Vichyssoise à Brasileira com Catupiry e Cebolinha: o Creme Frio de Julho que Sustenta o Jantar

Vichyssoise à Brasileira com Catupiry e Cebolinha: o Creme Frio de Julho que Sustenta o Jantar
Conteúdo Criado e Revisado pela nossa equipe
Atualizado em: 14/07/2026Revisado por: Verificado em fontes oficiais
Resposta rápidaAprenda a vichyssoise cremosa com catupiry, alho-poró e cebolinha: a versão brasileira do creme frio clássico francês para o jantar de julho em 40 minutos.

🍴 Cartão da Receita

⏱️ Tempo total
235 min

🍽️ Rendimento
4 porções

🌍 Cozinha
Brazilian

📋 Categoria
Sopa

🔥 Calorias
220 kcal

⭐ ⭐ ⭐ ⭐ ⭐ 4.7/5
|
14 ingredientes
|
11 passos

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📑 Sumário deste guia
  1. O que é a vichyssoise e por que ela virou queridinha do inverno brasileiro
  2. Ingredientes da vichyssoise à brasileira
  3. Modo de preparo da vichyssoise
  4. Tempo de preparo e rendimento desta receita
  5. Como servir e harmonizar a vichyssoise brasileira
  6. Conservação e reaproveitamento
  7. Dicas para uma vichyssoise bem feita
  8. Tire suas dúvidas sobre a vichyssoise à brasileira

Atualizado em julho de 2026. A vichyssoise à brasileira com catupiry, batata e cebolinha é o creme frio que sustenta o jantar de julho nas noites em que o calor do fogão já foi desligado e a cozinha pede algo leve, aveludado e com perfume de alho-poró refogado. A receita nasceu na França do século XX, ganhou cremosidade extra com catupiry no lugar do creme de leite puro, e terminou virando entradinha clássica de ceia de inverno nas casas brasileiras, do apartamento em São Paulo ao sítio em Petrópolis.

O que é a vichyssoise e por que ela virou queridinha do inverno brasileiro

A vichyssoise original foi criada pelo chef francês Louis Diat no hotel Ritz de Nova York em 1910, e a base continua a mesma: alho-poró refogado, batata cozida, caldo de legumes e creme de leite, tudo batido e servido gelado com cebolinha por cima. O que muda na versão brasileira é o corpo e a identidade: o catupiry entra no lugar do creme de leite puro, dando uma liga mais encorpada e aquele leve toque de queijo que combina com o alho-poró caramelizado no fundo da panela. A batata ajuda a engrossar naturalmente, sem precisar de amido extra, e o caldo de legumes caseiro faz o creme respirar fundo de verdade, sem gosto de água.

Em julho, quando a geada da Serra da Mantiqueira já mostra a cara nas madrugadas, a vichyssoise aparece em duas ocasiões muito típicas: como entrada de jantar de domingo em família, servida em xícara de chá ou em prato fundo, e como parte da mesa fria de ceia de aniversário, junto com sopa de cebola gratinada com queijo minas, salada de folhas e pão caseiro. É justamente essa dupla, quente e fria na mesma mesa, que transforma o jantar de julho num verdadeiro bufê de sopas.

Ingredientes da vichyssoise à brasileira

Close-up of a rich mushroom soup topped with creamy swirl and olive oil, perfect for gourmet cuisine enthusiasts.
Ingrediente Quantidade Observação
Alho-poró (parte branca e verde clara) 3 unidades médias lavados e fatiados finos
Batata inglesa descascada 400 g cortada em cubos médios
Cebola média 1 unidade média picada em cubos pequenos
Dentes de alho 2 dentes picados miúdos
Manteiga sem sal 2 colheres (sopa) para refogar a base
Azeite de oliva extra virgem 1 colher (sopa) termina o refogado
Caldo de legumes caseiro 1 litro sem sal industrial, fervente
Catupiry original 200 g em temperatura ambiente
Creme de leite fresco 200 ml para finalizar o creme
Noz moscada ralada na hora 1 pitada cuidado para não exagerar
Sal refinado a gosto acertar no fim
Pimenta do reino branca moída a gosto preferencialmente branca
Cebolinha verde picada 3 colheres (sopa) para finalizar e decorar
Cebolinha verde extra a gosto para a montagem final

Dica de substituições: troque a batata inglesa por batata baroa (mandioquinha) se quiser um sabor adocicado mais marcante; troque o catupiry por cream cheese batido com 2 colheres de creme de leite se preferir textura mais leve.

Modo de preparo da vichyssoise

  1. Comece preparando a mise en place: fatie os 3 alhos-porós (parte branca e verde clara) em rodelas finas, pique a cebola em cubos pequenos, descasque e pique os 2 dentes de alho miúdos, e descasque as batatas cortando em cubos de cerca de 2 cm.
  2. Leve uma panela grossa ao fogo médio, adicione as 2 colheres (sopa) de manteiga e a 1 colher (sopa) de azeite, espere derreter e junte a cebola picada, refogando por 3 minutos até ficar translúcida e sem queimar.
  3. Acrescente o alho picado e as rodelas de alho-poró, mexa bem e refogue por mais 5 minutos até o alho-poró murchar e ganhar uma cor levemente dourada nas bordas, sem queimar.
  4. Junte os cubos de batata, mexa por 1 minuto para incorporar ao refogado e despeje o 1 litro de caldo de legumes caseiro fervente, raspando bem o fundo da panela para soltar o que grudou.
  5. Tempere com a pitada de noz moscada ralada, sal a gosto e pimenta do reino branca a gosto, reduza o fogo para médio-baixo, tampe parcialmente a panela e cozinhe por 25 minutos ou até a batata ficar bem macia (espete com garfo e ela deve desmanchar com facilidade).
  6. Desligue o fogo e deixe a panela descansando por 5 minutos, sem tampar, só para esfriar um pouco antes de bater.
  7. Transfira tudo para o liquidificador (ou use mixer direto na panela), adicione os 200 g de catupiry em temperatura ambiente e bata por 2 minutos até obter um creme liso e uniforme, sem pedaços visíveis de batata ou alho-poró.
  8. Passe o creme por uma peneira fina de volta para a panela, descarte o que sobrar na peneira (são fibras duras do alho-poró), e leve ao fogo baixo por 2 minutos para aquecer, mexendo sempre para não grudar.
  9. Desligue o fogo, acrescente os 200 ml de creme de leite fresco, mexa bem para incorporar, prove e acerte o sal e a pimenta.
  10. Leve a panela tampada à geladeira por pelo menos 3 horas, até o creme ficar bem gelado e com consistência de creme espesso.
  11. Na hora de servir, distribua em 6 xícaras de chá ou pratos fundos de sopa, finalize com 1 colher (sobremesa) de cebolinha verde picada por porção, um fio de azeite de oliva extra virgem e uma pitada de pimenta do reino branca ralada na hora.

Tempo de preparo e rendimento desta receita

Tempo de preparo: 25 minutos.

Tempo de cozimento: 30 minutos.

Tempo de geladeira: 180 minutos.

tempo total: 235 minutos.

Rende 6 porções generosas de entrada (cerca de 200 ml por xícara).

Aproximadamente 220 kcal por porção de 200 ml (estimativa varia conforme o caldo de legumes e o teor de gordura do catupiry).

Como servir e harmonizar a vichyssoise brasileira

A vichyssoise pede acompanhamento leve porque ela já tem corpo e sabor concentrado. As melhores combinações são pão italiano fatiado e levemente torrado, croutons caseiros de pão de fermentação natural, ou bisnaguinha levemente aquecida. Em mesa de jantar de domingo, ela costuma abrir o serviço antes do prato principal, e a transição para o prato quente (como o tacacá paraense com jambu e tucupi ou o caldo verde à mineira com couve e linguiça) funciona muito bem porque quebra a sensação de repetição.

Na versão de ceia de aniversário, sirva em copos de shot (50 ml por pessoa) para abrir o bufê gelado antes do prato principal quente. Como entrada de jantar romântico, finalize com um fio de azeite trufado e uma lâminula de batata palha por cima, com visual sofisticado e custo baixo.

Para harmonizar com vinho, a vichyssoise combina bem com branco leve e gelado (Sauvignon Blanc do Vale dos Vinhedos ou Chardonnay brasileiro sem madeira), espumante brut cuiabano ou da Serra Gaúcha, ou, para quem não bebe álcool, chá branco gelado com hortelã e um toque de limão siciliano.

Conservação e reaproveitamento

A vichyssoise dura até 3 dias na geladeira em pote de vidro fechado com tampa, e até 30 dias no freezer em porções individuais de 200 ml em saquinhos próprios. Para descongelar, deixe na geladeira de um dia para o outro e mexa bem antes de servir porque a batata tende a separar um pouco. Não recongele depois de descongelado.

Se sobrar creme e você quiser variar, transforme-o no dia seguinte em molho para grão-de-bico assado (aqueça o creme, adicione grão-de-bico cozido e leve ao forno por 10 min) ou use como base de torta salgada (misture com ovo batido, frango desfiado e asse em massa folhada). Outra saída prática é servir como fondue noturno em panela de barro pequena na mesa, com palitos de pão, cenoura e pepino cortados em bastão.

Dicas para uma vichyssoise bem feita

O segredo de uma boa vichyssoise brasileira está no refogado inicial: o alho-poró precisa ganhar cor levemente dourada antes de receber o caldo, porque é esse dourado que dá sabor de fundo, sem precisar de caldo industrial. Outro ponto importante é não usar batata descascada com faca de aço (prefira descascador) porque quanto menos amido se perder, mais cremoso o creme fica. Por fim, não pule a peneira: as fibras duras do alho-poró não desmancham no liquidificador e ficam incomodando na boca se você não peneirar.

Se quiser uma versão mais encorpada, substitua metade do caldo de legumes por caldo de frango caseiro, especialmente se for servir como prato único no jantar (e não como entrada). Se preferir versão mais leve, troque o creme de leite por iogurte natural integral bem frio, o que deixa o creme com acidez sutil e menos gordura saturada.

A cebolinha verde sempre por último, na hora de servir. Nunca misture antes, porque ela escurece em contato com o calor residual e perde o perfume. Se sobrar cebolinha, faça uma manteiga de cebolinha caseira batendo 100 g de manteiga sem sal amolecida com 3 colheres de cebolinha picada e sal, leve à geladeira em rolinho dentro de filme plástico, e use para grelhar pão no café da manhã do dia seguinte.

Tire suas dúvidas sobre a vichyssoise à brasileira

A vichyssoise pode ser servida quente?

Sim. A versão clássica francesa é servida gelada, mas no Brasil ela é muito comum também morna em noites muito frias, principalmente na Serra Catarinense e na Mantiqueira mineira. Sirva entre 25 e 30 graus se quiser manter a cremosidade do catupiry em evidência.

Posso substituir o catupiry por cream cheese?

Pode. Use 150 g de cream cheese batido com 2 colheres (sopa) de creme de leite fresco para cada 200 g de catupiry da receita. O sabor fica um pouco mais neutro, mas a textura fica igualmente cremosa. Quem quiser sabor mais autêntico do sul do Brasil prefere manter o catupiry.

Dá para fazer vichyssoise sem batata?

Dá, mas o creme perde corpo. Substitua por 200 g de batata baroa (mandioquinha) cozida ou por 100 g de couve-flor cozida para uma versão low carb. Para uma versão vegana, troque também a manteiga por azeite, o catupiry por creme de castanha de caju batido, e o creme de leite por leite de coco integral.

Quanto tempo a vichyssoise dura na geladeira?

Até 3 dias em pote de vidro com tampa, sem perder aroma. Depois disso, o alho-poró começa a oxidar e o creme perde o perfume fresco. Se quiser manter por mais tempo, congele em porções individuais de até 200 ml e use em até 30 dias.

A vichyssoise pode virar prato principal?

Pode, especialmente no jantar de inverno, dobrando a quantidade de batata e acrescentando 200 g de frango desfiado ou 100 g de bacon crocante por cima. Nessa versão, uma porção de 350 ml sustenta bem o jantar sozinho, acompanhado de pão integral.

Posso usar alho-poró congelado?

Pode, mas o sabor fica menos aromático. Use 200 g de alho-poró congelado já picado para cada 3 unidades frescas da receita, e refogue direto sem descongelar para evitar que solte água demais no fundo da panela.

Qual a diferença entre vichyssoise e creme de alho-poró?

A vichyssoise sempre leva batata na base e é servida gelada, enquanto o creme de alho-poró pode ser servido quente, não tem batata obrigatória e costuma levar caldo de frango. São primos-irmãos, mas a vichyssoise é a versão mais aveludada e tipicamente fria.

Dá para fazer vichyssoise no liquidificador direto sem cozinhar antes?

Não é recomendado. O refogado inicial na manteiga e o cozimento da batata são o que dão o sabor profundo da vichyssoise. Sem eles, o creme fica com gosto cru de vegetal e textura granulosa. Reserve pelo menos 25 minutos para o cozimento na panela.

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Marina Cordeiro
Marina CordeiroConfeitaria

Confeiteira e blogger de receitas há mais de 8 anos. Especialista em sobremesas brasileiras, bolos caseiros e receitas práticas de família. Formada em Gastronomia pela Anhembi-Morumbi com extensão em Confeitaria Profissional. Adora resgatar receitas tradicionais e adaptar pra cozinhas modernas. Cada receita do site é testada e aprovada na sua própria cozinha.

Atualizado em 14 de julho de 2026

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Escrito por Marina Cordeiro

Confeiteira e blogger de receitas há mais de 8 anos. Especialista em sobremesas brasileiras, bolos caseiros e receitas práticas de família. Formada em Gastronomia pela Anhembi-Morumbi com extensão em Confeitaria Profissional. Adora resgatar receitas tradicionais e adaptar pra cozinhas modernas. Cada receita do site é testada e aprovada na sua própria cozinha.

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