Índice do Conteúdo
- O que é o peixinho-da-horta e por que empanar
- Ingredientes do prato
- Modo de preparo do peixinho-da-horta empanado
- Como escolher e conservar as folhas
- Variações da receita pelo Brasil
- Como servir e harmonizar
- Tire suas dúvidas
- O peixinho-da-horta é comestível mesmo ou é só ornamental?
- Onde comprar peixinho-da-horta fresco?
- Posso usar outra folha empanada no lugar do peixinho?
- Qual o melhor óleo para fritar folhas empanadas?
- Quanto tempo dura a folha frita antes de ficar borrachuda?
- Posso preparar a empanização com ovo sem leite?
- O peixinho-da-horta serve para crianças e idosos?
- Posso empanar com farinha de rosca temperada?
- Qual a diferença entre peixinho-da-horta e orelha-de-lebre?
🍴 Cartão da Receita
📑 Sumário deste guia
Atualizado em setembro de 2026. O peixinho-da-horta empanado e frito com limão é um petisco de boteco do interior paulista que aproveita folhas aveludadas de uma PANC (Planta Alimentícia Não Convencional), a Stachys byzantina, com sabor suave que lembra peixe branco. A receita é rápida, rende 4 porções como entrada e usa ingredientes comuns de despensa: folhas frescas, farinha de trigo, ovos e farinha de rosca. Funciona bem como tira-gosto no fim de tarde, acompanhamento de cerveja ou aperitivo antes de um almoço de domingo.
O que é o peixinho-da-horta e por que empanar
O peixinho-da-horta (Stachys byzantina) é uma hortaliça da família Lamiaceae, mesma família da hortelã e do manjericão, com folhas grossas e aveludadas cobertas por pelos cinza-prateados que dão aquele toque sedoso. O nome popular vem do sabor suave que lembra carne de peixe branco quando a folha é frita rapidamente em óleo quente. A planta é perene, fácil de cultivar em vasos e hortas caseiras, e produz folhas durante boa parte do ano, com picos de produção na primavera e no outono. Wikipedia confirma que, no Brasil, a folha é usada como PANC empanada e frita com suco de limão, com gosto de peixe, sendo a técnica mais difundida para aproveitar essa hortaliça.
A técnica de empanar e fritar tem três efeitos importantes: cria uma camada crocante dourada que contrasta com a maciez da folha, realça o sabor herbáceo que lembra peixe e permite que a folha inteira seja comida sem amargor. O processo é o mesmo usado em milanesas, filés empanados e bolinhos de bacalhau: passar a folha na farinha de trigo, no ovo batido e na farinha de rosca antes de fritar em óleo bem quente. A fritura rápida, de 30 a 60 segundos por lado, garante que a folha mantenha a cor verde-clara por dentro e a casquinha fique sequinha por fora.
Ingredientes do prato

| Ingrediente | Quantidade | Observação |
|---|---|---|
| Folhas frescas de peixinho-da-horta | 200 g | Equivalente a um maço grande, folhas inteiras e sem manchas |
| Farinha de trigo | 150 g | Para empanar, peneirada para evitar grumos |
| Ovos | 120 g | Equivalente a dois ovos grandes, batidos com pitada de sal |
| Farinha de rosca | 120 g | Fina ou média, sem tempero pronto |
| Leite integral | 60 ml | Para diluir o ovo e ajustar a textura da empanização |
| Sal fino | 6 g | Aproximadamente 1 colher de chá rasa |
| Pimenta-do-reino moída na hora | 2 g | Quantidade a gosto, opcional |
| Óleo de soja para fritura | 500 ml | Quantidade suficiente para imergir as folhas |
| Limão-siciliano fresco cortado em rodelas | 180 g | Equivalente a um limão grande, para servir |
Modo de preparo do peixinho-da-horta empanado
Antes de empanar, lave bem as folhas em água corrente, seque com papel toalha ou centrifugador de salada e retire os talos mais grossos. A folha deve estar bem seca para que a empanização grude de forma uniforme. Separe três pratos fundos ou tigelas: um com a farinha de trigo temperada com sal e pimenta, outro com os ovos batidos junto com o leite até formar uma mistura homogênea, e o terceiro com a farinha de rosca.
Como empanar as folhas na sequência clássica
- Passe cada folha de peixinho-da-horta primeiro na farinha de trigo, cobrindo os dois lados e sacudindo o excesso com movimentos leves.
- Mergulhe a folha empanada na mistura de ovo com leite, deixando escorrer o excesso por dois ou três segundos.
- Termine passando a folha na farinha de rosca, pressionando levemente para a casquinha grudar bem. Reserve em um prato ou assadeira enquanto prepara as demais.
- Repita o processo até empanar todas as folhas, mantendo a ordem farinha de trigo, ovo e farinha de rosca.
Como fritar em óleo quente e servir
- Aqueça o óleo em uma frigideira funda ou panela pequena até atingir 180 graus Célsius, temperatura em que uma migalha de farinha de rosca borbulha e sobe rapidamente.
- Frite as folhas empanadas em pequenas levas de três a quatro unidades por vez, para não baixar a temperatura do óleo e comprometer a crocância.
- Deixe cada folha por 45 a 60 segundos de cada lado, até a casquinha ficar dourada e uniforme, e retire com escumadeira para um prato com papel toalha, que absorve o excesso de óleo.
- Tempere com uma pitada extra de sal ainda quente e sirva em seguida, acompanhado das rodelas de limão-siciliano para espremer por cima de cada porção.
Tempo de preparo: 25 minutos.
Tempo de cozimento: 8 minutos.
tempo total: 33 minutos.
Rende 4 porções generosas como petisco.
Como escolher e conservar as folhas
As folhas frescas são o ingrediente central e precisam estar em bom estado para garantir uma fritura limpa. Prefira folhas com cor cinza-esverdeada uniforme, sem manchas escuras, amareladas ou com sinais de mofo. Toque as folhas para sentir a textura aveludada: quanto mais densos os pelos, mais tenras e saborosas serão após a fritura. Folhas muito velhas, com base lenhosa, devem ter o talo central removido antes de empanar, porque podem ficar fibrosas mesmo após o cozimento rápido.
Para conservar por até três dias na geladeira, embrulhe as folhas em papel toalha seco e guarde em saco plástico fechado na gaveta de legumes, sem lavar antes do uso. Se quiser congelar, escalde rapidamente em água fervente por 10 segundos, resfrie em água com gelo, seque bem e armazene em pote hermético por até dois meses. Folhas congeladas podem ir direto na empanização, sem descongelar previamente, e rendem fritura quase tão crocante quanto a folha fresca, em uma estratégia de preparo rápido que combina com o lanche rápido de crepioca para refeições improvisadas no dia a dia.
Variações da receita pelo Brasil
Algumas regiões brasileiras adaptam a empanização para realçar o sabor. Em Minas Gerais, é comum adicionar uma colher de polvilho azedo à farinha de rosca, deixando a casquinha mais crocante com leve sabor de queijo, e a técnica do bolinho de arroz caipira na airfryer mostra como o polvilho aparece em empanados leves. Em Santa Catarina, a receita usa farinha de milho fina em vez da farinha de rosca, criando uma crosta rústica e amarela. No Paraná, a versão com cerveja na massa do ovo é frequente em pubs de Curitiba, onde a folha frita vira acompanhamento de chopp artesanal.
Uma variação leve para reduzir a fritura é preparar a folha na airfryer a 200 graus por 6 a 8 minutos, borrifando azeite antes de levar ao aparelho. A textura não fica tão sequinha quanto a versão frita, mas o sabor é preservado e a operação é mais prática. Outra opção é rechear a folha dobrada com uma fatia fina de queijo minas frescal antes de empanar, criando versão recheada para entrê de almoço, em linha com a técnica base explicada no empanado versus milanesa.
Como servir e harmonizar
O petisco combina bem com cervejas leves, como pilsen ou weiss, porque a crocância da casquinha pede bebida gasosa que limpe o paladar entre uma mordida e outra. Para quem prefere drinks sem álcool, suco de limão com hortelã ou chá gelado de cidreira funcionam bem. Em mesa de boteco, sirva as folhas em cesto forrado com papel toalha, com molhos simples como maionese com limão, mostarda amarela com mel ou molho de alho com salsinha.
O petisco também funciona como entrada em almoço de domingo, em porções de seis a oito folhas por pessoa, combinando bem com petiscos rápidos para o jogo da Copa ou com os práticos lanches para a Copa do Mundo 2026. Se sobrar, as folhas perdem a crocância em cerca de 30 minutos, mas podem ser reaquecidas no forno a 180 graus por 5 minutos. Evite congelar após a fritura, porque a umidade deixa a casquinha borrachuda.
Tire suas dúvidas
O peixinho-da-horta é comestível mesmo ou é só ornamental?
Sim, é totalmente comestível e amplamente usado na cozinha brasileira como PANC, sigla de Planta Alimentícia Não Convencional. A planta é da mesma família da hortelã e do manjericão, com folhas grossas cobertas por pelos aveludados que viram uma casquinha crocante quando empanadas e fritas. O sabor suave lembra peixe branco, motivo do nome popular. Sempre lave bem as folhas antes do uso, especialmente se forem colhidas em jardins urbanos.
Onde comprar peixinho-da-horta fresco?
A planta é fácil de cultivar em vasos e hortas caseiras, então feiras livres de cidades do interior paulista, mineiro e paranaense costumam ter maços frescos de peixinho-da-horta, especialmente entre setembro e dezembro. Supermercados ainda não vendem em escala, mas lojas de produtos orgânicos e hortas urbanas em capitais como São Paulo, Campinas e Belo Horizonte começam a oferecer a hortaliça sob encomenda. Mudas vendidas em viveiros podem ser uma alternativa para quem quer ter em casa.
Posso usar outra folha empanada no lugar do peixinho?
Sim, a técnica de empanar e fritar funciona bem com folhas de bertalha, beldroega, folhas de abóbora jovens ou folhas de couve manteiga cortadas em pedaços maiores. O sabor e a textura mudam bastante, mas o resultado segue sendo um petisco crocante com base vegetal. Evite folhas muito fibrosas ou com pelos rígidos, que podem ficar desconfortáveis na mordida e soltar fios na fritura.
Qual o melhor óleo para fritar folhas empanadas?
Óleo de soja, girassol ou canola são as opções mais neutras e baratas, com ponto de fumaça alto o suficiente para aguentar 180 graus Célsius sem queimar. Azeite de oliva extravirgem não é recomendado para fritura por imersão porque tem ponto de fumaça mais baixo e pode deixar sabor residual forte. Manteiga ou margarina também não servem porque queimam rapidamente e comprometem a crocância da casquinha.
Quanto tempo dura a folha frita antes de ficar borrachuda?
Em temperatura ambiente, a folha empanada frita mantém a crocância ideal por até 20 minutos depois da fritura, tempo suficiente para servir como petisco. Passado esse período, a umidade interna da folha começa a amolecer a casquinha. Para prolongar, mantenha as folhas em forno baixo a 100 graus Célsius enquanto prepara as demais, o que seca a umidade sem queimar o empanado.
Posso preparar a empanização com ovo sem leite?
Sim, basta bater os ovos com uma pitada de sal e usar a mistura pura, sem necessidade do leite. O resultado é uma camada mais grossa de ovo na folha e textura ligeiramente mais úmida. A função do leite é diluir o ovo e deixar a mistura mais fluida para cobrir folhas grandes com mais facilidade. Se quiser deixar a receita sem lactose, troque o leite por água com gás gelada, que ajuda a aerar a massa, em uma adaptação parecida com a textura usada no filé de peixe empanado na airfryer, que também combina crocância com preparo leve.
O peixinho-da-horta serve para crianças e idosos?
Sim, desde que as folhas sejam bem lavadas e fritas em óleo limpo na temperatura correta, o petisco é leve e fácil de mastigar. A textura crocante por fora e macia por dentro costuma agradar crianças pequenas, e o sabor suave combina com paladares mais sensíveis. Para idosos com dificuldade de mastigação, corte as folhas em pedaços menores antes de empanar e sirva em porções individuais para evitar indigestão.
Posso empanar com farinha de rosca temperada?
Pode, mas reduza ou retire o sal da etapa de empanização para não deixar o petisco salgado demais. Farinhas de rosca prontas com alho, salsa e outros temperos funcionam bem, mas tendem a mascarar o sabor delicado da folha de peixinho. O ideal para preservar o sabor original é usar farinha de rosca neutra e adicionar sal e pimenta apenas na etapa da farinha de trigo, antes do ovo.
Qual a diferença entre peixinho-da-horta e orelha-de-lebre?
São a mesma planta. O nome científico Stachys byzantina aparece no Brasil com dois nomes populares principais, peixinho-da-horta por causa do sabor que lembra peixe e orelha-de-lebre por causa da textura aveludada das folhas, que lembram a pelagem do animal. Em Portugal e na Itália, a planta também é chamada de orelha-de-cordeiro, referência parecida. Todos os nomes se referem à mesma hortaliça da família Lamiaceae.

