Refogado de Palmito Juçara com Carne de Sol: o Almoço do Médio Mearim em Novembro

Refogado de Palmito Juçara com Carne de Sol: o Almoço do Médio Mearim em Novembro
Conteúdo Criado e Revisado pela nossa equipe
Atualizado em: 04/11/2026Revisado por: Verificado em fontes oficiais
Resposta rápidaRefogado de palmito juçara com carne de sol, almoço de panela do Médio Mearim, com farinha d'água, coentro fresco, pimenta de cheiro e caldo da carne.

🍴 Cartão da Receita

⏱️ Tempo total
40 min

🍽️ Rendimento
4 porções

🌍 Cozinha
Brazilian

📋 Categoria
Prato principal

⭐ ⭐ ⭐ ⭐ ⭐ 4.7/5
|
12 ingredientes
|
4 passos

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📑 Sumário deste guia
  1. Ingredientes
  2. Modo de preparo
  3. Como servir e variações regionais
  4. Conservação e reaproveitamento
  5. Curiosidades sobre o palmito
  6. Dicas de compra, substituições e harmonização
  7. Tire suas dúvidas
  8. Fontes e receitas relacionadas

Atualizado em novembro de 2026. O refogado de palmito juçara com carne de sol é o almoço de panela do Médio Mearim, no Maranhão, e se prepara em quarenta minutos. A carne de sol dessalgada e desfiada entra no fim, quente, para dourar, e o palmito juçara, um cilindro branco e macio do centro da palmeira, dá a base cremosa do prato. O resultado é uma mistura doce e salgada, temperada com coentro, pimenta de cheiro e caldo da própria carne.

O palmito juçara é a parte interna da palmeira juçara, nativa da Mata Atlântica. No Maranhão ele é ingrediente de mesa, e a Wikipédia registra que a juçara é muito apreciada pelos maranhenses, consumida com farinha, camarão, peixe, carne de sol ou em suco e sorvete. Chapadinha, no Médio Mearim, é um dos pontos de produção do palmito na região, e faz parte dos 217 municípios do Maranhão segundo a API do IBGE.

Tempo de preparo: 40 minutos, com 20 minutos de dessalgagem da carne e 15 minutos de refogado final. Rendimento: 4 porções. Categoria: Pratos Regionais.

Ingredientes

Separe tudo antes de acender o fogo, porque o refogado é rápido. A carne de sol precisa de dessalgagem prévio, e o palmito precisa estar escorrido depois de cozido ou de conserva.

Ingrediente Quantidade Observação
Palmito juçara 500 g em tiras finas, já cozido ou em conserva escorrida
Carne de sol 300 g dessalgada em água fria e desfiada
Cebola 2 unidades médias uma em cubos, a outra picada
Alho 4 dentes amassados
Coentro fresco 1/2 xícara choppado, metade no refogado e metade na finalização
Pimenta de cheiro 1/2 colher (chá) picada, sem as sementes
Vinagre 1 colher (sopa) para temperar a carne de sol
Azeite ou óleo de babaçu 2 colheres (sopa) para o refogado
Caldo da carne 1/2 xícara reservado do cozimento da carne de sol
Farinha d’água 4 colheres (sopa) para servir à parte
Cheiro-verde 1/4 xícara cebolinha verde picada
Sal e pimenta-do-reino a gosto ajuste no final

Modo de preparo

Delicious Brazilian feijoada served in a black pot with a side of rice.

O preparo segue quatro etapas: dessalgar a carne, refogar a base aromática, cozinhar o palmito no caldo e dourar a carne de sol. Isso evita o erro mais comum, jogar a carne cedo e deixá-la ressecar no fundo da panela.

  1. Dessalgue a carne de sol. Corte 300 g em tiras médias, cubra com água fria e leve ao fogo até ferver. Descarte a primeira água, que concentra o sal, troque por limpa e repita. Deixe a carne descansar 20 minutos, escorra e reserve uma xícara do líquido da última fervura, que é o caldo do refogado. Esfie com as mãos.
  2. Refogue a base aromática. Em uma frigideira funda, aqueça o azeite ou o óleo de babaçu em fogo médio. Refogue a cebola em cubos até ficar translúcida e dourada, cerca de 4 minutos. Junte o alho amassado e a pimenta de cheiro picada e mexa por mais 1 minuto, só até perfumar, sem escurecer o alho.
  3. Cozinhe o palmito no caldo. Acrescente o palmito juçara em tiras, misture para involvear o refogado e despeje a xícara de caldo. Cozinhe em fogo médio por 8 a 10 minutos, mexendo, até o palmito ficar macio e o caldo engrossar. Ajuste o sal, lembrando que a carne de sol ainda vai temperar o prato.
  4. Doure a carne de sol e finalize. Com o fogo alto, junte a carne de sol desfiada e seca e mexa por 2 a 3 minutos, só até dourar. Desligue, junte metade do coentro, o cheiro-verde e o vinagre e sirva em seguida, com a farinha d’água à parte.

Como servir e variações regionais

O refogado acompanha a farinha d’água, a farinha de mandioca puba da mesa maranhense, servida em tigelas individuais para cada comensal montar o próprio prato. O palmito aceita bem queijo coalho em cubos ou camarão cozido. Para um almoço de família, o feijão com a carne de sol desfiada resolve a mesa.

Se você não tem carne de sol, o mesmo refogado funciona com carne de charque dessalgado ou com carne de panela desfiada, ajustando o sal e o tempo de dessalgagem conforme o produto. Uma versão mais leve troca a carne por ovo mexido e dispensa o caldo, servindo com arroz branco e farinha. A base aromática de cebola, alho, pimenta de cheiro e coentro amarra todas as versões.

Conservação e reaproveitamento

O refogado se conserva de 3 a 4 dias na geladeira, em recipiente fechado, e deve ser aquecido bem antes de servir, porque a carne de sol pede fervura para eliminar o excesso de sal. Para congelar, faça sem o coentro, que perde o aroma, e use recipiente com tampa para evitar a cristalização do caldo. Descongele na geladeira e aqueça em fogo baixo com um pouco de água, mexendo, até o caldo ficar cremoso.

A carne de sol crua pode ficar na geladeira por até uma semana, bem coberta, e só deve ser dessalgada na hora de usar. A farinha d’água é o acompanhamento que mais sofre: prepare só a quantidade que será consumida, porque uma vez hidratada e temperada a farinha não volta ao estado de pó.

Curiosidades sobre o palmito

O palmito é a região próxima ao meristema apical, no interior dos pecíolos das folhas de determinadas palmeiras. Segundo a Wikipédia, é um cilindro branco com primórdios foliares e vasculares, ainda macios e pouco fibrosos, conservado em salmoura e cozido em diversas receitas. A palmeira juçara, também chamada de içara, jiçara, palmito-doce e ripeira, é nativa da Mata Atlântica e pode chegar a 18 metros de altura e 15 centímetros de diâmetro, com uma bainha verde de cerca de 1,5 metro chamada capitel, onde fica o palmito.

Um detalhe importante: a extração do palmito elimina o meristema apical e mata a palmeira, por isso a juçara está ameaçada de extinção, segundo a Wikipédia. O MMA trata da biodiversidade e dos biomas em seu portal sobre florestas e vegetação nativa. Uma alternativa que mantém a palmeira viva é o uso dos frutos, processados em peneiras numa bebida parecida com o açaí do Norte, chamada juçaí. As duas opções aparecem no cardápio maranhense: a carne de sol com palmito e o açaí de juçara em suco e sorvete.

Dicas de compra, substituições e harmonização

Na hora de comprar, escolha o palmito juçara em conserva ou cozido, de cor branca uniforme e corte firme. A conserva em salmoura é a forma mais fácil de encontrar no comércio. Se comprar o palmito in natura, é preciso cozinhar em água com sal por cerca de 40 minutos para amaciar. Para a carne de sol, prefira a peça em fatias finas, de cor avermelhada uniforme e sem odor forte demais.

Para harmonizar, o prato pede bebida leve e gelada, como o suco de juçara que os maranhenses tomam de manhã. A acidez do palmito funciona muito bem com o picante: a pimenta de cheiro é obrigatória no prato maranhense, e uma pitada de malagueta traz o acento nordestino. Evite o coentro em excesso, porque o sabor do coentro fresco é o que dá identidade ao refogado.

Finalize com azeite de babaçu, o azeite tradicional da mesa maranhense, comprado em Garibáldi, no Maranhão, ou em lojas de produtos nordestinos. Ele substitui o azeite de oliva sem descaracterizar o prato, porque o palmito já traz o próprio dulçor.

Tire suas dúvidas

O que é palmito juçara e por que ele é diferente do palmito comum?

O palmito é a parte interna e macia do centro da palmeira, e o palmito juçara vem da juçara, uma palmeira nativa da Mata Atlântica. A diferença está na qualidade: a juçara é a espécie mais procurada e rende um palmito de excelente qualidade, muito usado no Maranhão. É servido com farinha, camarão, peixe, carne de sol ou em suco e sorvete.

Como faço para dessalgar a carne de sol sem deixar ela salgada?

O método é trocar a água duas vezes. Cubra a carne em tiras com água fria e leve ao fogo até ferver, descarte essa água, que concentra o sal, e repita com água limpa. Deixe a carne descansar 20 minutos e escorra. Reserve uma xícara desse líquido, que dá sabor ao caldo do refogado.

Posso usar palmito de pupunha no lugar do de juçara?

Pode, e o resultado fica bom, mas o sabor muda. O palmito de pupunha é usado como alternativa para reduzir a ameaça sobre a palmeira juçara. Se usar pupunha, compense com mais alho e pimenta de cheiro, porque o sabor é mais suave.

Dá para fazer o refogado sem carne de sol?

Dá. O mesmo refogado funciona com charque dessalgado ou carne de panela desfiada, ajustando o sal e a dessalgagem. Uma opção mais leve é trocar a carne por ovo mexido, dispensando o caldo, e servir com arroz branco e farinha d’água.

Qual é o melhor acompanhamento para o palmito juçara?

A farinha d’água, que é a farinha de mandioca puba da mesa maranhense, servida em tigelas à parte. Cada comensal coloca a farinha no prato e rega com o caldo do refogado. Feijão guizado e carne moída também combinam, mas a farinha d’água puxa mais o sabor do palmito.

Posso preparar o refogado de palmito juçara na véspera?

Pode adiantar o refogado do palmito na véspera, sem o coentro, e guardar na geladeira. No dia, aqueça em fogo baixo, junte a carne de sol desfiada para dourar e finalize com o coentro fora do fogo. Congelado, o prato perde o aroma do coentro, que entra só no final.

Como sei se o palmito juçara está bom para comprar?

Observe a cor e o cheiro. O palmito em conserva deve ser branco ou creme, firme ao toque e sem odor forte. Descarte o produto amarelado ou com liquido turvo na embalagem.

Posso fazer essa receita sem pimenta de cheiro?

Pode, mas o prato perde o caráter maranhense, porque a pimenta de cheiro é o tempero que aparece na mesa do estado ao lado do coentro. Se não encontrar, use pimenta-do-reino branca e mais alho, mas espere um resultado mais genérico.

Fontes e receitas relacionadas

Os dados desta receita vêm de fontes que você pode conferir: a Culinária do Maranhão na Wikipédia, que descreve o consumo da juçara com farinha, camarão, peixe e carne de sol; o verbete Içara (palmeira), com as medidas da palmeira juçara e o alerta sobre a extinção; o verbete Palmito, que explica o que é o meristema apical e a morte do palmiteiro na extração; a API de localidades do IBGE, que confirma os 217 municípios do Maranhão; e a tabela 5457 do SIDRA/IBGE, sobre a produção agrícola municipal. Sobre o tema da espécie, veja também a página de florestas e vegetação nativa do Ministério do Meio Ambiente.

Se você gosta de pratos de panela com carne de sol, conheça o caldo de carne de sol com carau, o feijão mungo com carne de sol e a chaya refogada com carne de sol e ovos. Para quem prefere o palmito na forma doce, a muçamba de mocotó com carne de sol e macaxeira mostra outra saída para a carne curada.

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Marina Cordeiro
Marina CordeiroConfeitaria

Confeiteira e blogger de receitas há mais de 8 anos. Especialista em sobremesas brasileiras, bolos caseiros e receitas práticas de família. Formada em Gastronomia pela Anhembi-Morumbi com extensão em Confeitaria Profissional. Adora resgatar receitas tradicionais e adaptar pra cozinhas modernas. Cada receita do site é testada e aprovada na sua própria cozinha.

Atualizado em 04 de novembro de 2026

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Escrito por Marina Cordeiro

Confeiteira e blogger de receitas há mais de 8 anos. Especialista em sobremesas brasileiras, bolos caseiros e receitas práticas de família. Formada em Gastronomia pela Anhembi-Morumbi com extensão em Confeitaria Profissional. Adora resgatar receitas tradicionais e adaptar pra cozinhas modernas. Cada receita do site é testada e aprovada na sua própria cozinha.

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