Peixada de Pacu com Pirão de Mandioca: o Almoço de Sábado no Centro-Oeste em Setembro

Peixada de Pacu com Pirão de Mandioca: o Almoço de Sábado no Centro-Oeste em Setembro
Conteúdo Criado e Revisado pela nossa equipe
Atualizado em: 09/09/2026Revisado por: Verificado em fontes oficiais
Resposta rápidaPeixada de pacu com pirão de mandioca: peixe de água doce do Centro-Oeste, cozido com legumes e pirão engrossado com o próprio caldo. Aprenda a receita passo a passo.

🍴 Cartão da Receita

⏱️ Tempo total
50 min

🍽️ Rendimento
4 porções

🌍 Cozinha
Brazilian

📋 Categoria
Prato principal

⭐ ⭐ ⭐ ⭐ ⭐ 4.7/5
|
18 ingredientes
|
10 passos

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📑 Sumário deste guia
  1. O pacu e o porquê desse peixe combina com o início de setembro
  2. Ingredientes do prato
  3. Modo de preparo da peixada e do pirão
  4. Tempo de preparo e rendimento
  5. Variações regionais da peixada de pacu pelo Brasil Central
  6. Como servir e conservar a peixada de pacu
  7. Tire suas dúvidas

Atualizado em setembro de 2026. A peixada de pacu com pirão de mandioca é o almoço clássico do Centro-Oeste brasileiro, preparado nas beiras dos rios Araguaia, Paraguaí e Cuiabá, mas que cabe bem em qualquer mesa de sábado do início de setembro. O pacu é um peixe de água doce da família Serrasalmidae (a mesma das piranhas, só que com dentes retos e herbívoro), nativo das bacias Amazônica, do Paraguaí e do Prata, e muito apreciado nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins e Rondônia. A técnica une um cozido aromático de legumes ao pirão engrossado com o próprio caldo do peixe e farinha de mandioca.

Para este post, a abordagem é direta: corte do pacu em postas com espinha, refogado aromático de cebola, tomate, pimentão e cheiro-verde, cozimento em panela única e pirão finalizado no mesmo caldo. É a versão caseira que se vê no fim de semana, em beira de rio e em almoço de família, sem sofisticação de restaurante, mas com o sabor de comida brasileira bem feita.

O pacu e o porquê desse peixe combina com o início de setembro

O pacu (gênero Piaractus e Colossoma) é nativo da América do Sul tropical e subtropical e aparece em rios, lagos e planícies alagadas das bacias Amazônica, do Paraguaí, do Orinoco e do Prata. No Centro-Oeste, está presente no Araguaia, no Cuiabá, no Paraguaí e no Miranda, sempre associado à pesca artesanal de fim de semana. Por ser um peixe de carne firme, com espinha fácil de soltar e sabor suave, aceita bem o cozido com legumes e o pirão engrossado, duas técnicas clássicas da cozinha caseira brasileira.

Em setembro, as águas do Centro-Oeste ainda guardam a temperatura do inverno seco, mas o calor da primavera já começa a aparecer nas horas mais quentes do dia. Esse é o cenário perfeito para um almoço de sábado com panela no fogão, peixe fresco e pirão na mesa. A fruta do pequi, a guariroba e o baru, todos do Cerrado, podem aparecer como acompanhamento de entrada, mas o protagonista é o pacu.

Ingredientes do prato

Colorful Brazilian Moqueca with sides on wooden table. Perfect for culinary and cultural themes.
Ingrediente Quantidade Observação
Postas de pacu fresco 1,2 kg Equivalente a 6 postas médias, com espinha, pele e escamas retiradas
Cebola média picada em cubos 240 g Equivalente a duas cebolas médias, em cubos pequenos
Tomate maduro picado 300 g Equivalente a três tomates médios, sem sementes
Pimentão verde em cubos 120 g Equivalente a um pimentão médio, sem sementes
Dente de alho picado 18 g Equivalente a cinco dentes médios, bem picados
Coentro fresco picado 8 g Equivalente a duas colheres de sopa cheias de folhas
Cebolinha fresca picada 6 g Equivalente a duas colheres de sopa cheias de talos e folhas
Pimenta-malagueta fresca 3 g Equivalente a uma unidade pequena, picada sem sementes (opcional)
Folha de louro seca 0,4 g Equivalente a duas folhas pequenas
Sumo de limão 20 ml Para perfumar as postas antes do cozimento
Sal grosso 18 g Aproximadamente uma colher de sopa rasa, ajuste a gosto
Pimenta-do-reino moída 2 g Equivalente a meia colher de chá
Azeite de oliva extravirgem 45 ml Para o refogado inicial
Água filtrada 800 ml Para cobrir as postas no cozimento
Ingrediente do pirão de mandioca Quantidade Observação
Caldo coado do cozimento do peixe 600 ml Reservado antes de engrossar o pirão
Farinha de mandioca fina 120 g Equivalente a duas xícaras rasas, preferencialmente torrada
Manteiga da terra 20 g Para finalizar o pirão (opcional, pode usar azeite)
Sal fino 3 g Ajuste a gosto, lembrando que o caldo já tem sal

Modo de preparo da peixada e do pirão

A receita avança em duas frentes seriais: primeiro o cozido aromático com o pacu, em seguida o pirão engrossado com o caldo reservado. Mantenha o peixe em temperatura ambiente enquanto prepara os legumes e tempere as postas antes de entrar na panela.

Como temperar e selar as postas de pacu

  1. Lave as postas de pacu em água corrente, seque com papel toalha e disponha em uma travessa funda. Regue com o sumo de limão, sal grosso e pimenta-do-reino. Deixe pegar sabor por 20 minutos na geladeira.
  2. Aqueça uma frigideira larga com 30 ml de azeite em fogo médio-alto. Quando estiver bem quente, disponha metade das postas com a pele para baixo e sele por 90 segundos de cada lado, sem mexer, só para criar uma crosta leve.
  3. Repita com as postas restantes usando o azeite que sobrou. Reserve tudo em um prato.

Como cozinhar o refogado aromático e finalizar o pacu

  1. Na mesma panela em que selou o peixe, adicione o azeite restante (15 ml), baixe para fogo médio e refogue a cebola até ficar transparente, por cerca de 4 minutos.
  2. Acrescente o alho, o pimentão e mexa por 2 minutos. Junte o tomate picado, a folha de louro e a pimenta-malagueta (se estiver usando). Cozinhe por 5 minutos, até virar um molho grosso.
  3. Disponha as postas de pacu seladas sobre o refogado, com cuidado para não desfazer. Cubra com a água filtrada, tampe a panela e deixe cozinhar em fogo baixo por 12 minutos, até que a carne se solte da espinha com facilidade.
  4. Desligue o fogo, retire a folha de louro e polvilhe a cebolinha e o coentro. Reserve 600 ml do caldo coado em uma chaleira para o pirão.

Como engrossar o pirão de mandioca

  1. Leve uma panela pequena com o caldo reservado ao fogo médio. Quando ferver, reduza para fogo baixo e acrescente a farinha de mandioca aos poucos, mexendo sempre com um batedor, para não empelotar.
  2. Cozinhe por 4 minutos, até engrossar e virar um creme grosso, mais consistente que uma polenta mole. Acrescente a manteiga da terra, mexa até derreter e ajuste o sal.
  3. Sirva o pirão em uma tigela à parte, ou direto no prato, ao lado das postas de pacu com o cozido de legumes por cima.

Tempo de preparo e rendimento

Tempo de preparo: 25 minutos.

Tempo de cozimento: 25 minutos.

tempo total: 50 minutos.

Rende 6 porções generosas.

O tempo de 25 minutos de preparo inclui a limpeza das postas, a selagem em frigideira e o corte dos legumes. O tempo de cozimento de 25 minutos considera o refogado aromático e o cozimento final do pacu em panela tampada. O pirão engrossa em cerca de 4 minutos adicionais, fora do tempo principal, e deve ser preparado enquanto o peixe descansa na panela desligada.

Variações regionais da peixada de pacu pelo Brasil Central

A peixada de pacu aparece com pequenas diferenças de estado para estado no Centro-Oeste, todas válidas e bem brasileiras. No Mato Grosso do Sul, especialmente na região do Pantanal, é comum usar a manteiga da terra em substituição ao azeite e finalizar com cebolinha verde abundante, lembrando o modo pantaneiro de cozinhar dourado e pintado. Em Goiás, a peixada pode ganhar um toque de colorau (urucum) e ser servida com arroz branco e uma salada de jiló cozido. No Tocantins, a versão do Araguaia costuma levar pimentão amarelo junto com o verde e finalizar com muito coentro fresco. Em Rondônia, há quem acrescente leite de coco ao refogado, deixando o cozido mais cremoso, no estilo amazônico.

No norte de Mato Grosso, na região do Araguaia e do Xingu, é comum servir a peixada de pacu com um pirão feito só com o caldo do peixe e a farinha de beiju (mandioca fresca ralada), sem torrar, o que deixa o pirão mais leve e branco. Já no sul de Goiás, próximo ao Triângulo Mineiro, a preferência é por um pirão mais grosso, quase cremoso, com a farinha de mandioca torrada, parecido com o desta receita.

Como servir e conservar a peixada de pacu

Sirva a peixada de pacu bem quente, em prato fundo, com o cozido aromático por cima das postas e o pirão ao lado. Acompanha muito bem arroz branco soltinho, uma salada de alface com tomate e, se quiser, uma farofa de banana da terra. Para a sobremesa, frutas do Cerrado como pequi cozido, baru torrado ou cagaita em calda fecham o almoço com chave de ouro. Um copo de suco de caju gelado ou uma cerveja bem fresca combinam com o calor de setembro.

A peixada de pacu dura até 2 dias na geladeira, em pote fechado, e até 3 meses no freezer, se você separar as postas do caldo. O pirão de mandioca engrossa quando esfria, então acrescente um fio de água quente e mexa antes de reaproveitar. Não recomendo congelar o pirão já pronto, porque a textura fica borrachuda depois de descongelar. Na dúvida, prepare o pirão na hora de servir, com caldo fresco reservado antes de guardar o peixe.

Tire suas dúvidas

O pacu pode ser substituído por outro peixe?

Sim. O pacu pode ser trocado por dourado, pintado, tambaqui ou mesmo por uma tilápia grande de cativeiro, sem alterar a técnica da peixada. O ideal é escolher um peixe de carne firme e em postas com espinha, para que o pirão pegue sabor do caldo durante o cozimento.

Preciso tirar a pele do pacu antes de cozinhar?

Não é obrigatório. A pele do pacu é fina e dá sabor ao cozido, especialmente se você selar bem na frigideira antes de levar à panela. Se preferir um caldo mais limpo, retire a pele das postas antes de temperar com limão e sal.

Posso fazer a peixada sem limão no tempero?

Pode, mas o sumo de limão ajuda a firmar a carne do pacu e tirar o cheiro forte de peixe de água doce, comum em capturas de rio. Se não tiver limão em casa, vinagre de maçã ou vinagre de vinho branco funcionam como substituto, em quantidade menor, cerca de 10 ml.

O pirão precisa de farinha de mandioca torrada ou pode ser crua?

A farinha torrada dá um sabor mais marcante e uma cor dourada ao pirão, mas a farinha de mandioca crua também funciona, deixando o pirão mais branco e suave. A diferença é regional: no interior de Goiás e no Triângulo Mineiro se usa mais a torrada, no norte do Pará e no Amazonas se usa mais a crua.

A peixada de pacu pode ser feita com pirão de aipim em vez de farinha?

Pode, mas aí deixa de ser pirão de farinha e vira um pirão de aipim cozido e amassado, técnica muito comum no Nordeste brasileiro. Para isso, cozinhe 300 g de aipim descascado em 600 ml de água com sal até desmanchar, amasse com um garfo e use no lugar da farinha de mandioca.

Como evitar que o pacu desmanche durante o cozimento?

Os três cuidados principais são: selar bem as postas na frigideira antes de ir para a panela, cozinhar em fogo baixo depois de adicionar a água e nunca mexer nas postas com colher, apenas balançar a panela pelo cabo. Forno ou panela de pressão também ajudam a manter a carne inteira.

Posso adicionar leite de coco na peixada de pacu?

Sim, é uma variação muito popular no norte do Brasil e em Rondônia. Adicione 200 ml de leite de coco no refogado, antes de cobrir as postas com água, e reduza a água para 600 ml, mantendo o total de líquido em 800 ml para preservar o equilíbrio do cozido.

O que fazer se o pirão empelotar?

O empelotamento quase sempre vem da farinha adicionada de uma só vez ou em fogo muito alto. Para corrigir, passe o pirão por uma peneira fina ainda quente, volte à panela com mais 100 ml de caldo quente e mexa até homogeneizar. Da próxima vez, acrescente a farinha aos poucos e mexa sempre.

Peixada de pacu combina com arroz ou pirão?

Combina com os dois, sem dúvida. Na tradição do Centro-Oeste, o mais comum é servir arroz branco como acompanhamento principal e o pirão como um segundo prato, no mesmo almoço. Algumas famílias preferem comer o pirão no mesmo prato, sobre o arroz, formando uma mistura típica chamada de “arroz de peixada”.

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Marina Cordeiro
Marina CordeiroConfeitaria

Confeiteira e blogger de receitas há mais de 8 anos. Especialista em sobremesas brasileiras, bolos caseiros e receitas práticas de família. Formada em Gastronomia pela Anhembi-Morumbi com extensão em Confeitaria Profissional. Adora resgatar receitas tradicionais e adaptar pra cozinhas modernas. Cada receita do site é testada e aprovada na sua própria cozinha.

Atualizado em 09 de setembro de 2026

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Escrito por Marina Cordeiro

Confeiteira e blogger de receitas há mais de 8 anos. Especialista em sobremesas brasileiras, bolos caseiros e receitas práticas de família. Formada em Gastronomia pela Anhembi-Morumbi com extensão em Confeitaria Profissional. Adora resgatar receitas tradicionais e adaptar pra cozinhas modernas. Cada receita do site é testada e aprovada na sua própria cozinha.

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