Índice do Conteúdo
- Ingredientes da costela suína com mostarda e mel
- Modo de preparo da costela suína assada
- Tempo de preparo e rendimento
- Acompanhamentos que combinam com a costela
- Como escolher a costela e acertar a maciez
- Variações regionais e conservação da costela assada
- Tire suas dúvidas
- Posso usar costela suína congelada?
- Dá para fazer sem mostarda Dijon?
- Preciso mesmo marinar de um dia para o outro?
- O que fazer se a crosta queimar antes da carne ficar macia?
- Posso usar o mesmo método para costela bovina?
- Como saber se a costela está pronta?
- Qual o melhor vinho para acompanhar?
- Dá para fazer a receita inteira na churrasqueira?
🍴 Cartão da Receita
📑 Sumário deste guia
Atualizado em agosto de 2026. A costela suína inteira assada no forno, com crosta caramelizada de mostarda Dijon, mel e ervas frescas, é o almoço clássico de domingo que sustenta agosto nas cidades pequenas do interior do Sul do Brasil, da Serra Gaúcha ao Meio-Oeste Catarinense. A peça inteira vai ao forno baixa e coberta por papel alumínio nas primeiras horas, ganhando maciez lenta, e só recebe a crosta dourada no final, quando a temperatura sobe e a mostarda com mel reagem com o açúcar da carne. O resultado é costela que solta do osso, com camada externa brilhante e aroma de alecrim, tomilho e alho. É prato de mesa comprida e vinho aberto, mas cabe em forno doméstico sem exigir churrasqueira nem fogo de chão.
Nesta versão caseira, a carne suína temperada com sal grosso, alho e pimenta-do-reino descansa de um dia para o outro na geladeira com a pasta de mostarda e mel, e entra no forno frio para cozinhar de forma uniforme. Enquanto a costela descansa após o assamento, as batatas rústicas com alecrim e azeite douram na mesma assadeira, na gordura que escorreu da peça. Sirva com salada de couve com limão, arroz branco soltinho ou purê de maçã com manteiga para contrastar a crosta adocicada. Funciona como entrada de inverno e como prato principal em jantar com amigos.
Ingredientes da costela suína com mostarda e mel
| Ingrediente | Quantidade | Observação |
|---|---|---|
| Costela suína inteira | 1,8 kg | Peça única, com osso, em peça única (rack inteira) |
| Mostarda Dijon | 60 g | Equivalente a três colheres de sopa bem cheias |
| Mel de abelhas | 40 g | Equivalente a duas colheres de sopa cheias |
| Azeite de oliva extravirgem | 30 ml | Para untar a peça e a assadeira |
| Alho fresco | 12 g | Equivalente a quatro dentes médios, amassados |
| Sal grosso | 10 g | Para temperar a carne antes da marinada |
| Pimenta-do-reino preta moída na hora | 3 g | Meia colher de chá rasa |
| Alecrim fresco | 4 g | Equivalente a dois ramos médios, só as folhas |
| Tomilho fresco | 2 g | Equivalente a quatro ramos pequenos, só as folhas |
| Louro em folha | 0,5 g | Equivalente a uma folha pequena |
| Cebola média | 120 g | Equivalente a uma cebola média, fatiada em rodelas grossas |
| Caldo de carne caseiro ou legumes | 250 ml | Para umedecer o fundo da assadeira |
Ingredientes das batatas rústicas que assam junto
| Ingrediente | Quantidade | Observação |
|---|---|---|
| Batata astérix com casca | 700 g | Equivalente a quatro batatas médias, em cubos grandes |
| Azeite de oliva extravirgem | 40 ml | Para regar as batatas antes de dourar |
| Alecrim fresco | 2 g | Equivalente a um ramo pequeno, folhas inteiras |
| Sal refinado | 6 g | Uma colher de chá rasa |
Modo de preparo da costela suína assada

A peça inteira de costela suína rende melhor quando descansa temperada por pelo menos oito horas na geladeira, então comece a receita na noite anterior ao almoço. Se não tiver tempo, deixe no mínimo duas horas em temperatura ambiente com a pasta de mostarda e mel já aplicada. O forno é ajustado em duas etapas: temperatura baixa por longo tempo para quebrar o colágeno e soltar a carne do osso, e temperatura alta no final para caramelizar a crosta. As batatas rústicas entram apenas na segunda etapa, na gordura que a própria costela liberou.
Como temperar e marinar a costela suína
- Seque bem a peça de costela suína com papel toalha e tempere toda a superfície com sal grosso, pimenta-do-reino e o alho fresco amassado, esfregando com as mãos para a carne absorver o tempero.
- Misture em uma tigela pequena a mostarda Dijon com o mel e o azeite até virar uma pasta homogênea; espalhe a pasta sobre toda a peça, cobrindo bem os dois lados e as laterais.
- Distribua o alecrim, o tomilho e a folha de louro por cima da pasta, pressionando levemente para grudar; cubra a peça com filme plástico e leve à geladeira por oito horas, virando a peça na metade do tempo.
- No dia do preparo, retire a costela da geladeira trinta minutos antes de levar ao forno para que ela perca o frio excessivo, e pré-aqueça o forno a 160 °C.
Como assar a costela suína em duas etapas no forno
- Forre uma assadeira grande com as rodelas de cebola, formando uma cama que vai sustentar a peça e aromatizar o fundo durante o cozimento.
- Acomode a costela suína sobre a cebola com o lado do osso virado para baixo, regue o fundo da assadeira com o caldo de carne ou legumes e cubra bem com papel alumínio, selando as bordas para manter o vapor.
- Leve ao forno a 160 °C por duas horas e trinta minutos, sem abrir o forno nesse período; o calor baixo e úmido quebra o colágeno da carne suína e a deixa macia até desossar com colher.
- Retire o papel alumínio com cuidado (cuidado com o vapor), descarte a folha de louro e pincele a peça com a pasta restante de mostarda e mel que ficou na tigela; aumente a temperatura do forno para 220 °C.
- Distribua as batatas rústicas ao redor da peça, já temperadas com azeite, alecrim e sal, e volte a assadeira ao forno por mais trinta e cinco a quarenta minutos, até a crosta da costela ficar caramelizada e dourada e as batatas com bordas crocantes.
- Retire a costela do forno, cubra com papel alumínio frouxo e deixe descansar por quinze minutos antes de fatiar entre os ossos; esse tempo mantém os sucos dentro da carne e facilita a porção na mesa.
Tempo de preparo e rendimento
Tempo de preparo: 25 minutos.
Tempo de cozimento: 3 horas e 10 minutos.
tempo total: 3 horas e 35 minutos (somando o descanso pós-forno).
Rende 6 porções generosas como prato principal, com sobra para o jantar do mesmo dia.
Acompanhamentos que combinam com a costela
Os melhores acompanhamentos equilibram a doçura da crosta de mostarda e mel com algo ácido, fresco ou amanteigado. A combinação mais tradicional nas mesas do Sul inclui purê de batata com manteiga, salada de couve com limão e arroz branco soltinho. Para um almoço mais robusto, vale uma maçã caramelizada com manteiga e canela, que dialoga com o mel da crosta. Farofa leve de cebola com manteiga também funciona.
Para uma mesa mais leve, aposte em salada de folhas verdes com mostarda Dijon no molho e pepino em rodelas com vinagre de maçã. No inverno, vinho tinto suave acompanha bem o prato, e água com gás gelada é a pedida para quem não bebe álcool. Sobremesa de fruta fresca fecha o almoço sem pesar.
Como escolher a costela e acertar a maciez
O ponto principal da receita é a escolha da peça. Prefira costela suína inteira com osso, em corte único, com boa camada de gordura entre a carne e o osso; essa gordura é a fonte de maciez durante o cozimento lento e não deve ser removida antes do forno. Evite peças já cortadas em ripas finas, que ressecam mais rápido e não permitem o assamento em peça única que dá a apresentação clássica de domingo. No açougue, peça ao cortador para manter a peça inteira, limpando apenas excessos de cartilagem.
Para acertar a maciez, três pontos são inegociáveis: tempo de descanso na geladeira com a pasta de mostarda e mel, cozimento em temperatura baixa com vapor preso no papel alumínio, e descanso final de quinze minutos antes de fatiar. Pular qualquer um deles deixa a carne mais seca ou com a crosta sem brilho. Se a peça for maior que 2 kg, aumente o tempo da primeira etapa em trinta minutos a cada 500 g extras.
Variações regionais e conservação da costela assada
Em diferentes partes do Sul, a costela suína assada ganha pequenas adaptações. Na Serra Gaúcha, é comum substituir parte do mel por geleia de uva ou adicionar vinho branco seco ao fundo da assadeira, dando crosta mais encorpada e aroma que lembra as cantinas italianas da região. No Meio-Oeste Catarinense, onde a colonização alemã é forte, a versão leva mostarda em grão escorrida, cebola roxa e batata salsa junto com a astérix. No Planalto Norte Catarinense, próximo a Joinville, a receita recebe laranja Bahia ralada na pasta, equilibrando o mel com a acidez cítrica.
Fora do Sul, vale adaptações com ingredientes locais. No Centro-Oeste, troque o alecrim por folhas de guariroba refogadas e sirva com arroz com pequi, mantendo o contraste agridoce da costela. Em Minas Gerais, polvilhe uma fina camada de queijo minas ralado grosso nos últimos dez minutos de forno. No Nordeste, a versão com mel de engenho e mostarda em grão rende sabor mais intenso, pedindo farofa de dendê e arroz de coco.
Para conservar, a costela assada dura até três dias na geladeira em recipiente fechado. Aqueça em forno a 180 °C coberto com papel alumínio por quinze minutos; micro-ondas resseca a crosta. A carne desossada vira recheio de sanduíche no dia seguinte com picles de cebola e maionese, e os ossos entram em panela de pressão com água, cebola e louro para um caldo curto que vira base de sopa ou feijão. Para congelar, separe a carne em porções de 300 g, retire o ar e leve ao freezer por até três meses; descongele na geladeira de um dia para o outro. As batatas rústicas devem ser guardadas em separado da carne, pois a umidade pode deixar a casca borrachuda.
Outras receitas de assados e pratos de panela que dialogam bem com essa costela suína incluem o costela bovina no bafo com molho barbecue caseiro, ideal para quem quer variar a proteína mas manter a estética de assado de domingo; a costelada gaúcha de chão, referência clássica quando se fala de almoço em família no Sul; o lombo de porco assado com farofa de cebola caramelada e batatas rústicas, que usa técnica parecida de forno em duas etapas; o leitão assado à moda da roça mineira, para variar o tipo de carne suína com crosta crocante; e o churrasco de domingo com carne macia e saborosa, que completa a mesa de almoço com opções na grelha.
Tire suas dúvidas
Posso usar costela suína congelada?
Sim, mas com cuidado. Descongele a peça lentamente na geladeira de um dia para o outro, mantendo-a na embalagem original para não contaminar outros alimentos. Evite descongelar em temperatura ambiente ou em micro-ondas, pois o cozimento desigual deixa a carne borrachuda. Depois de descongelada, seque bem a peça com papel toalha antes de aplicar a pasta de mostarda e mel, pois o excesso de água atrapalha a crosta.
Dá para fazer sem mostarda Dijon?
Dá, embora o sabor fique um pouco diferente. A mostarda Dijon tem acidez equilibrada e textura cremosa que ajuda a espalhar bem a pasta sobre a carne. Em substituição, use mostarda amarela em quantidade um pouco menor, mais meia colher de sopa de vinagre de vinho branco. Evite mostarda muito forte tipo Dijon antiga com grãos inteiros, porque eles podem queimar no forno na etapa final.
Preciso mesmo marinar de um dia para o outro?
O ideal é sim, pois a marinada longa permite que o sal, o alho e a mostarda penetrem na carne e amaciem o colágeno antes do calor. Se tiver pressa, deixe a peça temperada por pelo menos duas horas em temperatura ambiente, virando na metade do tempo. Marinada rápida demais deixa a carne com sabor só na superfície e a crosta final menos brilhante.
O que fazer se a crosta queimar antes da carne ficar macia?
Abaixe a temperatura do forno para 180 °C e cubra a peça com papel alumínio até terminar o tempo de cozimento. Isso acontece quando o forno está quente demais na primeira etapa ou quando a peça ficou perto demais da resistência superior. Retire o alumínio apenas nos últimos quinze minutos para devolver a cor dourada à crosta. O sabor não é prejudicado, mas a apresentação fica mais escura.
Posso usar o mesmo método para costela bovina?
Pode, mas o tempo muda bastante. A costela bovina tem mais colágeno e fibras, então a etapa de cozimento lento deve durar pelo menos quatro horas a 150 °C, com verificação do ponto até a carne soltar do osso com facilidade. A peça também costuma ser maior, então use assadeira mais funda e reserve mais líquido no fundo. O restante da receita, da pasta ao acabamento, segue igual.
Como saber se a costela está pronta?
Qual o melhor vinho para acompanhar?
Para quem bebe vinho, tinto de médio corpo funciona bem, como Merlot ou Tannat jovem, pois a fruta e o tanino suave combinam com o mel e a mostarda sem competir. Se preferir branco, vá de Chardonnay com passagem por madeira, que tem corpo para sustentar a carne suína. Quem não bebe álcool pode seguir com água com gás, limonada siciliana ou suco de uva integral bem gelado.
Dá para fazer a receita inteira na churrasqueira?
Dá, mas exige fogo indireto. A peça vai na grelha com tampa fechada, longe das brasas, a 150-170 °C por duas horas, virando na metade do tempo. A crosta é passada nos últimos vinte minutos, quando a carne já está macia. Variação excelente para dias de festa, mas o forno doméstico dá resultado mais previsível.

