Ingredientes do escondidinho de carne de sol
  2. Modo de preparo do escondidinho de carne de sol
  3. Tempo de preparo e rendimento desta receita
  4. Origem do escondidinho nordestino
  5. Como escolher a carne de sol e a macaxeira
  6. Variações do escondidinho pelo Brasil
  7. Como servir e conservar o escondidinho
  8. Tire suas dúvidas sobre escondidinho de carne de sol

Atualizado em julho de 2026. O escondidinho de carne de sol com macaxeira e queijo coalho é o prato principal que sustenta o almoço de julho no Nordeste brasileiro. A base é a carne de sol dessalgada e desfiada, refogada com cebola, alho, tomate e cheiro verde, coberta por um purê de macaxeira cremoso e finalizada com queijo coalho ralado que gratina no forno até a superfície ficar dourada e borbulhante. O contraste entre a carne salgada, o purê levemente adocicado da macaxeira e a crosta de queijo coalho derretido é o que torna esse escondidinho inconfundível nos cardápios de restaurante do Recife, de João Pessoa e de Fortaleza nas sextas-feiras de julho.

Ingredientes do escondidinho de carne de sol

Ingrediente Quantidade Observação
Carne de sol 600 g em peça única, dessalgada e desfiada
Macaxeira (mandioca) descascada 1 kg em pedaços de 4 cm
Manteiga da terra ou manteiga comum 3 colheres de sopa para o purê
Leite integral 200 ml para ajustar a cremosidade do purê
Cebola média 1 unidade picada fina
Dentes de alho 4 unidades picados
Tomate maduro 2 unidades médias sem sementes, em cubos
Cheiro verde (salsinha e cebolinha) 1 maço pequeno picado
Queijo coalho ralado grosso 200 g para a cobertura
Azeite de oliva 2 colheres de sopa para o refogado
Pimenta-do-reino moída a gosto de preferência moída na hora
Sal a gosto use parcimoniosamente porque a carne de sol já é salgada

Modo de preparo do escondidinho de carne de sol

Savor a hearty meal with fried plantains, cheese, and grilled vegetables. Perfect for a vibrant lunch.
  1. No dia anterior, coloque a peça de carne de sol em uma tigela grande e cubra com água filtrada. Troque a água a cada 4 horas para dessalgar. Em geral, 12 a 16 horas de molho bastam para uma peça de 600 g.
  2. No dia do preparo, escorra a água da carne, coloque a peça em uma panela de pressão, cubra com água limpa e cozinhe por 35 minutos em fogo médio após pegar pressão. A carne deve ficar macia o suficiente para ser desfiada com garfo.
  3. Enquanto a carne cozinha, descasque a macaxeira, corte em pedaços de 4 cm e leve ao fogo em outra panela com água e uma pitada de sal. Cozinhe por 25 minutos ou até que ela esteja bem macia e se desmanchando.
  4. Escorra a macaxeira cozida, reserve um pouco da água do cozimento e transfira os pedaços ainda quentes para uma tigela grande. Amasse bem com um garfo ou passe pelo espremedor, formando um purê rústico.
  5. Acrescente ao purê as 3 colheres de manteiga e os 200 ml de leite integral aos poucos, mexendo bem até ficar cremoso e liso. Ajuste o sal com parcimônia (a carne de sol já é salgada) e reserve.
  6. Desfie a carne de sol cozida com as mãos ou com dois garfos, descartando pedaços de gordura muito duros. Ela deve ficar em fibras médias, não muito finas.
  7. Em uma frigideira larga ou panela baixa, aqueça as 2 colheres de azeite e refogue a cebola até ficar transparente. Acrescente o alho e refogue por mais 1 minuto, sem deixar queimar.
  8. Adicione o tomate em cubos e cozinhe em fogo médio por 4 minutos, até formar um molho grosso. Junte a carne de sol desfiada, pimenta-do-reino a gosto e cheiro verde. Misture bem e desligue o fogo. Prove o sal e, se necessário, acrescente uma pitada pequena.
  9. Preaqueça o forno a 200 ºC. Em um refratário médio (cerca de 22 x 30 cm), espalhe metade do purê de macaxeira no fundo, formando uma camada uniforme.
  10. Distribua a carne de sol refogada sobre a primeira camada de purê, cobrindo toda a superfície. Cubra com o restante do purê e alise com uma colher.
  11. Polvilhe todo o queijo coalho ralado grosso por cima, cobrindo a superfície de maneira uniforme. Leve ao forno preaquecido por 20 minutos, até o queijo coalho derreter, borbulhar e dourar nas bordas.
  12. Retire do forno, deixe descansar por 5 minutos e sirva quente, acompanhado de arroz branco e uma salada verde simples de folhas com tomate.

Tempo de preparo e rendimento desta receita

Tempo de preparo: 40 minutos.

Tempo de cozimento: 35 minutos.

Tempo de forno: 20 minutos.

tempo total: 1 hora e 35 minutos (somando o cozimento da carne e o gratinado final).

Rende 6 porções generosas.

Cada porcao tem aproximadamente 420 kcal, considerando carne de sol magra e pouco azeite no refogado. Valor estimado, pode variar conforme o teor de gordura da carne escolhida.

Origem do escondidinho nordestino

O escondidinho nasceu na cozinha do Agreste e do Sertão nordestino como forma de reaproveitar sobras de carne cozida do dia anterior. O nome vem do hábito de “esconder” a carne sob uma camada generosa de purê, geralmente de mandioca (chamada de macaxeira no Nordeste), batata ou até de inhame. Era um prato de domingo e de sexta-feira santa nas mesas de Recife, Campina Grande, Caruaru e Fortaleza, preparado pelas cozinheiras que recebiam a carne de sol pendurada na varanda das casas do interior. Quem aprecia a cozinha regional de panela pode conferir também o quibebe paraibano com jerimum e carne seca, outro cozido nordestino de julho que puxa pela carne seca e pela raiz.

Com o tempo, o prato ganhou versão em restaurantes e hotéis do Litoral, com camadas mais definidas e acabamento gratinado. A combinação carne de sol com queijo coalho é uma marca registrada de Pernambuco e Paraíba, onde o coalho defumado ou fresco ralado grosso garante aquela crosta salgada que contrasta com o purê adocicado da macaxeira. Hoje o escondidinho aparece em cardápios do Brasil inteiro, mas a versão com carne de sol e queijo coalho permanece como a mais tradicional e procurada nas cidades nordestinas.

Como escolher a carne de sol e a macaxeira

A carne de sol ideal é a do tipo “de primeira”, cortada em peça única com cerca de 3 dedos de espessura. Ela tem cor vermelha escura, textura firme e aroma suave de salga. Evite peças muito finas ou já desfiadas, que dessalgam demais e perdem sabor. Peças vindas do Sertão do Pajeú, de Petrolina ou do Cariri paraibano costumam ter qualidade consistente.

A macaxeira (mandioca) para o purê precisa ser da variedade “mansa” ou “aipim manteiga”, que cozinha rápido e fica cremosa sem precisar passar pela etapa de fervura com açúcar. Descarte as raízes muito fibrosas ou com manchas escuras no miolo. Em João Pessoa e Recife, prefira a macaxeira vendida em feiras livres, com casca escura e polpa branca bem firme.

Já o queijo coalho ralado na hora tem sabor bem melhor do que o embalado. Se preferir uma crosta mais rústica, corte o queijo coalho em fatias finas de meio centímetro e distribua sobre o purê, formando uma malha. Vai derreter e dourar igual, com apresentação bonita.

Variações do escondidinho pelo Brasil

A versão baiana usa azeite de dendê no refogado da carne e leite de coco no purê, ganhando cor amarela e sabor mais adocicado. Já a versão cearense acrescenta catupiry ou cream cheese por cima do queijo coalho, ficando ainda mais cremosa. No Maranhão, é comum substituir a carne de sol por carne de sol com jiló refogado, dando um toque levemente amargo.

Para quem prefere outros pratos nordestinos com a mesma pegada de panela, vale experimentar o borrego assado nordestino do São Pedro, que tem a mesma cara de almoço de fim de semana em julho, e o arroz capote nordestino, perfeito para variar o cardápio das sextas com leite de coco e cebola caramelada.

Quem não encontra carne de sol pode usar carne seca demolhada por mais tempo (24 horas) ou até mesmo charque magro. O sabor muda um pouco, mas o resultado continua cremoso e saboroso. Outra opção popular é o escondidinho de frango desfiado com requeijão, mais leve e rápido de fazer em dias de semana corrida.

Para uma versão vegetariana, substitua a carne de sol por palmito pupunha desfiado refogado com açafrão e cebola. O contraste com o purê de macaxeira e o queijo coalho continua interessante, e o prato fica leve o suficiente para um jantar de quinta-feira.

Como servir e conservar o escondidinho

Sirva o escondidinho bem quente, logo após sair do forno, com o queijo coalho ainda borbulhando. O acompanhamento clássico é arroz branco soltinho, feijão verde ou feijão carioca simples, e uma salada de folhas com tomate e cebola roxa. Em versões mais robustas, vai bem com uma vinagrete de pimenta e limão à moda nordestina. Para fechar o almoço de julho com a mesma pegada afetiva, um bolo de mandioca com queijo coalho na sobremesa mantém a identidade nordestina do menu.

Para conservar, espere esfriar completamente, cubra com filme plástico em contato com a superfície e leve à geladeira por até 3 dias. Na hora de reaquecer, coloque em forno a 180 ºC por 15 minutos ou no micro-ondas com potência média, cobrindo com um guardanapo de papel para não ressecar. Congelado em porções individuais em potes herméticos, dura até 2 meses; descongele na geladeira de um dia para o outro antes de reaquecer.

Se sobrar carne de sol dessalgada, ela pode ser congelada crua por até 3 meses e usada depois em refogados, omeletes ou até em escondidinhos rápidos de panela, sem a etapa de forno, com purê mais grosso servido em bowls.

Tire suas dúvidas sobre escondidinho de carne de sol

Carne de sol e carne seca são a mesma coisa?

Não. A carne de sol é salgada e curada ao sol por algumas horas, mantendo boa parte da umidade. A carne seca fica dias no sol até desidratar quase totalmente, por isso precisa de demolha mais longa. Para este escondidinho, a carne de sol é a ideal, porque desfia com mais facilidade e mantém o sabor salgado característico sem ficar borrachuda.

Quanto tempo a carne de sol precisa ficar de molho para dessalgar?

Para uma peça de 600 g, entre 12 e 16 horas de molho em água gelada trocada a cada 4 horas costuma ser suficiente. Se a peça for mais grossa ou mais salgada, pode chegar a 24 horas. O teste final é provar um pedacinho pequeno após o cozimento: deve estar salgado na medida, nunca sem sabor e nunca ardido de sal.

Posso usar mandioca congelada no lugar da macaxeira fresca?

Sim. A mandioca congelada em pedaços já vem pré-cozida na maioria das marcas, então o tempo de cozimento cai pela metade. Descongele na geladeira de um dia para o outro e finalize o purê direto na panela com manteiga e leite. O sabor fica muito próximo da versão fresca.

Preciso de forno para fazer escondidinho?

O gratinado clássico usa forno, mas dá para finalizar na frigideira antiaderente tampada em fogo baixo, até o queijo coalho derreter. A textura não fica tão crocante quanto no forno, mas o sabor é praticamente o mesmo. Quem tem air fryer pode usar a função grill por 8 minutos a 200 ºC, com resultado ótimo.

Posso preparar o escondidinho com antecedência?

Sim, monte o refratário até a etapa do purê, cubra com filme plástico e leve à geladeira por até 24 horas. Na hora de servir, polvilhe o queijo coalho e leve ao forno por 25 minutos, adicionando 5 minutos ao tempo normal para aquecer bem o recheio. Fica ótimo para receber visitas no almoço de domingo.

Qual queijo substitui o queijo coalho se eu não encontrar?

O substituto mais próximo é o queijo minas padrão ralado grosso, que derrete bem e tem sabor suave. Queijo prato ou mussarela também funcionam, mas a textura fica menos firme depois de fria. Evite parmesão ralado fino, porque ele endurece rápido e não dá aquela camada borbulhante característica.

Posso fazer escondidinho de carne de sol sem lactose?

Sim. Substitua a manteiga por azeite de oliva e o leite por leite de coco ou bebida vegetal sem açúcar. Troque o queijo coalho por uma versão vegana ralada ou finalize com castanha de caju triturada misturada com um pouco de azeite. O sabor muda um pouco, mas o prato continua cremoso e saboroso.

Qual a origem do nome “escondidinho”?

O nome descreve o jeito de montar o prato: a carne fica “escondida” sob a camada generosa de purê, sem aparecer à primeira vista. É um termo popular da cozinha caseira nordestina, registrado em livros de receita de Pernambuco já na década de 1960, e hoje é prato de cardápio em restaurantes do Brasil inteiro.

Qual vinho combina com escondidinho de carne de sol?

Um vinho tinto leve e frutado, como um Pinot Noir ou um tempranillo jovem, harmoniza bem com a carne salgada e o queijo coalho. Para quem prefere cerveja, uma pilsen extra gelada ou uma weiss também quebram o salgado do queijo e limpam o paladar entre as garfadas. Evite vinhos muito tânicos, que brigam com a cremosidade do purê.

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Marina Cordeiro
Marina CordeiroConfeitaria

Confeiteira e blogger de receitas há mais de 8 anos. Especialista em sobremesas brasileiras, bolos caseiros e receitas práticas de família. Formada em Gastronomia pela Anhembi-Morumbi com extensão em Confeitaria Profissional. Adora resgatar receitas tradicionais e adaptar pra cozinhas modernas. Cada receita do site é testada e aprovada na sua própria cozinha.

Atualizado em 12 de julho de 2026

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Escrito por Marina Cordeiro

Confeiteira e blogger de receitas há mais de 8 anos. Especialista em sobremesas brasileiras, bolos caseiros e receitas práticas de família. Formada em Gastronomia pela Anhembi-Morumbi com extensão em Confeitaria Profissional. Adora resgatar receitas tradicionais e adaptar pra cozinhas modernas. Cada receita do site é testada e aprovada na sua própria cozinha.

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