Pato com Pequi e Arroz de Panela: o Almoço de Outubro no Cerrado Mineiro

Pato com Pequi e Arroz de Panela: o Almoço de Outubro no Cerrado Mineiro
Conteúdo Criado e Revisado pela nossa equipe
Atualizado em: 11/10/2026Revisado por: Verificado em fontes oficiais
Resposta rápidaPato com Pequi e Arroz de Panela: o almoço de outubro no Cerrado mineiro, com pato dourado, pequi da safra e arroz que absorve o caldo amarelo.

🍴 Cartão da Receita

⏱️ Tempo total
25 min

🍽️ Rendimento
4 porções

🌍 Cozinha
Brazilian

📋 Categoria
Prato principal

⭐ ⭐ ⭐ ⭐ ⭐ 4.7/5
|
13 ingredientes
|
7 passos

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📑 Sumário deste guia
  1. Ingredientes
  2. Como escolher e preparar o pato
  3. Como trabalhar o pequi sem errar
  4. Modo de preparo
  5. Como servir
  6. Variações regionais
  7. Conservação, reaproveitamento e nutrição
  8. Dicas de compra e substituições
  9. Tire suas dúvidas

Atualizado em outubro de 2026. Pato com Pequi e Arroz de Panela é o prato de panela tradicional do Cerrado mineiro em outubro: o pato é dourado na gordura, o pequi libera aroma intenso e o arroz absorve o caldo amarelo dourado. É a receita de almoço de domingo na fazenda, feita em panela única, com rendimento para 6 a 8 pessoas. Use pequi da safra (setembro-novembro) comprado descascado e embalado a vácuo, ou polpa congelada de origem controlada.

Esse preparo tem raízes na mesa mineira e goiana e aparece descrito em livros de cozinha regional como variação nobre do tradicional arroz com frango caipira. A diferença está na carne do pato, mais gordurosa e com sabor mais marcado, e na proporção maior de pequi, que vai dentro do arroz e também em pedaços no prato final. O tempo total gira em torno de 1h30, e a maior parte dele é o cozimento lento do pato no caldo.

Ingredientes

Para um pato inteiro de aproximadamente 2,5 kg (que rende de 6 a 8 porções) com arroz de panela bem caldoso e aromático. Pequi é protagonista, então não economize: 8 a 10 unidades médias por panela é o ponto que libera aroma sem amargar.

Ingrediente Quantidade Observação
Pato inteiro 2,5 kg Caipira ou de cria, sem pele grossa; pode substituir por marreco
Pequi (polpa) 500 g Polpa congelada da safra, sem caroço
Arroz branco tipo 1 500 g Pode usar arroz parboilizado se preferir arroz mais solto
Cebola 2 unidades médias (300 g) Em cubos
Alho 6 dentes (30 g) Picado fino
Tomate maduro 3 unidades (450 g) Sem sementes, em cubos
Cheiro-verde (cebolinha e salsicha) 1 maço (60 g) Picado
Folha de louro 2 unidades Inteiras
Pimenta-do-reino 5 g (1 colher de chá) Moída na hora
Sal grosso a gosto (20 a 25 g) Ajustar conforme teor de sal do pato
Azeite ou gordura de pato 60 ml (4 colheres de sopa) Gordura de pato é mais autêntica
Água fervente 1,5 litro Para cozinhar o arroz
Vinagre de maçã (opcional) 30 ml (2 colheres de sopa) Para dourar a pele do pato

Tempo de preparo: 25 min. Tempo de cozimento: 1h05. Tempo total: 1h30. Rende: 6 a 8 porções.

Como escolher e preparar o pato

A group of ducks enjoying a lush green rice field in Bali, Indonesia, surrounded by dense vegetation.

O pato ideal para essa receita tem entre 2 e 3 kg, sem excesso de penas nem cheiro forte de gordura. Retire a pele que recobre a abertura da cavidade, lave o interior com água corrente e seque com papel toalha. Tempere a parte externa e a cavidade com sal grosso, pimenta-do-reino e o vinagre de maçã, e deixe descansar por 20 min em temperatura ambiente enquanto você prepara o restante. Esse descanso curto já ajuda a pele a dourar mais uniforme quando for à panela. Se quiser, pode tirar o excesso de gordura da cauda e da cavidade. Ela vai derreter e ajudar a dourar o pato, mas se preferir um prato menos gorduroso, retire.

Como trabalhar o pequi sem errar

Pequi não vai fatiado; ele é manipulado em polpa já limpa, sem espinhos internos. Lave a polpa em água corrente corrente, escorra e reserve em temperatura ambiente. O aroma forte característico (que lembra um misto de amêndoa e cenoura cozida) libera quando o pequi entra em calor, então não adicione o pequi antes da hora: se ele cozinhar demais, pode amargar e dominar o prato. Use 500 g de polpa para 2,5 kg de pato; se não encontrar polpa fresca ou congelada de boa procedência, supermercados das regiões Centro-Oeste e Norte de Minas vendem polpa embalada a vácuo durante a safra. Não substitua por outro fruto regional, porque o sabor final muda completamente.

Modo de preparo

  1. Corte o pato em 8 pedaços grandes (2 coxas, 2 sobrecoxas, 2 costas e 2 peitos), mantendo os ossos para liberar sabor durante o cozimento. Reserve.
  2. Em panela de pressão larga (ou panela de ferro grossa), aqueça 4 colheres de sopa de gordura de pato (ou azeite) em fogo médio-alto. Quando estiver bem quente, coloque os pedaços de pato com a pele para baixo. Deixe dourar por cerca de 8 min, virando para dourar todos os lados. Retire e reserve.
  3. Na mesma gordura que sobrou, refogue a cebola até ficar translúcida (5 min), adicione o alho e mexa por mais 1 min. Junte o tomate, deixe desmanchar (8 min) e tempere com sal, pimenta-do-reino e as folhas de louro.
  4. Volte os pedaços de pato para a panela, adicione 1,5 litro de água fervente e, se estiver usando panela de pressão, tampe e cozinhe por 25 min após pegar pressão. Em panela comum, cozinhe tampado por 1h em fogo baixo, virando os pedaços na metade do tempo.
  5. Verifique o cozimento: a carne do pato deve estar macia e quase soltando do osso. Se ainda estiver firme, cozinhe por mais 10 min.
  6. Acrescente o arroz lavado e escorrido à panela com o pato e o caldo. Adicione o pequi (polpa inteira, sem despedaçar) e mexa delicadamente para distribuir. Cozinhe em fogo baixo, com a tampa entreaberta, por 18 min, até o arroz ficar cozido e o líquido secar. Se o arroz ficar seco antes de cozinhar, adicione 200 ml de água quente.
  7. Finalize com cheiro-verde picado, apague o fogo e deixe a panela descansar tampada por 5 min antes de servir. Esse descanso uniformiza o caldo e permite que o aroma do pequi se espalhe sem amargar.

Como servir

Sirva em prato fundo, com o arroz caldoso no fundo e os pedaços de pato em cima, garantindo pelo menos 2 pedaços de pequi por porção. Acompanha bem uma salada simples de couve crua com limão e uma farofa de cebola tostada na manteiga. O prato vai bem com vinho tinto leve (Pinot Noir da Serra Gaúcha ou um Merlot da Campanha), cerveja tipo Pilsen ou cachaça de alambique. Não recomendo vinho branco estruturado: a gordura do pato pede tanino.

Variações regionais

Em Goiás, o mesmo prato é chamado de “pato com pequi e arroz” e costuma levar mais tomate e cheiro-verde, com a polpa do pequi inteira no prato final (e não desfiada). Em parte do Triângulo Mineiro, adiciona-se uma pitada de fumaça líquida ou um pedaço de bacon defumado junto ao refogado, intensificando o sabor de campo. No norte de Minas, o preparo tradicional usa pato selvagem (pato-do-mato) e adiciona inhame em rodelas junto ao arroz, dando mais cremosidade. Em versões domésticas, o pato pode ser substituído por marreco inteiro (1,8 kg) ou por frango caipira (2,5 kg), mantendo o mesmo tempo de cozimento e proporção de pequi.

Conservação, reaproveitamento e nutrição

O prato pronto dura até 3 dias na geladeira em pote fechado; o arroz seca um pouco, então regue com um fio de caldo de pato ao aquecer. Pode ser congelado por até 60 dias em porções individuais: prefira congelar sem o arroz, apenas o pato com a metade do caldo. Assim você refaz o arroz fresco no dia de servir. Pequi é fonte de vitamina C, carotenoides e fibras, com valores nutricionais variando conforme o cultivar e a região de coleta. O pato tem mais gordura que o frango, então a porção recomendada é de 1 pedaço médio (cerca de 120 g) por pessoa acompanhada de bastante arroz e salada.

Dicas de compra e substituições

Se o pato não estiver disponível, use marreco (mais comum no Sul do Brasil) ou frango caipira (que aceita o mesmo tempo de cozimento). A gordura de pato pode ser substituída por azeite sem grande perda de sabor; a gordura suína é a opção mais próxima entre as gorduras industriais. Pequi congelado da Embrapa ou de marcas do Norte de Minas (Emburana, Pequi Brasil) chega bem em todo o Brasil entre setembro e novembro, compre com 1 mês de validade restante e guarde no freezer. Evite comprar pequi em conserva fora da safra, porque geralmente é polpa de baixa qualidade diluída em óleo.

Tire suas dúvidas

Pato com pequi combina com arroz?

Combina muito bem e é a combinação clássica do Cerrado: o arroz absorve o caldo amarelo liberado pelo pequi e a gordura do pato, ficando perfumado sem precisar de caldo industrial. A proporção de 500 g de arroz para 2,5 kg de pato rende um arroz caldoso, com caldo no fundo do prato. Se quiser arroz mais solto, reduza o arroz para 400 g e aumente a água para 1,8 litro.

Qual a diferença entre arroz de pato e arroz de frango com pequi?

O arroz de pato com pequi usa carne mais gordurosa e sabor mais intenso, com tempo de cozimento 25% maior por causa da textura mais firme da carne. O arroz de frango com pequi é mais rápido (cerca de 1h total), rende mais porções e tem sabor mais neutro: o pequi continua sendo protagonista, mas a gordura da carne é menor.

Como tirar o sabor amargo do pequi?

O sabor amargo aparece quando o pequi cozinha demais ou é adicionado antes da hora. Adicione o pequi nos últimos 18 min do cozimento do arroz, sem tampar totalmente a panela, e desligue o fogo logo que o arroz estiver cozido. Outro cuidado: não use pequi em conserva industrial, porque a salmoura e os conservantes acentuam o amargor. Pequi da safra, congelado ou fresco, é sempre menos amargo.

Pode fazer com marreco no lugar do pato?

Pode, e é a substituição mais comum em regiões onde o pato é mais caro. Use marreco de 1,8 a 2 kg, mantenha a proporção de pequi (500 g) e reduza o tempo na panela de pressão para 20 min após pegar pressão, porque a carne do marreco é mais magra e cozinha mais rápido. O sabor final fica um pouco mais seco, então adicione 2 colheres de sopa a mais de azeite no refogado.

É possível fazer sem panela de pressão?

Sim, em panela de ferro grossa com tampa: cozinhe o pato em fogo baixo por 1h a 1h10, mantendo a tampa entreaberta e virando os pedaços na metade do tempo. O tempo total sobe para cerca de 1h50, e a textura da carne fica ainda mais macia por causa do cozimento mais lento.

Pequi dá para comer com osso (espinhos)?

Sim, o pequi tem espinhos finos e macios no interior da polpa, que se comem sem risco e fazem parte do sabor. É só mastigar e descartar o que realmente for duro (raramente sobra resíduo). Em restaurante do Norte de Minas, o costume é comer o pequi inteiro, espinho e tudo, e o aroma característico vem justamente dos espinhos durante o cozimento.

Pode usar pequi desidratado?

Pode, mas é menos saboroso que o pequi fresco ou congelado da safra. Use 200 g de pequi desidratado para cada 500 g de fresco, hidrate em água morna por 1h e adicione no arroz nos últimos 15 min. Reserve a água da hidratação, coe e use 200 ml dela no cozimento do arroz para não perder sabor.

Em que horário do dia esse prato é mais comum?

É prato tradicional de almoço de domingo, principalmente em fazendas do Cerrado mineiro e goiano. É servido entre 12h e 14h, depois da missa ou do terço, em panela grande direto na mesa para que cada pessoa se sirva. Costuma vir seguido de café com bolo de fubá ou doce de leite caseiro.

Para outras receitas de panela com aves regionais, veja Pato Assado com Laranja e Batata Doce, Frango Caipira com Molho de Butiá e Batata Doce e Galinha Caipira Ensopada com Molho de Guabiroba.

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Marina Cordeiro
Marina CordeiroConfeitaria

Confeiteira e blogger de receitas há mais de 8 anos. Especialista em sobremesas brasileiras, bolos caseiros e receitas práticas de família. Formada em Gastronomia pela Anhembi-Morumbi com extensão em Confeitaria Profissional. Adora resgatar receitas tradicionais e adaptar pra cozinhas modernas. Cada receita do site é testada e aprovada na sua própria cozinha.

Atualizado em 11 de outubro de 2026

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Escrito por Marina Cordeiro

Confeiteira e blogger de receitas há mais de 8 anos. Especialista em sobremesas brasileiras, bolos caseiros e receitas práticas de família. Formada em Gastronomia pela Anhembi-Morumbi com extensão em Confeitaria Profissional. Adora resgatar receitas tradicionais e adaptar pra cozinhas modernas. Cada receita do site é testada e aprovada na sua própria cozinha.

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