Caldo de Azedinha com Frango Caipira: o Jantar de Panela do Sul do Brasil em Setembro

Caldo de Azedinha com Frango Caipira: o Jantar de Panela do Sul do Brasil em Setembro
Conteúdo Criado e Revisado pela nossa equipe
Atualizado em: 21/09/2026Revisado por: Verificado em fontes oficiais
Resposta rápidaCaldo de azedinha com frango caipira: receita do Sul do Brasil com PANC azedinha fresca, batata em cubos e frango desfiado. Jantar de panela para setembro.

🍴 Cartão da Receita

⏱️ Tempo total
70 min

🍽️ Rendimento
4 porções

🌍 Cozinha
Brazilian

📋 Categoria
Sopa

⭐ ⭐ ⭐ ⭐ ⭐ 4.7/5
|
11 ingredientes
|
12 passos

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📑 Sumário deste guia
  1. O que é a azedinha e por que ela combina com frango caipira
  2. Ingredientes do caldo de azedinha com frango caipira
  3. Modo de preparo do caldo de Azedinha com Frango Caipira
  4. Tempo de preparo e rendimento do caldo de Azedinha
  5. Variações regionais do caldo de azedinha
  6. Como servir e conservar o caldo de azedinha
  7. Tire suas dúvidas

Atualizado em setembro de 2026. O caldo de azedinha com frango caipira é um jantar de panela do Sul do Brasil que aproveita a PANC azedinha (Rúmex acetosa) em pleno auge de safra, com sabor azedo natural substituto do limão. A receita une o caldo dourado de frango caipira inteiro cozido na pressão com folhas frescas de azedinha murchadas no fim, batata em cubos para encorpar, cebola, alho e azeite. É um prato reconfortante para a transição de setembro, quando as noites ainda pedem panela quente e as folhas da azedinha estão no ponto ideal de colheita.

O que é a azedinha e por que ela combina com frango caipira

A azedinha (Rúmex acetosa) é uma PANC, planta alimentícia não convencional, nativa da Europa e aclimatada ao Brasil, cultivada em hortas domésticas e pequenas propriedades no Sul do Brasil, em São Paulo e na Serra da Mantiqueira. Ela é valorizada pelo sabor ácido natural, semelhante ao limão, que substitui a acidez cítrica em caldos, sopas e refogados. O nome popular remete diretamente a esse frescor azedo, que aqui no Brasil ganhou o apelido informal de “salada pronta” em razão da praticidade de consumo cru.

A azedinha floresce de maio a setembro e pode ser colhida entre abril e junho, segundo dados da Wikipedia sobre a espécie, o que sincroniza a folha fresca com o calendário de caldos e sopas do fim do inverno. No Sul do Brasil, ela é ingrediente tradicional de sopas de inverno com carne de panela, onde o azedo natural substitui o vinagre ou o limão usados em outras regiões para realçar o sabor do caldo. Quando combinada com frango caipira inteiro cozido na pressão, a azedinha entra no fim do cozimento, murchando rapidamente, e confere ao caldo uma acidez equilibrada sem sobrepor o sabor da carne.

Ingredientes do caldo de azedinha com frango caipira

Close-up of a flavorful chicken soup being served at a vibrant dinner setup.
Ingrediente Quantidade Observação
Frango caipira inteiro 1,5 kg Equivalente a um frango médio, com pele e ossos, cortado em 8 partes
Folhas frescas de azedinha 300 g Equivalente a dois maços grandes, apenas as folhas, sem talos grossos
Batata inglesa descascada 400 g Equivalente a duas batatas grandes, cortada em cubos de 2 cm
Cebola média picada 150 g Equivalente a uma cebola grande, em cubos pequenos
Dentes de alho picados 20 g Equivalente a cinco dentes médios, bem picados
Azeite de oliva extravirgem 30 ml Para refogar a base aromática no início
Sal grosso 12 g Ajustar ao paladar depois do cozimento
Pimenta-do-reino moída na hora 3 g Equivalente a uma colher de chá rasa
Folha de louro 1 g Equivalente a uma folha seca, retirada antes de servir
Água filtrada 2 L Cobre o frango na pressão e forma a base do caldo
Cheiro-verde fresco 20 g Equivalente a um maço pequeno de salsinha e cebolinha, picado na finalização

Modo de preparo do caldo de Azedinha com Frango Caipira

A receita começa com a dessalga rápida das folhas e o cozimento longo do frango na pressão, que solta colágeno e forma o caldo base. Em seguida, a batata cozinha no próprio caldo e a azedinha entra no fim, murchando em 3 a 4 minutos para preservar a cor verde-clara e o azedo natural característico. O segredo é não tampar a panela após adicionar a azedinha, para que o azedo não fique agressivo e o sabor fique equilibrado.

Como cozinhar o frango caipira e formar o caldo base

  1. Lave bem as partes do frango caipira em água corrente e seque com papel toalha. Tempere com sal grosso e pimenta-do-reino, massageando a carne.
  2. Em uma panela de pressão grande, aqueça o azeite em fogo médio e refogue a cebola até ficar translúcida por cerca de 3 minutos.
  3. Acrescente o alho picado e refogue por mais 1 minuto, sem deixar dourar para não amargar o caldo.
  4. Adicione as partes de frango caipira e sele de todos os lados, cerca de 2 minutos por lado, até a pele ficar levemente dourada.
  5. Cubra com os 2 litros de água filtrada, junte a folha de louro e tampe a panela de pressão. Cozinhe em fogo médio por 35 minutos após o início da pressão.
  6. Desligue o fogo, espere a pressão sair naturalmente, abra a panela e reserve o frango em um prato. Coe o caldo se preferir um caldo mais limpo, descartando os resíduos da cebola e do alho.

Como finalizar o caldo com batata, azedinha e cheiro-verde

  1. Volte o caldo coado para a panela, leve ao fogo médio e acrescente a batata em cubos. Cozinhe por 12 minutos, até os cubos ficarem macios, mas sem desmanchar.
  2. Enquanto isso, desfie as partes do frango caipira com um garfo, descartando os ossos grandes e a pele, e reserve a carne desfiada.
  3. Lave bem as folhas de azedinha em água corrente, escorra e seque com papel toalha. Não pique as folhas, mantenha-as inteiras para que murchem de forma uniforme.
  4. Acrescente o frango desfiado ao caldo com batata, ajuste o sal e deixe ferver por 2 minutos.
  5. Adicione as folhas inteiras de azedinha, mexa suavemente e deixe murchar por 3 a 4 minutos, sem tampar a panela, para que o azedo fique equilibrado.
  6. Finalize com o cheiro-verde fresco picado, desligue o fogo e sirva imediatamente em pratos fundos.

Tempo de preparo e rendimento do caldo de Azedinha

Tempo de preparo: 20 minutos.

Tempo de cozimento: 50 minutos.

tempo total: 70 minutos.

Rende 6 porções generosas.

O tempo de 70 minutos inclui a selagem do frango, o cozimento na pressão e a finalização com batata e azedinha. O caldo fica mais saboroso se servido no mesmo dia, mas pode ser guardado na geladeira por até 3 dias em pote hermético. O azedo da azedinha tende a suavizar com o repouso, então ajuste a acidez com um fio de azeite e cheiro-verde fresco na hora de reaquecer.

Variações regionais do caldo de azedinha

A azedinha é versátil e permite variações em diferentes regiões do Brasil, sem perder a identidade do prato. Na Serra Gaúcha e no interior do Paraná, é comum adicionar batata-doce em cubos junto com a batata inglesa, o que confere leve doçura que contrasta com o azedo. Em algumas receitas da Serra da Mantiqueira, entra uma pitada de gengibre ralado na finalização, para reforçar o calor do prato.

Em regiões litorâneas, como em partes de Santa Catarina, o caldo de azedinha ganha um toque de limão-siciliano no fim do cozimento, reforçando a acidez. Já nas zonas rurais do Sul de Minas e da Serra Catarinense, a tradição é servir o caldo com angu fresco ou com uma fatia generosa de pão de queijo mineiro, transformando o jantar em refeição de mesa farta. A azedinha pode ser substituída por outras PANCs de sabor azedo, como a vinagreira (Hibiscus sabdariffa), mas a textura e o frescor mudam.

Como servir e conservar o caldo de azedinha

O caldo de azedinha com frango caipira é servido tradicionalmente em pratos fundos, com uma concha generosa de caldo, pedaços de frango desfiado, batata e folhas murchadas de azedinha. Acompanha bem pão caseiro torrado, angu fresco ou polenta cremosa. Para quem prefere uma versão mais leve, uma rodela de limão-siciliano no prato reforça a acidez sem alterar o perfil do caldo.

Para conservar, espere o caldo esfriar completamente em temperatura ambiente e guarde em pote hermético na geladeira por até 3 dias. No freezer, pode ser armazenado por até 3 meses em porções individuais, mas a azedinha perde a textura após o descongelamento, então o ideal é adicionar folhas frescas apenas na hora de servir. Na hora de reaquecer, leve ao fogo baixo em panela tampada e ajuste o sal antes de servir, sem tampar para que o azedo continue equilibrado.

Tire suas dúvidas

A azedinha pode ser substituída por outra folha?

Sim. A vinagreira (Hibiscus sabdariffa) é a substituta mais próxima em acidez, mas tem textura mais fibrosa e coloração vermelho-escura que muda o visual do caldo. A azedinha fresca é insubstituível em sabor, com notas de limão e ervas verdes ao mesmo tempo. Para uma versão mais acessível, use acelga com um fio de limão-siciliano no final.

Posso usar frango comum em vez de caipira?

Pode, mas o sabor do caldo fica menos intenso e a carne fica mais seca. O frango caipira inteiro tem mais colágeno e gordura, o que dá corpo ao caldo e mantém a carne suculenta depois de 35 minutos na pressão. Se usar frango comum, reduza o tempo de pressão para 25 minutos para não desmanchar a carne.

Em que região do Brasil a azedinha é mais comum?

A azedinha é encontrada com facilidade em hortas e feiras do Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no interior do Paraná. Também aparece em regiões serranas de São Paulo e de Minas Gerais, como a Serra da Mantiqueira, onde o clima ameno favorece o cultivo. No Nordeste, é mais rara em função do clima quente e seco.

Posso congelar o caldo pronto com a azedinha?

O ideal é congelar o caldo apenas com frango, batata e base aromática, sem a azedinha. As folhas perdem textura e ficam amarronzadas após o descongelamento. Na hora de servir, adicione folhas frescas de azedinha ao caldo reaquecido, deixando murchar por 3 minutos antes de servir.

Por que a azedinha entra apenas no final do cozimento?

Porque o calor prolongado oxida a clorofila das folhas, deixando o caldo acinzentado e com sabor amargo. Adicionada apenas nos últimos 3 a 4 minutos, a azedinha murcha rapidamente, mantém a cor verde-clara e preserva o sabor azedo característico. Cozinhar tampado também concentra demais a acidez, então a panela fica aberta no fim.

O caldo de azedinha é indicado para crianças?

Sim, desde que a quantidade de sal seja ajustada. A azedinha dá acidez natural sem ser agressiva ao paladar infantil, e o frango caipira desfiado é fonte de proteína de fácil digestão. Para crianças menores de 2 anos, reduza ou retire a pimenta-do-reino.

Qual a diferença entre azedinha e acelga?

A azedinha tem sabor naturalmente azedo, semelhante ao limão, com folhas menores, verdes-claras e em formato de flecha. A acelga tem folhas grandes, largas, com nervuras brancas, e sabor neutro, levemente adocicado. A azedinha entra em menor quantidade porque o sabor é concentrado; a acelga precisa de maior volume para dar corpo ao caldo.

Posso usar caldo de frango industrializado em vez de cozinhar o frango?

Pode, mas o sabor do prato muda bastante. O frango caipira cozido na pressão solta colágeno e gordura que dão corpo e sabor ao caldo, enquanto o caldo industrializado é mais salgado e menos aromático. Se for usar o industrializado, reduza o sal da receita pela metade e adicione uma folha de louro para reforçar o aroma.

Veja também o caldo de galinha caipira com mandioca e milho, outro jantar de panela do Sul que rende bem em noites frias.

Se preferir um caldo com carne seca, confira o caldo verde de cará no mesmo estilo de panela caipira.

Para um almoço de panela com frango caipira, experimente o arroz vermelho com frango caipira da transição de setembro.

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Marina Cordeiro
Marina CordeiroConfeitaria

Confeiteira e blogger de receitas há mais de 8 anos. Especialista em sobremesas brasileiras, bolos caseiros e receitas práticas de família. Formada em Gastronomia pela Anhembi-Morumbi com extensão em Confeitaria Profissional. Adora resgatar receitas tradicionais e adaptar pra cozinhas modernas. Cada receita do site é testada e aprovada na sua própria cozinha.

Atualizado em 21 de setembro de 2026

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Escrito por Marina Cordeiro

Confeiteira e blogger de receitas há mais de 8 anos. Especialista em sobremesas brasileiras, bolos caseiros e receitas práticas de família. Formada em Gastronomia pela Anhembi-Morumbi com extensão em Confeitaria Profissional. Adora resgatar receitas tradicionais e adaptar pra cozinhas modernas. Cada receita do site é testada e aprovada na sua própria cozinha.

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