Caldo de Truta Catarinense com Pinhão e Mandioca: o Jantar Serrano de Agosto

Caldo de Truta Catarinense com Pinhão e Mandioca: o Jantar Serrano de Agosto
Conteúdo Criado e Revisado pela nossa equipe
Atualizado em: 16/08/2026Revisado por: Verificado em fontes oficiais
Resposta rápidaCaldo de truta catarinense com pinhão e mandioca para o jantar serrano de agosto na Serra Catarinense, Urubici e São Joaquim. Receita tradicional das pousadas.

🍴 Cartão da Receita

⏱️ Tempo total
75 min

🍽️ Rendimento
4 porções

🌍 Cozinha
Brazilian

📋 Categoria
Sopa

⭐ ⭐ ⭐ ⭐ ⭐ 4.7/5
|
18 ingredientes
|
14 passos

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📑 Sumário deste guia
  1. Ingredientes do caldo de truta serrano
  2. Modo de preparo do caldo e do pirão
  3. Tempo de preparo e rendimento
  4. Por que esse prato combina com a Serra Catarinense em agosto
  5. Acompanhamentos e como servir
  6. Variações regionais e adaptações
  7. Tire suas dúvidas

Atualizado em agosto de 2026. O caldo de truta catarinense com pinhão e mandioca é o jantar serrano que aquece noites frias de agosto na Serra Catarinense, entre Urubici, São Joaquim e Bom Jardim da Serra, onde a truta de rio e o pinhão colhido entre abril e julho se encontram na panela de ferro desde a colonização açoriana e italiana da região.

Esta receita aproveita a truta inteira em postas (cabeça e carcaça no caldo base), o pinhão cozido e partido à mão e a mandioca rosa do planalto serrano. O resultado é um caldo claro, levemente untuoso, com perfume de louro e cheiro-verde, que pode ser servido simples ou com um pirão de pinhão ralado por cima.

Ingredientes do caldo de truta serrano

Ingrediente Quantidade Observação
Truta inteira em postas 1,2 kg Equivalente a duas trutas médias de rio, com cabeça e carcaça separadas para o caldo base
Pinhão cozido e descascado 300 g Equivalente a aproximadamente 25 pinhões médios, partidos em quartos
Mandioca rosa descascada 500 g Cortada em cubos de cerca de 3 cm, do planalto serrano
Cebola média picada 180 g Equivalente a duas cebolas médias, em cubos pequenos
Alho picado 20 g Equivalente a seis dentes médios, sem o miolo
Cenoura descascada em rodelas 150 g Equivalente a duas cenouras médias
Tomate maduro sem sementes 160 g Equivalente a dois tomates médios, em cubos
Salsinha fresca 10 g Equivalente a um maço pequeno, só as folhas
Cebolinha fresca 10 g Equivalente a um maço pequeno, em rodelas finas
Folha de louro 2 g Equivalente a duas folhas secas
Azeite de oliva 40 ml Para refogar a base aromática
Sal grosso 15 g Ajustar ao final depois de provar o caldo base
Pimenta-do-reino moída na hora 3 g Equivalente a uma colher de chá rasa
Água filtrada fria 1,5 l Para cobrir a carcaça e a cabeça da truta

Para o pirão de pinhão (opcional, mas tradicional):

Ingrediente Quantidade Observação
Pinhão cozido e descascado 150 g Equivalente a 12 pinhões médios, só para o pirão
Caldo de truta coado 300 ml Pego da panela principal, ainda quente
Manteiga 15 g Uma colher de sopa rasa
Sal 3 g Meia colher de chá, ajustar ao final

Modo de preparo do caldo e do pirão

Stunning black and white image of mountain reflections in Abriès-Ristolas, Provence.

A receita começa pelo caldo base com cabeça e carcaça da truta, que dá corpo e sabor sem deixar o líquido turvo. Enquanto o caldo cozinha, você prepara a base aromática com os vegetais da Serra Catarinense, junta o pinhão partido e termina com as postas de truta, que entram por último para não desmanchar.

Como fazer o caldo base de truta

  1. Lave bem a cabeça e a carcaça da truta em água corrente e reserve as postas em um prato coberto com filme, na geladeira.
  2. Coloque a cabeça e a carcaça em uma panela grande, cubra com a água filtrada fria, junte uma cebola picada, uma folha de louro e uma pitada de sal, e leve ao fogo médio.
  3. Quando começar a ferver, baixe o fogo, retire a espuma branca com uma escumadeira e cozinhe em fogo baixo por 25 minutos, sem tampar.
  4. Desligue o fogo, coe o caldo com uma peneira fina pressionando bem a carcaça para soltar todo o sabor, e descarte os sólidos. Reserve o caldo coado.

Como refogar a base aromática e cozinhar o caldo

  1. Aqueça o azeite em uma panela grossa em fogo médio e refogue a cebola até ficar translúcida, por cerca de 4 minutos.
  2. Junte o alho e a cenoura, refogue por mais 2 minutos, e adicione o tomate. Cozinhe até o tomate começar a desmanchar, cerca de 3 minutos.
  3. Despeje o caldo de truta coado, junte a mandioca em cubos, a folha de louro restante e deixe ferver em fogo baixo por 15 minutos, com a panela semitampada.
  4. Acrescente o pinhão em quartos, cozinhe por mais 5 minutos e corrija o sal e a pimenta-do-reino.
  5. Encaixe delicadamente as postas de truta no caldo, sem mexer muito, e cozinhe por 6 a 8 minutos em fogo baixo, até a carne começar a se soltar do osso mas ainda estar firme.
  6. Desligue o fogo, finalize com a cebolinha e a salsinha, e sirva em pratos fundos bem quentes.

Como preparar o pirão de pinhão

  1. Bata os 150 g de pinhão cozido com 100 ml do caldo de truta ainda quente no liquidificador, até obter um creme liso e grosso.
  2. Despeje o creme na mesma frigideira ou em uma panela pequena com a manteiga, leve ao fogo baixo e mexa sem parar por 3 minutos.
  3. Acrescente o restante do caldo de truta aos poucos, até dar ponto de pirão grosso que escorre lentamente da colher. Ajuste o sal.
  4. Sirva o pirão em uma tigela à parte ou despeje por cima de cada prato de caldo na hora de servir.

Tempo de preparo e rendimento

Tempo de preparo: 25 minutos.

Tempo de cozimento: 50 minutos.

tempo total: 75 minutos.

Rende 6 porções generosas.

Por que esse prato combina com a Serra Catarinense em agosto

A Serra Catarinense é a região mais fria do Brasil fora do Rio Grande do Sul, com mínimas que podem chegar a 5 °C em Urubici e São Joaquim em agosto, segundo a Epagri/Ciram, órgão de meteorologia catarinense. Nessas noites, a truta de rio, criada nas águas frias e cristalinas da região desde a colonização europeia dos anos 1950, é a proteína disponível, e o pinhão, colhido entre abril e julho, ainda aparece nas despensas serranas antes de entrar na entressafra. O caldo une os dois ingredientes em um único prato que aquece sem pesar, ideal para o jantar em família depois de um dia de turismo em locais como o Morro da Igreja ou a Serra do Rio do Rastro.

Acompanhamentos e como servir

O caldo de truta catarinense pede acompanhamentos que reforcem o perfil serrano sem mascarar o sabor delicado do peixe. Os mais tradicionais nas pousadas e restaurantes de Urubici e São Joaquim são pão caseiro de centeio cortado em fatias grossas, polenta cremosa cozida na hora com manteiga e queijo colonial, e batatas sauté com alecrim. Para uma versão mais leve, uma saladinha de agrião com limão e azeite funciona bem como contraponto verde. O pirão de pinhão, servido em tigela separada, entra como acompanhamento opcional para quem quer engrossar o caldo e adicionar a textura rústica do pinhão ralado, técnica herdada das famílias italianas que colonizaram a serra em meados do século XX.

Variações regionais e adaptações

A base deste caldo aceita substituições que mantém o espírito serrano sem perder a identidade do prato. Em Bom Jardim da Serra, é comum trocar a mandioca por batata-salsa, que dá um caldo mais aveludado e adocicado; em Rancho Queimado, alguns cozinheiros acrescentam bacon cortado em cubos na base aromática para um fundo mais defumado; na versão italiana do vale do rio Canoas, entra um fio de vinho branco seco no refogado da cebola, flambado antes de adicionar o caldo. Se não houver truta fresca, a receita funciona com truta arco-íris congelada de boa procedência, descongelada na geladeira de um dia para o outro. Para uma versão sem espinha, peça ao peixeiro para retirar os espinhos das postas em forma de V, técnica comum nas cozinhas profissionais da região.

Para acompanhar um jantar serrano de agosto no Sul do Brasil, vale experimentar outros pratos da região que também exploram pinhão, peixe de rio ou cozidos de panela para noites frias. O risoto de pinhão com carne seca da Serra Gaucha e um almoço cremoso com o mesmo pinhão do planalto catarinense, usando carne seca dessalgada em vez de truta.

Se você prefere trocar o pinhão por frango caipira, o caldo de galinha caipira com mandioca e milho mantem a base de mandioca rosa do planalto e acrescenta o milho verde, em um caldo amarelo que sustenta agosto frio em qualquer altitude serrana.

Para fechar a noite com um perfil mais caiçara, o angu com carne de moçambique caiçara usa o moçambique fresco do litoral catarinense, tempero citricio e cebola caramelizada, em um jantar que conversa diretamente com a truta deste post.

Outra receita da mesma estacao que vale conferir e o caldo verde com kielbasa do Parana, um caldo cremoso de couve com linguiça polonesa que esquenta o jantar de agosto em Curitiba e mistura com a tradição serrana do pinhão ralado.

Para um almoço de panela ainda mais robusto no mesmo cluster regional, o entrevero de pinhão catarinense mistura carne suina, carne bovina, frango e pinhão no mesmo prato, em um cozido de agosto que substitui bem a truta quando você quiser variar a proteína.

Tire suas dúvidas

Posso usar truta congelada em vez de fresca?

Sim, a truta arco-íris congelada de boa procedência funciona bem. Descongele na geladeira de um dia para o outro, em um prato coberto, e seque bem as postas com papel toalha antes de colocar no caldo. Espere o caldo ferver antes de adicionar a truta, e não mexa por 6 a 8 minutos para a carne não desmanchar.

Preciso usar a cabeça e a carcaça para o caldo base?

Sim, é da cabeça e da carcaça que vem o corpo e o sabor do caldo. Cozinhe em fogo baixo e coe bem, retirando a espuma branca nos primeiros 5 minutos de fervura, para um caldo claro e sem amargor. Se preferir descartar a carcaça, use 600 g de postas extras e refogue os legumes com um pouco mais de azeite.

Como escolher o pinhão certo?

Prefira pinhões firmes, sem cheiro adocicado e com casca fechada, de cor marrom clara. Cozinhe em panela de pressão com água e sal por 30 minutos, deixe esfriar dentro da água e descasque ainda morno. Pinhão velho fica borrachudo e com sabor residual, e deve ser descartado.

Dá para fazer o caldo só com legumes e sem truta?

Sim, fica um caldo de pinhão com mandioca bem saboroso, parecido com uma sopa cremosa do interior serrano. Use 1,5 l de caldo de legumes caseiro no lugar da água, refogue os mesmos vegetais e cozinhe o pinhão por 20 minutos para amaciar antes de bater metade no liquidificador.

Posso fazer na panela de pressão para acelerar?

Pode, mas a truta não pode ir na pressão porque desmancha. Cozinhe a mandioca na pressão com o caldo de truta por 8 minutos após o início da fervura, abra a panela, retire parte da mandioca, bata no liquidificador com pinhão e devolva à panela. Só então adicione as postas e cozinhe sem pressão por 6 minutos.

O que fazer se o caldo ficar turvo?

O caldo turva quando a fervura é muito forte ou quando você mexe demais nas postas de truta. Use fogo baixo desde o início, retire a espuma nos primeiros 5 minutos e não tampe a panela. Se mesmo assim turvar, coe uma última vez com peneira fina forrada com gaze antes de servir.

Posso substituir a mandioca por batata?

Pode usar batata-inglesa ou batata-salsa na mesma proporção, mas o caldo perde o perfil serrano tradicional. A mandioca rosa é o tubérculo histórico da região porque aguenta o cozimento longo sem desmanchar e dá corpo ao caldo. Para uma textura próxima, cozinhe a mandioca por 20 minutos antes de adicionar a truta.

Quanto tempo o caldo dura na geladeira?

Em pote fechado, dura até 3 dias na geladeira com sabor praticamente intacto. Aqueça em fogo baixo sem deixar ferver, para a truta não endurecer. Não congele as postas prontas; se quiser congelar, retire a truta antes e congele só o caldo de pinhão com legumes, por até 2 meses.

Dá para preparar o pirão de pinhão com antecedência?

Sim, o pirão de pinhão fica pronto e pode ser mantido em pote fechado na geladeira por 2 dias. Reaqueça em fogo baixo com um fio do próprio caldo de truta até dar ponto novamente. Ele engrossa ao esfriar, então acrescente caldo quente aos poucos até a textura cremosa voltar.

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Marina Cordeiro
Marina CordeiroConfeitaria

Confeiteira e blogger de receitas há mais de 8 anos. Especialista em sobremesas brasileiras, bolos caseiros e receitas práticas de família. Formada em Gastronomia pela Anhembi-Morumbi com extensão em Confeitaria Profissional. Adora resgatar receitas tradicionais e adaptar pra cozinhas modernas. Cada receita do site é testada e aprovada na sua própria cozinha.

Atualizado em 16 de agosto de 2026

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Escrito por Marina Cordeiro

Confeiteira e blogger de receitas há mais de 8 anos. Especialista em sobremesas brasileiras, bolos caseiros e receitas práticas de família. Formada em Gastronomia pela Anhembi-Morumbi com extensão em Confeitaria Profissional. Adora resgatar receitas tradicionais e adaptar pra cozinhas modernas. Cada receita do site é testada e aprovada na sua própria cozinha.

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