Sopa Paraguaia com Queijo Coalho e Milho Verde: o Classico de Inverno de Mato Grosso do Sul

Sopa Paraguaia com Queijo Coalho e Milho Verde: o Classico de Inverno de Mato Grosso do Sul
Conteúdo Criado e Revisado pela nossa equipe
Atualizado em: 15/07/2026Revisado por: Verificado em fontes oficiais
Resposta rápidaA Sopa Paraguaia e uma torta de milho verde com queijo e cebola, classica de Mato Grosso do Sul e da fronteira com Paraguai. Veja a receita tradicional para o jantar de julho.

🍴 Cartão da Receita

⏱️ Tempo total
60 min

🍽️ Rendimento
4 porções

🌍 Cozinha
Brazilian

📋 Categoria
Prato principal

🔥 Calorias
250 kcal

⭐ ⭐ ⭐ ⭐ ⭐ 4.7/5
|
11 ingredientes
|
10 passos

📌 Salvar
📱 WhatsApp

📑 Sumário deste guia
  1. O que é a Sopa Paraguaia e por que ela virou clássico de julho em MS
  2. Ingredientes da Sopa Paraguaia
  3. Modo de preparo
  4. Tempo de preparo e rendimento desta receita
  5. Dicas para uma Sopa Paraguaia perfeita no forno
  6. Variações regionais e adaptações
  7. Como servir e conservar
  8. Origem missioneira e influência guarani
  9. Tire suas dúvidas

Atualizado em 15 de julho de 2026. A Sopa Paraguaia é o clássico de inverno do Mato Grosso do Sul e da fronteira com o Paraguai. É uma torta de milho verde com queijo, cebola e ovos, assada no forno até dourar por cima e ficar cremosa por dentro. Serve como prato principal do jantar de julho em noites frias, acompanhada de salada verde ou chimichurri paraguaio.

O que é a Sopa Paraguaia e por que ela virou clássico de julho em MS

Apesar do nome, a Sopa Paraguaia não é uma sopa. É uma torta salgada assada, feita com milho verde, queijo, ovos, cebola e um toque de gordura. O nome vem do guarani e da forma como o prato era servido em travessas rasas, parecido com uma sopa espessa de milho. A receita nasceu nas Reduções Jesuíticas do século XVII, na região que hoje é a fronteira entre o Brasil (Mato Grosso do Sul), o Paraguai e a Argentina, quando os padres jesuítas combinavam milho, queijo e cebolas produzidas pelos guaranis nas aldeias missioneiras. Para quem quer variar o cardápio de julho com receitas quentes, vale também conferir o Caldo Verde a Mineira com Couve e Linguiça e a Sopa de Lentilha com Bacon Defumado, que combinam muito bem com a Sopa Paraguaia no mesmo jantar.

No Mato Grosso do Sul, a Sopa Paraguaia ganhou status de comida de fazenda e de pé de fogão a lenha. Hoje aparece em restaurantes de Campo Grande, Dourados, Corumbá, Ponta Porã e nas cidades geminadas com o Paraguai, como Pedro Juan Caballero e Salto del Guairá. É o acompanhamento tradicional do chimichurri, do tereré gelado e das sobremesas de leite condensado que vieram da culinária paraguaia. Em julho, quando o frio chega à região com média de 13 a 18 graus à noite, a Sopa Paraguaia sai do forno e vai direto para a mesa com cheiro de cebola caramelizada e milho cozido.

O diferencial da receita brasileira, diferente da versão paraguaia mais aerada, é a quantidade generosa de queijo (pode ser queijo minas, queijo coalho ou mussarela) e a consistência firme o suficiente para ser cortada em fatias como uma torta. No Paraguai a consistência é mais cremosa e lembra um pouco uma tortilha espanhola. Aqui em MS, a preferência é pela versão que sustenta o garfo, perfeita para servir com arroz e salada no jantar de quinta ou sábado.

Ingredientes da Sopa Paraguaia

Intricate homemade bundt cake beautifully presented with red flowers on a wooden background.
Ingrediente Quantidade Observação
Milho verde (em grãos) ou milho de latinha 500 g escorrido se for de lata
Queijo minas frescal 300 g pode substituir por coalho ou mussarela
Cebola média 3 unidades picada em cubos pequenos
Ovos 4 unidades temperatura ambiente
Leite integral 250 ml 1 xícara (chá)
Manteiga ou óleo de soja 3 colheres (sopa) para refogar a cebola
Farinha de trigo 4 colheres (sopa) para dar liga
Fermento em pó 1 colher (sopa) rasa
Sal a gosto aproximadamente 1 colher (chá)
Pimenta-do-reino a gosto moída na hora
Queijo parmesão ralado (opcional) 50 g para polvilhar por cima

Modo de preparo

  1. Pré-aqueça o forno em temperatura média, em torno de 180 graus Celsius, por pelo menos 10 minutos antes de levar a torta para assar.
  2. Em uma frigideira grande ou panela, derreta a manteiga em fogo médio e refogue a cebola picada até ficar translúcida e levemente dourada, cerca de 8 minutos. Reserve e deixe amornar.
  3. No liquidificador, bata o milho verde (escorrido, se for de lata) com o leite, os ovos, a farinha de trigo, o sal e a pimenta-do-reino. Bata por 2 minutos até obter uma massa homogênea e cremosa.
  4. Transfira a massa batida para uma tigela grande e misture com uma colher o queijo minas esfarelado em pedaços médios e a cebola refogada. Reserve um pouco do queijo para colocar por cima.
  5. Acrescente o fermento em pó por último e mexa delicadamente com uma colher, em movimentos de baixo para cima, para manter a aeração da massa.
  6. Despeje a massa em uma assadeira retangular média (aproximadamente 25 cm x 35 cm) untada com manteiga e polvilhada com farinha de trigo.
  7. Espalhe os pedaços de queijo reservados por cima da massa e polvilhe o queijo parmesão ralado para dourar.
  8. Leve ao forno pré-aquecido por 40 minutos, ou até que a superfície esteja dourada e um palito inserido no centro saia quase limpo.
  9. Retire do forno, deixe descansar por 10 minutos para firmar a consistência e corte em quadradinhos ou retângulos de aproximadamente 8 cm.
  10. Sirva quente, acompanhada de arroz branco, salada verde com tomate e, se quiser, um fio de chimichurri ou azeite com ervas.

Tempo de preparo e rendimento desta receita

Tempo de preparo: 25 minutos.

Tempo de forno: 40 minutos.

tempo total: 1 hora e 5 minutos.

Rende 8 porções generosas.

Dicas para uma Sopa Paraguaia perfeita no forno

O segredo de uma boa Sopa Paraguaia está no equilíbrio entre o milho e o queijo. Se você colocar queijo demais, a torta fica pesada e oleosa; se colocar pouco, perde a cremosidade clássica. Para cada 500 g de milho verde, a proporção ideal é entre 250 g e 350 g de queijo, sendo que o frescal ou coalho se comporta melhor que a mussarela porque solta menos líquido na assadeira.

Outra dica importante é não bater demais a massa depois de adicionar o fermento. O fermento só age uma vez e em movimentos suaves, por isso mexer com colher é suficiente. Liquidificador após o fermento derruba a aeração e a torta fica chata.

Se você quiser uma versão mais cremosa, estilo paraguaio, reduza a farinha de trigo pela metade (2 colheres em vez de 4) e adicione 100 ml a mais de leite. O resultado é uma torta que precisa ser servida com colher, mais parecida com o original das Reduções Jesuíticas de Trinidad, no Paraguai.

Para deixar a casquinha mais crocante, unte bem a assadeira com manteiga e polvilhe farinha de trigo (ou fubá fino) em vez de farinha de trigo. O fubá ajuda a criar uma base firme e dourada que combina com a cremosidade do recheio.

Variações regionais e adaptações

Em Corumbá, no Pantanal sul-mato-grossense, é comum adicionar uma pitada de cominho em pó à massa e substituir metade da cebola por cebolinha picada. O cominho dá um toque mais terroso, influenciado pela culinária paraguaia e boliviana da fronteira. Já em Dourados, a receita tradicional leva uma camada de requeijão cremoso no meio da torta, espalhada antes de tampar com o restante da massa.

No Paraguai, a receita clássica leva banha de porco no lugar da manteiga e adiciona queijo paraguaio (tipo queijo minas mais curado) ralado. A consistência fica mais untuosa e o sabor é mais intenso. Em Pedro Juan Caballero, cidade-gêmea de Ponta Porã, a torta é servida em formato redondo, em assadeira de 30 cm de diâmetro, cortada como uma pizza.

Para uma versão vegana, substitua os ovos por 2 colheres de linhaça hidratada em 6 colheres de água, o leite por leite de coco, o queijo por cubinhos de tofu firme temperado com sal e noz moscada, e a manteiga por óleo de girassol. O resultado lembra menos o original, mas mantém a ideia de torta cremosa de milho.

Como servir e conservar

A Sopa Paraguaia rende bem para um jantar principal de 6 a 8 pessoas acompanhada de arroz branco, salada de tomate com cebola roxa e um molho verde. Para um café da tarde mineiro, sirva em quadrados menores (5 cm) com café coado e manteiga.

A torta fica melhor logo após sair do forno, quando a casquinha ainda está crocante e o recheio cremoso. Se sobrar, guarde em recipiente fechado na geladeira por até 3 dias. Para reaquecer, leve ao forno a 160 graus por 10 minutos ou em frigideira antiaderente com tampa por 5 minutos. Não recomendado aquecer no micro-ondas porque a casquinha perde a crocância.

Para congelar, corte em porções individuais, embale em filme plástico e coloque em saco próprio para freezer. Validade de até 2 meses. Descongele na geladeira de um dia para o outro e reaqueça no forno para manter a textura.

Origem missioneira e influência guarani

A Sopa Paraguaia é um dos pratos mais antigos da cozinha missioneira da América do Sul. Surgiu nas Reduções Jesuíticas fundadas pelos padres da Companhia de Jesus no século XVII, na região que abrange hoje os estados do Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, o Paraguai, o nordeste da Argentina e o sul da Bolívia. Os guaranis que viviam nas aldeias missioneiras cultivavam milho em abundância e produziam queijos artesanais a partir do leite das pequenas propriedades da ordem.

O nome Sopa Paraguaia foi dado pelos brasileiros para diferenciar a receita das sopas líquidas que já conheciam. Na verdade, o prato paraguaio original, chamado Sopa Paraguaya em espanhol ou Sopa Paraguai em guarani, já era servido como uma torta assada, com milho ralado e queijo ralado por cima. O nome virou identidade para os imigrantes paraguaios que chegaram ao Mato Grosso do Sul no século XX e mantiveram a receita nas panelas das fazendas.

Hoje a Sopa Paraguaia é considerada patrimônio cultural do MS, sendo servida em eventos oficiais, festas julinas e restaurantes típicos de Campo Grande e fronteira. É um dos pratos que mais representa o lado guarani-missioneiro da cozinha brasileira, junto com o chipá (pão de polvilho e queijo), o tereré (bebida gelada de erva-mate), o arroz com frango à moda paraguaia e o pirão de amendoim. Quem gosta de pratos de panela consistentes da culinária brasileira pode experimentar também a Caldo de Cabras Nordestino com Carne Seca e Jerimum e a Vaca Atolada com Mandioca e Costela Caipira, receitas que dialogam com a mesma tradição de comfort food de julho.

Tire suas dúvidas

A Sopa Paraguaia é realmente uma sopa?

Não, apesar do nome. A Sopa Paraguaia é uma torta salgada assada no forno, feita com milho verde, queijo, ovos, cebola e farinha. O nome é uma tradução do espanhol Sopa Paraguaya e refere-se à textura cremosa, que lembra uma sopa espessa servida em travessa rasa.

Posso usar milho de lata em vez de milho verde fresco?

Pode sim. A receita funciona bem com milho em grãos de lata, desde que você escorra bem a água da conserva antes de bater no liquidificador. Para cada 500 g de milho fresco, use uma lata de 400 g escorrida. O sabor fica um pouco menos adocicado, mas a textura é equivalente.

Qual queijo combina mais com a Sopa Paraguaia?

O queijo minas frescal é o mais usado em MS, mas o queijo coalho ralado também funciona bem e dá um sabor mais salgado. A mussarela é a opção mais fácil de encontrar em qualquer mercado, embora solte mais líquido e deixe a torta menos firme. Queijos muito curados, tipo parmesão ou provolone, dão sabor intenso mas devem ser usados em quantidade menor.

Posso fazer a Sopa Paraguaia sem forno?

Não fica com a mesma casquinha dourada, mas é possível cozinhar em frigideira grande com tampa, em fogo bem baixo, por cerca de 35 minutos. O ideal é usar uma frigideira antiaderente untada com manteiga. Outra opção é cozinhar em panela elétrica com fundo antiaderente por 40 minutos. A textura fica mais cremosa e menos aerada.

Quantas calorias tem uma fatia de Sopa Paraguaia?

Aproximadamente 250 kcal por fatia média (aproximadamente 150 g), considerando o uso de queijo minas, manteiga e ovos. O valor pode variar conforme o tipo de queijo e a quantidade de manteiga usada. Para uma versão mais leve, substitua metade da manteiga por azeite e use queijo branco light.

A Sopa Paraguaia pode ser congelada?

Sim. Depois de assada e fria, corte em porções, embale em filme plástico e saco de freezer. Validade de até 2 meses no congelador. Para servir, descongele na geladeira de um dia para o outro e reaqueça no forno a 160 graus por 10 minutos, ou na frigideira com tampa por 5 minutos.

Qual a diferença entre Sopa Paraguaia e o bolo de milho salgado?

A Sopa Paraguaia leva milho verde (em grãos inteiros ou quase), enquanto o bolo de milho salgado leva fubá ou milho processado mais fino. A Sopa Paraguaia também leva menos farinha de trigo e mais queijo, ficando mais cremosa. O bolo de milho, por outro lado, tem textura mais aerada e cresce mais no forno, parecido com um bolo doce sem açúcar.

Posso adicionar carne na Sopa Paraguaia?

Pode. Em algumas versões do interior do Paraguai, adiciona-se carne moída refogada ou pedaços pequenos de frango desfiado no meio da massa, transformando a torta em um prato principal mais substancial. Se for usar carne, refogue antes com cebola e alho e misture na massa antes de levar ao forno.

A Sopa Paraguaia serve como acompanhamento?

Sim, e é muito comum em MS e fronteira com Paraguai ela ser servida como acompanhamento de carne assada, costela de boi ou frango a passarinho, dividida em quadrados menores. Nesse caso, corte em porções de 4 a 5 cm e sirva como se fosse um pão salgado. A combinação mais tradicional é com costela assada e arroz.

🛒 Utensílios para fazer esta receita
Itens recomendados — comprando pelos links você apoia o blog (sem custo extra pra você).
🥤 Liquidificador
Ver na Amazon → Ver na Shopee →
🍳 Frigideira Antiaderente
Ver na Amazon → Ver na Shopee →
🧁 Forma / Assadeira
Ver na Amazon → Ver na Shopee →
🥘 Jogo de Panelas
Ver na Amazon → Ver na Shopee →
Marina Cordeiro
Marina CordeiroConfeitaria

Confeiteira e blogger de receitas há mais de 8 anos. Especialista em sobremesas brasileiras, bolos caseiros e receitas práticas de família. Formada em Gastronomia pela Anhembi-Morumbi com extensão em Confeitaria Profissional. Adora resgatar receitas tradicionais e adaptar pra cozinhas modernas. Cada receita do site é testada e aprovada na sua própria cozinha.

Atualizado em 15 de julho de 2026

Imagem de perfil

Escrito por Marina Cordeiro

Confeiteira e blogger de receitas há mais de 8 anos. Especialista em sobremesas brasileiras, bolos caseiros e receitas práticas de família. Formada em Gastronomia pela Anhembi-Morumbi com extensão em Confeitaria Profissional. Adora resgatar receitas tradicionais e adaptar pra cozinhas modernas. Cada receita do site é testada e aprovada na sua própria cozinha.

Todos os Direitos Reservados ao site - eugostodereceitas.com.br © 2026 Por Logo Robô das Receitas Robô das Receitas