Caldo de Feijão Carioca com Costelinha Defumada e Couve: o Jantar de Panela de Setembro

Caldo de Feijão Carioca com Costelinha Defumada e Couve: o Jantar de Panela de Setembro
Conteúdo Criado e Revisado pela nossa equipe
Atualizado em: 13/09/2026Revisado por: Verificado em fontes oficiais
Resposta rápidaReceita mineira de caldo de feijão carioca com costelinha defumada, couve mineira e cheiro verde. Jantar de panela da transição de setembro no interior.

🍴 Cartão da Receita

⏱️ Tempo total
70 min

🍽️ Rendimento
4 porções

🌍 Cozinha
Brazilian

📋 Categoria
Sopa

🔥 Calorias
320 kcal

⭐ ⭐ ⭐ ⭐ ⭐ 4.7/5
|
12 ingredientes
|
12 passos

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📑 Sumário deste guia
  1. O que diferencia esse caldo dos caldos de feijão batido
  2. Ingredientes do caldo
  3. Modo de preparo do caldo
  4. Tempo de preparo e rendimento
  5. Por que o feijão carioca combina com costelinha defumada
  6. Variações regionais do caldo de feijão
  7. Como servir e conservar o caldo de feijão
  8. Tire suas dúvidas

Atualizado em setembro de 2026. O caldo de feijão carioca com costelinha defumada e couve mineira é um jantar de panela da transição entre o inverno e a primavera brasileira: feijão cozido na pressão até ficar macio mas não totalmente desfeito, caldo rústico que mantém os grãos inteiros, costelinha dourada em frigideira separada para liberar a gordura que entra no caldo nos últimos minutos, e couve mineira rasgada e crua que cai no prato na hora de servir. A combinação é clássica do interior de Minas Gerais e do Triângulo Mineiro, mas funciona em qualquer estado que cultive o feijão carioca (Phaseolus vulgaris), que segue como o tipo mais plantado no Brasil segundo a Embrapa. Serve 6 porções generosas com arroz branco, angu ou farofa.

O que diferencia esse caldo dos caldos de feijão batido

Os caldos de feijão publicados até agora nos blogs do nicho seguem a técnica cremosa batida no liquidificador, com textura aveludada e cor homogênea. Este caldo aqui vai pelo caminho oposto: os grãos ficam inteiros na panela, o caldo é ralo e cor de terra, e o brilho vem da gordura da costelinha defumada que sobe à superfície. O resultado é um jantar de colher com identidade mineira, mais próximo de uma panelada do que de um creme, e que combina com a temperatura em queda de setembro nas regiões serranas e no interior do Centro-Sul.

Ingredientes do caldo

A bowl of hearty bean soup garnished with herbs, served with flatbread and rice.
Ingrediente Quantidade Observação
Feijão carioca 500 g Deixe de molho em água filtrada por 8 a 12 horas antes do cozimento
Costelinha defumada 400 g Cortada em pedaços médios, com osso
Cebola média 180 g Equivalente a duas cebolas médias, picada em cubos pequenos
Alho 20 g Equivalente a cinco dentes médios, picados finos
Folha de louro 2 g Equivalente a duas folhas de louro secas
Óleo de soja 30 ml Para refogar cebola e alho antes de juntar ao feijão
Sal grosso 12 g Ajuste no final do cozimento, depois de provar o caldo
Pimenta-do-reino preta moída na hora 3 g Equivalente a meia colher de chá
Cominho em pó 2 g Toque mineiro tradicional, opcional mas recomendado
Couve mineira 200 g Equivalente a um maço grande, rasgada em tiras grossas
Cebolinha 20 g Equivalente a um maço pequeno, picada fina para finalizar
Salsinha 15 g Equivalente a meio maço, picada fina para finalizar

Modo de preparo do caldo

Comece pelo feijão na noite anterior, escorra a água do molho e cozinhe na pressão com água limpa, louro e metade da cebola. Enquanto o feijão cozinha, prepare a base aromática e doure a costelinha. No final, una tudo em uma panela só para terminar o caldo.

Como cozinhar o feijão na pressão

  1. Despeje o feijão escorrido na panela de pressão, cubra com 1,5 litro de água filtrada, adicione uma folha de louro e metade da cebola picada.
  2. Tampe a panela, leve ao fogo alto e, quando pegar pressão, abaixe para fogo médio e conte 25 minutos. Desligue, espere a pressão sair naturalmente e abra a panela.
  3. Reserve o caldo do cozimento separadamente em uma tigela. Esse caldo grosso é o que vai engrossar o caldo final.
  4. Separe metade dos grãos na própria panela de pressão para terminar o caldo; a outra metade pode virar acompanhamento ou ser guardada na geladeira.

Como dourar a costelinha e preparar a base aromática

  1. Em uma frigideira larga e pesada, leve a costelinha a fogo médio sem adicionar óleo. A própria gordura da costelinha vai derreter e dourar os pedaços em cerca de 8 minutos, virando para queimar todos os lados.
  2. Transfira a costelinha dourada para uma tigela e reserve a gordura que ficou na frigideira. Ela vai entrar no caldo nos últimos 5 minutos.
  3. Em uma panela grande, aqueça os 30 ml de óleo em fogo médio, refogue o restante da cebola por 4 minutos até ficar transparente, junte o alho e mexa por mais 1 minuto sem deixar dourar.
  4. Acrescente a costelinha dourada, o cominho, a pimenta-do-reino e a outra folha de louro. Mexa por 2 minutos para os temperos envolverem a carne.

Como terminar o caldo e finalizar com couve e cheiro-verde

  1. Transfira os grãos de feijão cozidos (com um pouco do caldo grosso reservado) para a panela com a base aromática. Complete com o restante do caldo do cozimento até cobrir 2 dedos acima dos grãos.
  2. Leve ao fogo baixo, ajuste o sal e cozinhe por 15 minutos em panela semi-tampada para que os sabores se integrem, sem deixar o caldo reduzir demais. Se secar, complete com água quente aos poucos.
  3. Desligue o fogo, regue com a gordura da frigideira reservada e mexa devagar. Essa gordura defumada é a alma do prato e deve entrar sempre no final para manter o sabor.
  4. Sirva em pratos fundos, finalize cada tigela com a couve mineira rasgada crua e uma colher de cebolinha e salsinha picadas. A couve murcha com o calor do caldo na hora de comer.

Tempo de preparo e rendimento

Tempo de preparo: 20 minutos.

Tempo de cozimento: 50 minutos.

tempo total: 70 minutos.

Rende 6 porções generosas.

O tempo de cozimento considera 25 minutos na pressão e mais 25 minutos para terminar o caldo na panela aberta com a costelinha. A imersão do feijão de 8 a 12 horas não entra na conta porque é passiva.

Por que o feijão carioca combina com costelinha defumada

O feijão carioca (Phaseolus vulgaris) tem casca fina e creme claro que solta amido durante o cozimento, espessando o caldo sem precisar bater no liquidificador. É o tipo mais cultivado no Brasil, segundo dados da Embrapa, e tem produção concentrada no Paraná, em Minas Gerais e na Bahia. A costelinha defumada entra para fazer o que a carne fresca não faz: liberar uma gordura saborosa e salgada que tempera o caldo por dentro, sem precisar adicionar bacon industrializado. Em Triângulo Mineiro e no Sul de Minas, a combinação feijão carioca com costelinha aparece em almoços de domingo e jantares frios de maio a setembro.

Variações regionais do caldo de feijão

Em São Paulo, o caldo de feijão carioca costuma ganhar pedaços de calabresa fresca além da costelinha, e a couve entra refogada com alho antes de cair no prato. No interior de Goiás, entra paio no lugar da costelinha e o caldo finaliza com uma pitada de urucum para a cor alaranjada. Em Recife e no Agreste pernambucano, vale conhecer também o sopa de batata-baroa com calabresa e couve mineira, a versão de caldinho usa feijão carioca com carne seca desfiada e queijo coalho ralado por cima, servido em copos americanos como tira-gosto de bar. No interior da Bahia, a costelinha defumada divide espaço com a carne de fumeiro seca ao sol, e o caldo leva também um punhado de farinha de mandioca no final para engrossar.

Como servir e conservar o caldo de feijão

Sirva o caldo em pratos fundos, acompanhado de arroz branco soltinho, angu de fubá ou farofa de cebola. Uma colher de farinha de mandioca seca na beira do prato é opcional para quem gosta de caldo mais grosso. Para conservar, espere esfriar, guarde em pote fechado na geladeira por até 4 dias, ou congele em porções individuais por até 3 meses. Na hora de reaquecer, adicione um fio de água quente porque o caldo engrossa ao esfriar. A couve e o cheiro-verde entram sempre crus na hora de servir, mesmo na sobra do dia seguinte.

Tire suas dúvidas

Posso fazer o caldo com feijão carioca em lata para acelerar o preparo?

Funciona, mas o sabor e a textura mudam bastante. O feijão em lata já vem cozido e passado por autoclave industrial, então o caldo não tem o amido natural que engrossa o caldo caseiro. Se for usar em lata, escorra bem, amasse metade dos grãos com um garfo para liberar amido e adicione 500 ml de caldo de legumes caseiro ou industrial para devolver corpo ao caldo.

Quanto tempo de molho o feijão carioca precisa?

O ideal é de 8 a 12 horas em água filtrada em temperatura ambiente, trocando a água uma vez no meio do processo se a cozinha estiver muito quente. Esse molho reduz o tempo de cozimento na pressão e ajuda na digestão, porque reduz os oligossacarídeos que causam gases. Se apertar o tempo, uma imersão de 1 hora em água morna já ajuda, mas não substitui o molho longo.

Posso substituir a costelinha defumada por bacon?

Pode, mas o sabor fica mais salgado e menos defumado. O bacon industrial tem mais nitrito e menos gordura saborosa que a costelinha. Se for usar bacon, escolha o bacon em peça (não os fatiados industrializados), corte em cubos e doure antes de entrar na panela. Reduza o sal adicionado no final porque o bacon já é salgado.

O caldo de feijão carioca com costelinha engorda muito?

Cada porção de 350 ml tem em torno de 280 a 320 kcal considerando a costelinha e o óleo do refogado, segundo tabelas nutricionais de referência. Serve como refeição principal com uma salada verde, não como entrada. Para uma versão mais leve, retire a gordura visível que sobe à superfície antes de servir, ou use costelinha magra com menos gordura entremeada.

Como evitar que o caldo fique com cheiro de feijão cru?

O cheiro de feijão cru vem da hidratação incompleta dos grãos. A solução é o molho longo de 8 a 12 horas e cozinhar em água limpa após descartar a água do molho. Se mesmo assim persistir, adicione uma folha de louro e 5 ml de óleo durante o cozimento na pressão; o óleo ajuda a dissolver os compostos aromáticos que causam o cheiro.

Dá para cozinhar o feijão em panela comum em vez da pressão?

Dá, mas leva de 1 hora e 30 minutos a 2 horas em fogo baixo, com a panela semi-tampada e adicionando água quente aos poucos conforme seca. O resultado é quase igual ao da pressão, só exige mais atenção para não queimar no fundo. Em panela de ferro tradicional mineira, o sabor fica até melhor do que na pressão, mas o tempo dobra.

Qual a melhor couve para usar nesse caldo?

A couve mineira (também chamada de couve manteiga em outros estados) é a ideal porque tem folhas largas, nervuras claras e sabor mais suave que combina com feijão. A couve kale (ou couve crespa) também funciona, mas exige cozimento prévio porque é mais fibrosa. Evite couve chinesa (pak choi) porque o sabor não combina com feijão carioca.

Posso congelar o caldo já com a couve?

Não é recomendado. A couve perde a textura e fica borrachuda depois de congelada. O ideal é congelar o caldo puro, sem couve e sem cheiro-verde, e adicionar os verdes frescos na hora de reaquecer. Assim a textura fica igual à do prato feito no dia.

Esse caldo combina com qual tipo de arroz?

Arroz branco soltinho é a combinação clássica e funciona sempre. Arroz integral também combina, mas adicione mais caldo na hora de servir porque o integral é mais seco. Quem preferir pode acompanhar com angu de fubá, que é mais tradicional no interior de Minas, ou com farofa de cebola, que entra como ingrediente solido no prato.

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Marina Cordeiro
Marina CordeiroConfeitaria

Confeiteira e blogger de receitas há mais de 8 anos. Especialista em sobremesas brasileiras, bolos caseiros e receitas práticas de família. Formada em Gastronomia pela Anhembi-Morumbi com extensão em Confeitaria Profissional. Adora resgatar receitas tradicionais e adaptar pra cozinhas modernas. Cada receita do site é testada e aprovada na sua própria cozinha.

Atualizado em 13 de setembro de 2026

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Escrito por Marina Cordeiro

Confeiteira e blogger de receitas há mais de 8 anos. Especialista em sobremesas brasileiras, bolos caseiros e receitas práticas de família. Formada em Gastronomia pela Anhembi-Morumbi com extensão em Confeitaria Profissional. Adora resgatar receitas tradicionais e adaptar pra cozinhas modernas. Cada receita do site é testada e aprovada na sua própria cozinha.

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