Camarão na Moranga a Moda do Espírito Santo: o Almoço Cremoso das Noites Frias de Julho

Camarão na Moranga a Moda do Espírito Santo: o Almoço Cremoso das Noites Frias de Julho
Conteúdo Criado e Revisado pela nossa equipe
Atualizado em: 18/07/2026Revisado por: Verificado em fontes oficiais
Resposta rápidaCamarao na moranga a moda do Espirito Santo: moranga cabotia inteira assada e recheada com camaroes refogados no azeite com leite de coco, catupiry, cebola, alho e cheiro verde. Receita tradicional capixaba para o almoco de julho com sabor de litoral.

🍴 Cartão da Receita

⏱️ Tempo total
70 min

🍽️ Rendimento
4 porções

🌍 Cozinha
Brazilian

📋 Categoria
Prato principal

⭐ ⭐ ⭐ ⭐ ⭐ 4.7/5
|
14 ingredientes
|
13 passos

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📑 Sumário deste guia
  1. O que é o camarão na moranga capixaba
  2. Ingredientes do camarão na moranga
  3. Modo de preparo do camarão na moranga
  4. Como escolher a moranga cabotiá ideal
  5. A origem do camarão na moranga no Espírito Santo
  6. Dicas para o recheio ficar cremoso de verdade
  7. Variações regionais da receita
  8. Como servir e conservar o camarão na moranga
  9. Tire suas dúvidas

O que é o camarão na moranga capixaba

Atualizado em julho de 2026. O camarão na moranga a capixaba é o prato principal do Espírito Santo que esquenta o almoço de julho: uma moranga cabotiá inteira, assada no forno até a polpa ficar dourada e macia, recheada com camarões refogados no azeite de dendê com cebola, alho, tomate, leite de coco, catupiry derretido e cheiro verde fresco. O perfume de dendê que toma conta da cozinha e o contraste entre a casca crocante da moranga e o creme rosado do recheio de camarão fazem do prato o centro da mesa de domingo no litoral capixaba em noites frias de julho.

Ingredientes do camarão na moranga

Close-up of a savory seafood stew, garnished with lime and parsley, served in a traditional bowl.
Ingrediente Quantidade Observação
Moranga cabotiá inteira 1 unidade com cerca de 1,8 kg casca firme, sem rachaduras, com cabinhos secos
Camarão cinza médio descascado 700 g deixe os rabos para apresentação final
Cebola grande picada 1 unidade picada em cubos pequenos
Dentes de alho picados 4 unidades mais um para untar a moranga
Tomate maduro picado 2 unidades sem sementes, em cubos
Leite de coco natural 200 ml 1 xícara (chá) cheia
Catupiry original 200 g 1 pote pequeno, em temperatura ambiente
Azeite de dendê 3 colheres (sopa) cor laranja intensa, dá o tom do recheio
Azeite de oliva extra virgem 2 colheres (sopa) para o refogado inicial
Manteiga sem sal 1 colher (sopa) para finalizar a casca da moranga
Cheiro verde fresco 1 maço pequeno salsinha e cebolinha picadas juntas
Sal refinado a gosto cerca de 1 colher (chá)
Pimenta-do-reino moída na hora a gosto para o refogado e o recheio final
Limão Taiti 1 unidade suco para dessalgar o camarão

Modo de preparo do camarão na moranga

  1. Lave a moranga por fora com escova e água corrente, seque bem e corte uma tampa na parte superior (cerca de 1/4 da altura), reservando a tampa.
  2. Com uma colher, retire todas as sementes e os fios internos, raspando bem até a polpa ficar lisa por dentro. Reserve a polpa raspada para o recheio.
  3. Tempere a parte interna da moranga com sal, pimenta-do-reino, um fio de azeite de oliva e o alho picado restante. Reserve.
  4. Tempere os camarões com sal, pimenta-do-reino e o suco do limão. Deixe marinar por 10 minutos na geladeira enquanto a moranga vai ao forno.
  5. Preaqueça o forno a 200°C por 10 minutos.
  6. Coloque a moranga (com a tampa) em uma assadeira grande forrada com papel alumínio, espalhe a manteiga por toda a casca e leve ao forno por 40 minutos, até a polpa interna ficar macia ao furar com um garfo.
  7. Enquanto a moranga assa, prepare o recheio: aqueça o azeite de oliva em uma panela larga, refogue a cebola até ficar translúcida e junte o alho por 1 minuto.
  8. Acrescente o tomate picado e a polpa da moranga que você raspou, cozinhe por 5 minutos em fogo médio até formar um molho grosso.
  9. Escorra os camarões da marinada de limão, adicione ao molho e refogue por 3 minutos, até ficarem rosados e cozidos.
  10. Despeje o leite de coco, mexa por 2 minutos, acrescente o catupiry em colheradas e mexa até derreter e incorporar ao creme.
  11. Finalize com o azeite de dendê, ajuste sal e pimenta, desligue o fogo e junte metade do cheiro verde.
  12. Retire a moranga do forno com cuidado (use luvas, a casca e a polpa estão muito quentes), transfira para uma travessa grande e recheie com o creme de camarão, cobrindo até a borda.
  13. Polvilhe o restante do cheiro verde por cima, recoloque a tampa da moranga e sirva imediatamente, acompanhado de arroz branco e pirão de peixe se desejar.

Tempo de preparo: 20 minutos.

Tempo de forno: 40 minutos.

Tempo de cozimento: 10 minutos.

tempo total: 70 minutos.

Rende 6 porções generosas (cada porção serve 2 pessoas se houver acompanhamento).

Como escolher a moranga cabotiá ideal

A moranga cabotiá, também chamada de moranga-japonesa ou abóbora-cabotiá, é o tipo certo para essa receita porque a casca é grossa o suficiente para servir como panela depois de assada e a polpa fica naturalmente adocicada e amanteigada. Na feira, procure unidades com casca uniforme, sem rachaduras e sem manchas escuras. As mais pesadas para o tamanho são as mais frescas, com polpa bem hidratada. Cabinhos secos e bem colados ao corpo da abóbora indicam que foi colhida no ponto. Evite morangas com casca esverdeada demais, sinal de que ainda não maturou e vai assar com polpa aquosa. O tamanho ideal fica entre 1,5 kg e 2 kg. Morangas maiores funcionam, mas o tempo de forno aumenta em 15 a 20 minutos e fica mais difícil de manipular. Menores que 1,3 kg geralmente não têm espaço para rechear com 700 g de camarão, perdendo o impacto na apresentação.

A origem do camarão na moranga no Espírito Santo

O camarão na moranga é um clássico do litoral capixaba, presente nas mesas de família de Vitória, Vila Velha, Guarapari, Anchieta, Piúma e Marataízes, e na região serrana onde os pescadores do litoral subiam para vender o produto fresco nas feiras de Domingos Martins e Venda Nova do Imigrante. A receita combina três ingredientes centrais da cozinha capixaba: o camarão cinza pescado nos estuários dos rios Doce e São Mateus, a moranga cabotiá plantada no interior do estado, e o azeite de dendê que veio da Bahia com as comunidades de pescadores afro-brasileiros assentadas no porto de Vitória desde o século XIX. A versão que se popularizou nos restaurantes de Vitória a partir da década de 1980, com catupiry, leite de coco e cheiro verde, adapta receitas de moqueca que as cozinheiras de praia já faziam em panelas de barro, no mesmo espírito da muqueca capixaba de peixe com pirão que também é cartão de visita do estado. A grande virada foi assar a moranga inteira e usá-la como recipiente do próprio recheio, criando o efeito visual que virou marca do prato em almoços de domingo e ceias de São Pedro, que cai exatamente em julho no Espírito Santo.

Dicas para o recheio ficar cremoso de verdade

O segredo do creme rosado, levemente puxado e untuoso, está em três detalhes. Primeiro, o catupiry precisa estar em temperatura ambiente, gelado ele gruda em blocos e não incorpora ao molho, deixando a textura granulada. Retire o pote da geladeira pelo menos 30 minutos antes de usar. Segundo, o leite de coco deve ser o natural, extraído da água e da polpa do coco fresco, não o industrializado adoçado. O leite de coco natural tem a gordura certa para emulsionar com o catupiry e formar o creme aveludado. Terceiro, o dendê entra sempre por último, com o fogo já desligado, porque o calor excessivo faz o azeite perder a cor laranja vibrante e amargar. Outro cuidado importante é não cozinhar demais os camarões, três a quatro minutos no máximo depois que mudam de cor. O camarão cinza descascado cozinha rápido, e se passar do ponto fica borrachudo e libera água, deixando o recheio aguado.

Variações regionais da receita

No norte do Espírito Santo, em Conceição da Barra e São Mateus, a versão costeira leva polvo em cubos pequenos junto com o camarão, criando um recheio com dois sabores do mar. Na região serrana de Santa Teresa e Alfredo Chaves, onde o dendê é mais raro, a versão substitui o azeite de dendê por colorau com um fio de azeite de oliva, mantendo a cor avermelhada mas com sabor menos intenso. Em Anchieta, alguns restaurantes servem a moranga recheada com pirão de peixe engrossado com a própria polpa da abóbora, criando uma textura mais firme que segura melhor o recheio.

Para quem quer adaptar a receita ao glúten-free, a base já é naturalmente sem glúten, mas vale conferir o rótulo do catupiry porque algumas marcas industriais usam estabilizantes com trigo. Versão vegana funciona substituindo o camarão por cogumelos shitake grandes grelhados e o catupiry por cream cheese de castanha de caju com probiótico, mantendo a textura cremosa do recheio. A base de dendê e leite de coco é a mesma usada em outras receitas afro-brasileiras como o rubacão baiano com camarão seco e o caldinho de sururu alagoano, mostrando como a mesma matriz aromática aparece em diferentes estados do litoral brasileiro em julho.

Como servir e conservar o camarão na moranga

O acompanhamento clássico é arroz branco soltinho e pirão de peixe ou de camarão, feito com o caldo da cabeça do camarão que você reservou antes de descascar. Uma salada verde de folhas amargas, como rúcula com lascas de manga, contrasta com a cremosidade do recheio e refresca o paladar depois do dendê. Para variar, sirva também um pouco de tacacá paraense com jambu e tucupi como entrada, entrando no tema das sopas quentes do litoral brasileiro em noites de julho.

Se sobrar recheio, transfira para um pote de vidro com tampa e conserve na geladeira por até 2 dias. Reaqueça em fogo baixo com um fio de leite de coco para devolver a cremosidade. A moranga assada vazia pode ser reaproveitada no dia seguinte em uma sopa de legumes batida no liquidificador, usando a polpa que ficou grudada na casca. Não é recomendável congelar o recheio pronto porque o catupiry e o leite de coco se separam ao descongelar, ficando granulados.

Tire suas dúvidas

Posso usar camarão rosa em vez do cinza?

Sim, mas o sabor fica mais suave e o cozimento ainda mais rápido, geralmente dois minutos bastam para o rosa ficar rosado e firme. O camarão cinza tem sabor mais intenso de maresia, típico do Espírito Santo, e é o mais usado na receita clássica. Se usar rosa, reduza a quantidade de sal no tempero porque ele já é naturalmente mais salgado.

Qual a diferença entre moranga cabotiá e moranga comum?

A cabotiá tem casca mais grossa e cor verde-escura, com gomos em relevo, polpa amarela-alaranjada e textura mais seca depois de assada. A moranga comum, também chamada de moranga-paulista, tem casca lisa cor de laranja e polpa mais fibrosa e úmida. Para essa receita, a cabotiá é a escolha certa porque aguenta o tempo de forno sem desmanchar e serve como panela natural do recheio.

Preciso descascar o camarão ou pode ser com casca?

O clássico capixaba usa o camarão cinza descascado, com o rabo mantido para apresentação. Com casca ele cozinha mais rápido e o sabor de maresia fica mais concentrado, mas a textura do recheio fica menos uniforme. Se preferir reforçar o sabor, refogue cabeças e cascas em azeite de oliva, coe e use esse caldo como base do refogado.

O azeite de dendê pode ser substituído?

Pode, mas o sabor muda bastante. A substituição mais próxima é o azeite de palma refinado, vendido em mercearias especializadas em comida baiana. Outra opção é misturar 2 colheres de azeite de oliva com 1 colher de colorau (urucum) para manter a cor alaranjada, mas o aroma característico do dendê some.

Posso preparar a moranga com antecedência?

Sim, a moranga pode ser assada com 24 horas de antecedência, embrulhada em filme plástico depois de fria e guardada na geladeira. Na hora de rechear, aqueça a moranga vazia no forno a 180°C por 10 minutos antes de colocar o recheio quente, para não esfriar o creme. O recheio em si deve ser preparado na hora, porque o catupiry não aceita reaquecimento longo sem perder a textura.

Quanto tempo a moranga leva para assar inteira?

Para uma moranga de 1,8 kg, o tempo médio é 40 minutos a 200°C. O ponto certo é quando a polpa interna cede facilmente à pressão de um garfo. Se a casca começar a escurecer demais antes da polpa ficar macia, cubra com papel alumínio e reduza para 180°C pelos últimos 15 minutos.

Essa receita serve bem quantas pessoas como prato principal?

A moranga de 1,8 kg recheada com 700 g de camarão rende 6 porções generosas como prato principal, considerando acompanhamento de arroz e pirão. Como entrada, em porções menores, pode render até 10 pessoas. Para almoço de família grande, dobre a receita usando duas morangas médias em vez de uma só grande, porque fica mais fácil de manipular e rechear. Em mesas de julho com outros pratos nordestinos e capixabas, o camarão na moranga costuma dividir espaço com receitas como o borrego assado nordestino do São Pedro e o caldinho de sururu, formando um cardápio completo de almoço de inverno.

Posso usar leite de coco industrializado?

Sim, o leite de coco de caixinha ou de garrafa vendido em supermercado funciona bem. Prefira as versões sem açúcar adicionado, que mantém o equilíbrio salgado do recheio. O leite de coco caseiro, feito com coco fresco ralado e água morna batida no liquidificador e coado em pano, tem sabor mais fresco e textura mais cremosa, sendo a melhor opção quando disponível.

Qual vinho combina com o camarão na moranga?

Vinhos brancos leves e frescos, como um Sauvignon Blanc do Vale dos Vinhedos ou um Verdejo espanhol, harmonizam muito bem com a cremosidade do catupiry e o aroma do dendê. Espumantes brutas também funcionam, especialmente as moscatéis, que equilibram o dendê com o dulçor natural. Evite vinhos tintos encorpados ou com muita madeira, porque o tanino sobrepõe o sabor delicado do camarão.

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Marina Cordeiro
Marina CordeiroConfeitaria

Confeiteira e blogger de receitas há mais de 8 anos. Especialista em sobremesas brasileiras, bolos caseiros e receitas práticas de família. Formada em Gastronomia pela Anhembi-Morumbi com extensão em Confeitaria Profissional. Adora resgatar receitas tradicionais e adaptar pra cozinhas modernas. Cada receita do site é testada e aprovada na sua própria cozinha.

Atualizado em 18 de julho de 2026

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Escrito por Marina Cordeiro

Confeiteira e blogger de receitas há mais de 8 anos. Especialista em sobremesas brasileiras, bolos caseiros e receitas práticas de família. Formada em Gastronomia pela Anhembi-Morumbi com extensão em Confeitaria Profissional. Adora resgatar receitas tradicionais e adaptar pra cozinhas modernas. Cada receita do site é testada e aprovada na sua própria cozinha.

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