Índice do Conteúdo
- Ingredientes do arroz de pequi com frango caipira
- Modo de preparo do arroz e do frango desfiado
- Tempo de preparo e rendimento do arroz de pequi
- Como servir o arroz de pequi com frango caipira
- Variações regionais do arroz de pequi pelo Brasil
- Conservação e reaproveitamento do arroz de pequi
- Tire suas dúvidas
- O que é pequi-amarelo e por que ele é o mais usado nas receitas goianas?
- Posso usar pequi congelado ou em conserva no lugar do fresco?
- Qual a diferença entre arroz de pequi e galinhada com pequi?
- Posso substituir o frango caipira por frango comum?
- O arroz de pequi com frango caipira combina com qual bebida?
- Posso fazer a receita sem panela de pressão?
- Dá para fazer arroz de pequi vegetariano?
- Como saber se o pequi está bem passado na hora de tostar?
🍴 Cartão da Receita
📑 Sumário deste guia
- Ingredientes do arroz de pequi com frango caipira
- Modo de preparo do arroz e do frango desfiado
- Tempo de preparo e rendimento do arroz de pequi
- Como servir o arroz de pequi com frango caipira
- Variações regionais do arroz de pequi pelo Brasil
- Conservação e reaproveitamento do arroz de pequi
- Tire suas dúvidas
Atualizado em setembro de 2026. Arroz de pequi com frango caipira desfiado é o prato de panela que sustenta o fim do inverno no Cerrado goiano, principalmente em setembro, quando o pequi-amarelo (Caryocar brasiliense) está no auge da safra entre julho e setembro e o calor começa a voltar pedindo comida de panela mais leve. A receita combina arroz tipo 1 cozido em caldo de frango caseiro com a polpa do pequi-amarelo e o frango caipira desfiado em pedaços médios, ganhando aroma, coloração amarelo-ouro e um sabor adocicado que não se confunde com nenhum outro ingrediente brasileiro. O segredo da versão goiana está em tostar o pequi no óleo antes de entrar no arroz, técnica que concentra o sabor e evita o sabor residual que aparece quando o pequi entra cru na panela.
Setembro marca a virada do inverno para a primavera, e no Cerrado o arroz de pequi com frango caipira entra como prato de panela razoavelmente leve, de preparo único e rendimento generoso, ideal para o almoço de domingo em família. O pequi-amarelo (Caryocar brasiliense) é a variedade mais usada nas receitas do interior de Goiás e Tocantins, com polpa amarela, aroma intenso e leve adocicado; o pequi-roxo (Caryocar coriaceum), do norte de Minas, também funciona bem nesta receita. A combinação aparece em variações que vão da galinhada goiana, mais úmida, ao arroz de pequi com frango desfiado que é a versão “arroz de domingo” do Cerrado, servido em cidades como Goiânia, Pires do Rio e Catalão com couve refogada, abacaxi em calda e, em versões mais fartas, torresmo por cima. O uso do frango caipira, mais firme e com mais sabor do que o frango industrial, é o que diferencia a receita caipira das versões que usam apenas peito de frango.
Ingredientes do arroz de pequi com frango caipira
| Ingrediente | Quantidade | Observação |
|---|---|---|
| Polpa de pequi-amarelo sem caroço | 500 g | Equivalente a cerca de oito frutos médios, frescos ou congelados |
| Peito e coxa de frango caipira desossados | 800 g | Equivalente a meio frango caipira de 1,6 kg, com pele |
| Arroz tipo 1 | 500 g | Equivalente a 2 xícaras e meia, lavado e escorrido |
| Cebola média picada | 150 g | Equivalente a uma cebola média, em cubos pequenos |
| Alho picado | 20 g | Equivalente a quatro dentes médios |
| Tomate maduro picado | 120 g | Equivalente a um tomate médio, sem sementes |
| Cheiro-verde (salsinha e cebolinha) | 30 g | Equivalente a um maço pequeno, picado |
| Folha de louro | 1 g | Equivalente a uma folha seca |
| Colorau ou urucum em pó | 5 g | Para a cor amarelo-ouro, sem ardência |
| Caldo de frango caseiro | 1,5 L | Quente, sem glutamato adicionado |
| Óleo de arroz ou azeite de dendê | 60 ml | Para refogar e tostar o pequi |
| Sal grosso | 15 g | Ajustar conforme o sal do caldo de frango |
Para a couve crispy de acompanhamento:
| Ingrediente | Quantidade | Observação |
|---|---|---|
| Couve manteiga fatiada fina | 200 g | Equivalente a um maço médio, só as folhas |
| Óleo de arroz | 30 ml | Para fritar até ficar crocante |
| Sal fino | 3 g | Para temperar depois de frita |
Modo de preparo do arroz e do frango desfiado

Comece pelo cozimento do frango caipira, que precisa de tempo para ficar macio o suficiente para desfiar em pedaços médios. Em seguida, use a mesma panela para o refogado do pequi e do arroz, garantindo que todo o sabor do fundo de cozimento entre no prato final. A ordem das etapas é o que diferencia o arroz de pequi bem-feito da versão sem graça.
Como cozinhar e desfiar o frango caipira
- Coloque os 800 g de frango caipira desossado em uma panela de pressão, cubra com água até dois dedos acima da carne, adicione 5 g de sal grosso e a folha de louro.
- Tampe a panela, leve ao fogo alto até pegar pressão e cozinhe por 25 minutos após o início do chiado.
- Desligue o fogo, espere a pressão sair naturalmente e abra a panela com cuidado.
- Retire os pedaços de frango e reserve o caldo (você vai usar 1,5 L dele na próxima etapa).
- Desfie o frango ainda morno em pedaços médios, descartando cartilagens e excesso de gordura, e reserve em uma tigela.
Como refogar o pequi e cozinhar o arroz
- Aqueça os 60 ml de óleo em uma panela larga de fundo grosso, em fogo médio, até ficar bem quente mas sem fumar.
- Adicione os 500 g de polpa de pequi e refogue por 6 a 8 minutos, mexendo de vez em quando, até a polpa escurecer levemente nas bordas e o aroma adocicado ficar evidente. Esse passo é o segredo da receita: o pequi mal passada deixa sabor residual.
- Acrescente os 150 g de cebola picada e refogue por mais 3 minutos até a cebola ficar translúcida.
- Junte os 20 g de alho picado, os 120 g de tomate, os 5 g de colorau e mexa por 2 minutos até formar um caldo grosso.
- Adicione os 500 g de arroz lavado, mexa bem para que cada grão entre em contato com o refogado, e refogue por 2 minutos.
- Despeje 1,5 L do caldo de frango reservado, ainda quente, e acrescente os 10 g restantes de sal grosso, ajustando ao seu gosto.
- Quando ferver, abaixe o fogo para o mínimo, tampe a panela e cozinhe por 18 minutos sem mexer.
- Desligue o fogo, mantenha a panela tampada por mais 5 minutos para o arroz terminar de absorver o líquido, e solte os grãos com um garfo.
- Misture o frango caipira desfiado reservado, os 30 g de cheiro-verde picado, tampe por mais 2 minutos para aquecer, e sirva em seguida.
Como preparar a couve crispy de acompanhamento
- Leve os 30 ml de óleo ao fogo alto em uma frigideira larga até atingir cerca de 180°C, ponto em que uma gotinha de água estala imediatamente.
- Frite os 200 g de couve manteiga fatiada em pequenas levas, por 1 a 2 minutos cada, até ficar escura e crocante.
- Retira com uma escumadeira, coloque sobre papel toalha, polvilhe os 3 g de sal fino e sirva em seguida.
Tempo de preparo e rendimento do arroz de pequi
Tempo de preparo: 30 minutos.
Tempo de cozimento: 60 minutos.
tempo total: 90 minutos.
Rende 6 porções generosas.
Como servir o arroz de pequi com frango caipira
O arroz de pequi com frango caipira desfiado pede acompanhamento que converse com a untuosidade do pequi sem competir com ele. A combinação clássica do Cerrado é couve crispy frita na hora, abacaxi em calda para limpar o paladar entre as garfadas e arroz branco solto para quem quiser repetir só o acompanhamento. A sugestão para o almoço de domingo em família é montar porção individual de 250 g de arroz de pequi com frango desfiado, 30 g de couve crispy e duas fatias de abacaxi, e servir em seguida enquanto o arroz ainda está morno. Sobras podem virar bolinho de arroz de pequi, moldando os restos com ovo, farinha de trigo e cheiro-verde, e fritando em óleo quente em pequenas porções.
Variações regionais do arroz de pequi pelo Brasil
Embora o arroz de pequi com frango caipira seja mais associado ao Cerrado goiano, o ingrediente aparece em variações importantes em outras regiões. No Triângulo Mineiro, a versão mais comum é a galinhada com pequi, mais úmida. No Tocantins, o arroz de pequi ganha leite de coco e é servido com pirarucu. No norte de Minas, o pequi-roxo entra no arroz com feijão tropeiro, dando coloração escura. Em Mato Grosso, a paçoca cuiabana usa carne seca em vez de frango, mantendo o pequi como ingrediente central. Para quem não está no Cerrado, o pequi pode ser substituído por buriti (mesma família aromática) ou por um refogado de cenoura com colorau, ainda que sem o sabor característico. O frango caipira pode ser trocado por galinha d’angola (mais firme) ou por pato (mais gorduroso, pede menos óleo no refogado).
Conservação e reaproveitamento do arroz de pequi
O arroz de pequi com frango caipira desfiado dura até 3 dias na geladeira, em pote fechado. Para congelar, distribua em porções individuais de 250 g em sacos para freezer, retire o ar e congele por até 90 dias. Na hora de consumir, descongele na geladeira durante a noite e aqueça em panela antiaderente com uma colher de caldo de frango. Evite recongelar porção já descongelada, pois o pequi perde aroma e o arroz pode empapar.
Para variar o cardápio do mês, vale conhecer outras receitas do Cerrado que compartilham o mesmo espírito de comida de panela. A paçoca cuiabana de carne seca com pequi é prima do arroz de pequi, com a carne seca no lugar do frango desfiado. A caldo de jatobá com carne seca e mandioca segue a mesma pegada de fruta do Cerrado, agora com caldo. O arroz de cerrado com guariroba troca o pequi pela guariroba, mantendo o mesmo estilo de arroz de panela. E para fechar o almoço, a sopa de maxixe com carne seca e leite de coco puxa o lado nordestino da comida de panela de setembro.
O arroz de pequi também conversa bem com outras receitas com frango caipira já publicadas. Para quem quer variar a proteína, vale experimentar a galinhada com pequi do Cerrado Mineiro, mais úmida e com o frango cozido inteiro. Quem prefere um cozido mais leve pode partir para a sopa cremosa de moranga com frango caipira, que combina o frango desfiado com a moranga cabotiá. Já o caldo de galinha caipira com mandioca e milho é a opção para quem quer encerrar o dia com uma sopa de verdade, usando a mesma base de frango caipira desfiado.
Tire suas dúvidas
O que é pequi-amarelo e por que ele é o mais usado nas receitas goianas?
O pequi-amarelo (Caryocar brasiliense) é o fruto do pequizeiro, árvore típica do Cerrado brasileiro, com polpa amarela, aroma adocicado e textura amanteigada. É o mais usado em Goiás, Tocantins e Minas Gerais porque tem sabor mais suave que o pequi-roxo (Caryocar coriaceum), que é mais terroso e tem polpa mais escura. A safra do pequi-amarelo vai de julho a setembro, justamente o auge do inverno no Centro-Oeste, o que torna a receita de arroz de pequi um clássico de setembro.
Posso usar pequi congelado ou em conserva no lugar do fresco?
Sim. O pequi congelado em polpa mantém o sabor próximo do fresco e é a opção mais prática fora do Centro-Oeste. O pequi em conserva (em vidro, com salmoura) tem sabor mais atenuado e pede menos sal na receita. Evite pequi desidratado sem reidratação prévia, porque a textura final fica borrachuda e o aroma se perde.
Qual a diferença entre arroz de pequi e galinhada com pequi?
A diferença está no papel do frango. No arroz de pequi, o frango entra desfiado em pedaços médios, misturado ao final, e o arroz é o protagonista do prato, com textura solta. Na galinhada com pequi, o frango é cozido inteiro na panela junto com o arroz, que fica mais úmido e com pedaços grandes de carne, no estilo de cozido.
Posso substituir o frango caipira por frango comum?
Pode, mas o sabor final muda. O frango caipira tem carne mais firme, mais gordura intramuscular e tempo de cozimento maior (cerca de 25 minutos na pressão contra 12 minutos do frango industrial). Se usar frango comum, reduza o tempo de cozimento para 12 minutos na pressão e considere adicionar 1 g de colorau a mais para reforçar a cor, já que o frango industrial tem carne mais pálida.
O arroz de pequi com frango caipira combina com qual bebida?
A combinação clássica do Cerrado é suco de caju gelado, limão com açúcar e cachaça de alambique em dose pequena. Para quem prefere cerveja, vá de pilsen bem gelada, que limpa o paladar entre as garfadas. Vinho tinto leve, como um tempranillo ou um pinot noir da Serra Gaúcha, também harmoniza bem com o sabor do pequi.
Posso fazer a receita sem panela de pressão?
Sim, usando panela comum. O frango caipira cozinha em 50 a 60 minutos em fogo baixo, coberto com tampa, com o mesmo caldo e louro. O tempo de cozimento do arroz não muda. Se apressar, cozinhe o frango caipira na panela de pressão mesmo por 25 minutos e reserve, depois faça o arroz em panela separada.
Dá para fazer arroz de pequi vegetariano?
Dá, substituindo o frango por 300 g de cogumelo paris fatiado grosseiramente e o caldo de frango por caldo de legumes caseiro. O resultado fica mais leve e o sabor do pequi se destaca mais, já que não compete com a gordura do frango. Refogue os cogumelos no óleo antes de acrescentar o pequi, para que percam a água e fiquem dourados.
Como saber se o pequi está bem passado na hora de tostar?
Os sinais são: a polpa fica levemente escurecida nas bordas (tom castanho claro), o aroma adocicado se intensifica e começa a aparecer uma leve textura pegajosa na superfície da polpa. Isso leva de 6 a 8 minutos em fogo médio. Se a polpa ficar muito escura ou começar a grudar na panela, passou do ponto e o sabor vai ficar amargo.

