Corvina Ensopada com Pirão de Aipim: o Jantar Nordestino do Final do Inverno

Corvina Ensopada com Pirão de Aipim: o Jantar Nordestino do Final do Inverno
Conteúdo Criado e Revisado pela nossa equipe
Atualizado em: 29/08/2026Revisado por: Verificado em fontes oficiais
Resposta rápidaCorvina ensopada com pirão de aipim, leite de coco e coentro: receita nordestina que encerra o inverno com sabor de mar e raiz no prato.

🍴 Cartão da Receita

⏱️ Tempo total
80 min

🍽️ Rendimento
4 porções

🌍 Cozinha
Brazilian

📋 Categoria
Sopa

⭐ ⭐ ⭐ ⭐ ⭐ 4.7/5
|
14 ingredientes
|
12 passos

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📑 Sumário deste guia
  1. Ingredientes da corvina ensopada
  2. Modo de preparo da corvina e do pirão
  3. Tempo de preparo e rendimento
  4. Como escolher e limpar a corvina
  5. Variações regionais e acompanhamentos
  6. Conservação e reaproveitamento do que sobrar
  7. Tire suas dúvidas

Atualizado em agosto de 2026. A corvina ensopada com pirão de aipim é um jantar clássico do litoral nordestino que encerra o inverno com sabor de mar e raiz: posta de corvina cozida no próprio caldo com tomate, cebola, coentro e leite de coco, finalizada com pirão grosso engrossado no caldo do próprio peixe. Serve 6 porções, fica pronta em cerca de 1 hora e 20 minutos e funciona bem tanto para um sábado de panela em casa quanto para reuniões de família no fim de semana.

Esta receita é inspirada nos ensopados de peixe servidos em mesas do Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia, regiões onde a corvina aparece com fartura nas bancas do litoral entre julho e setembro. A proposta aqui é juntar três elementos que aparecem juntos nas versões caseiras: a corvina em posta que mantém a umidade, o pirão de aipim que aproveita o caldo residual e os temperos da costa (coentro, cebola, tomate e um toque de colorau).

Ingredientes da corvina ensopada

Ingrediente Quantidade Observação
Postas de corvina fresca 1,2 kg Equivalente a 6 postas médias, com pele e espinha central
Aipim (mandioca) descascado 600 g Cortado em rodelas de 2 cm para o pirão
Cebola média picada 180 g Equivalente a duas cebolas médias, em cubos pequenos
Tomate maduro picado 200 g Equivalente a três tomates médios, sem sementes
Dente de alho amassado 10 g Equivalente a três dentes médios
Leite de coco natural 200 ml De preferência fresco, mas o de caixinha também funciona
Óleo de soja 30 ml Para refogar a base aromática
Colorau (urucum) em pó 3 g Equivalente a uma colher de chá rasa, dá cor dourada
Sal grosso 12 g Ajustar conforme o sabor do caldo antes de servir
Pimenta-do-reino moída 2 g Equivalente a meia colher de chá
Coentro fresco picado 8 g Equivalente a um maço pequeno, só as folhas
Cebolinha fresca picada 6 g Equivalente a quatro hastes médias
Folha de louro 1 g Equivalente a uma folha, removida antes do pirão
Água filtrada 1,2 L Para cobrir as postas e cozinhar o aipim

Modo de preparo da corvina e do pirão

Traditional spicy fish dish served with colorful peppers in a white bowl.

O processo acontece em duas frentes sequenciais: primeiro a base aromática e o cozimento das postas no caldo, depois o pirão de aipim que engrossa nesse mesmo caldo. As duas frentes usam o mesmo panelão para que os sabores se misturem.

Como preparar a base aromática e cozinhar as postas

  1. Aqueça o óleo em panelão fundo, refogue a cebola e o alho por 3 minutos até ficarem translúcidos sem dourar.
  2. Adicione o tomate picado e cozinhe por mais 5 minutos, mexendo, até formar um molho grosso.
  3. Junte o colorau, a folha de louro, a pimenta-do-reino, o sal grosso e despeje 1,2 L de água filtrada. Deixe ferver.
  4. Disponha as postas de corvina no caldo em camada única, tampe parcialmente e cozinhe em fogo médio por 12 minutos.
  5. Despeje o leite de coco, mexa devagar e cozinhe por mais 5 minutos sem tampar para o sabor incorporar.
  6. Retire as postas com cuidado e reserve em travessa, coberto, enquanto finaliza o pirão no mesmo caldo.

Como fazer o pirão de aipim no caldo da corvina

  1. Coloque as rodelas de aipim no caldo que sobrou no panelão e cozinhe em fogo médio por 20 minutos, até que amoleçam ao furar com o garfo.
  2. Retira cerca de metade das rodelas com escumadeira e reserve para servir ao lado do ensopado.
  3. Despeje o restante no liquidificador com 200 ml do próprio caldo e bata por 1 minuto até virar creme liso.
  4. Volte o creme para o panelão em fogo baixo, mexendo sempre, por 8 minutos até engrossar e virar pirão grosso.
  5. Acrescente o coentro e a cebolinha picados, ajuste o sal e desligue o fogo.
  6. Sirva a corvina regada com o molho do ensopado e o pirão de aipim em pratos separados.

Tempo de preparo e rendimento

Tempo de preparo: 20 minutos.

Tempo de cozimento: 60 minutos.

tempo total: 80 minutos.

Rende 6 porções generosas.

Como escolher e limpar a corvina

A corvina fresca para esse ensopado precisa ter olho brilhante, guelras vermelhas e carne firme que volta ao formato quando pressionada. Peixe com cheiro forte de amônia ou barriga muito mole deve ser descartado. As postas vendidas em peixarias já vêm com pele e espinha central, mas é bom conferir se não há espinhas pequenas soltas com a ponta dos dedos antes de levar ao fogo.

Para dessalgar não é necessário, porque a corvina é peixe fresco e não curado. O que ajuda no sabor é manter a pele nas postas durante o cozimento: a pele libera colágeno no caldo e ajuda a dar corpo ao pirão final. Retire só na hora de servir, puxando com o garfo. Em mercados do Nordeste, a corvina costuma aparecer entre maio e setembro com fartura maior; em outras regiões, a pescada-amarela ou a tilápia podem substituir, ajustando o tempo de cozimento.

Variações regionais e acompanhamentos

O ensopado de corvina aparece no Ceará com pirão de aipim e arroz branco; no Rio Grande do Norte costuma levar pimentão vermelho e uma pitada de cominho; na Bahia ganha leite de coco mais generoso e é servido com farofa de dendê. A base aromática com cebola, tomate, alho e colorau é praticamente a mesma em todas as variações, e é isso que dá identidade ao prato.

Quem quiser trocar o aipim pode fazer pirão de inhame ou pirão de batata, mantendo o mesmo caldo da corvina. Para acompanhar, arroz branco soltinho, vinagrete de tomate e cebola, e uma farofa de cebola com manteiga ficam clássicos. Em mesa grande de sábado, vale acrescentar um caldo mais leve como o caldo de guandu nordestino com carne seca ou o bode guisado potiguar para um menu mais robusto de panela nordestina.

Outra versão bem próxima, mas com carne vermelha em vez de peixe, é a buchada de bode sergipana, que também termina em pirão e mantém a mesma técnica de aproveitar o caldo residual do cozimento. Para quem prefere um caldo de peixe pantaneiro no mesmo formato de jantar, vale conhecer o caldo de pintado pantaneiro.

Conservação e reaproveitamento do que sobrar

O ensopado de corvina dura até 2 dias na geladeira em pote fechado com tampa; o pirão engrossa ao esfriar e volta ao ponto certo com 2 colheres de água quente e mexendo em fogo baixo. Não recomendo congelar o pirão, porque a textura fica granulosa quando descongela; já a corvina sozinha, sem o pirão, congela bem por até 30 dias em recipiente hermético.

Para reaproveitar sobras, transforme o ensopado em recheio de empada de forno com catupiry, ou desfie as postas e misture ao pirão de aipim para um escondidinho rápido. As rodelas de aipim reservadas viram acompanhamento frio com azeite e limão no dia seguinte.

Tire suas dúvidas

Posso substituir a corvina por outro peixe?

Sim. Pescada-amarela, namorado ou tilápia funcionam bem no ensopado e seguem o mesmo tempo de cozimento. Peixes de carne mais firme como robalo ou cação pedem 5 minutos a mais no caldo. Evite peixes de carne muito delicada como sardinha, que se desmancham no cozimento longo.

Dá para fazer sem leite de coco?

Pode, mas o ensopado perde a cremosidade e o sabor adocicado que combinam com a corvina. Uma alternativa é substituir por 100 ml de creme de leite adicionado no fim, junto com o coentro. Outra opção é usar leite de amêndoas ou de arroz para uma versão sem lactose.

Como engrossar o pirão se ficar ralo?

Volte o pirão ao fogo baixo e adicione mais rodelas de aipim cozido batidas com um pouco do próprio caldo. Mexa sem parar por 5 minutos até engrossar. Outra saída é dissolver 10 g de farinha de mandioca em 50 ml de água fria e despejar no pirão, mexendo por mais 3 minutos até dar ponto.

Posso usar aipim congelado?

Pode, sem problema. O aipim congelado em rodelas vai direto ao caldo sem precisar descongelar, e o tempo de cozimento fica igual ao do fresco. O único cuidado é conferir se as rodelas estão macias antes de bater no liquidificador, porque o aipim congelado às vezes vem mais duro.

Quanto tempo o ensopado dura na geladeira?

Em pote fechado com tampa, dura até 2 dias na geladeira mantendo sabor e textura. Depois disso o peixe perde umidade e o pirão começa a azedar mesmo refrigerado. O ideal é preparar o ensopado no mesmo dia em que vai servir ou, no máximo, na véspera.

Qual a diferença desse ensopado para a moqueca?

A moqueca leva pimentões, dendê e é cozida em panela de barro tampada, com pouco ou nenhum líquido. Já o ensopado de corvina tem mais caldo, leva pirão de aipim no final e geralmente não usa pimentões. O ponto de cozimento também é diferente: a moqueca fica mais concentrada e o ensopado mais líquido.

Posso adiantar alguma etapa do preparo?

Sim. O aipim pode ser cozido no dia anterior e mantido em água na geladeira; o refogado de cebola e tomate também fica pronto de véspera. No dia de servir, basta refazer o caldo com os ingredientes pré-prontos e cozinhar as postas de corvina frescas por 12 minutos, que é o tempo certo para o peixe não passar do ponto.

Preciso retirar as espinhas da corvina antes de servir?

Não precisa retirar antes. As postas grandes vêm com a espinha central que sai inteira ao puxar com o garfo na hora de comer. As espinhas pequenas podem ser retiradas com a ponta da faca enquanto o peixe está cru, antes de colocar no caldo. Comer com cuidado é suficiente, porque o caldo amolece as espinhas menores.

Qual vinho combina com corvina ensopada?

Um vinho branco leve e cítrico, como um Sauvignon Blanc ou um Chardonnay jovem sem madeira, harmoniza bem com o molho de tomate, coentro e leite de coco. Para quem prefere cerveja, uma pilsen bem gelada ou uma witbier também caem bem. Evite vinhos tintos encorpados, que brigam com o sabor delicado do peixe.

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Marina Cordeiro
Marina CordeiroConfeitaria

Confeiteira e blogger de receitas há mais de 8 anos. Especialista em sobremesas brasileiras, bolos caseiros e receitas práticas de família. Formada em Gastronomia pela Anhembi-Morumbi com extensão em Confeitaria Profissional. Adora resgatar receitas tradicionais e adaptar pra cozinhas modernas. Cada receita do site é testada e aprovada na sua própria cozinha.

Atualizado em 29 de agosto de 2026

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Escrito por Marina Cordeiro

Confeiteira e blogger de receitas há mais de 8 anos. Especialista em sobremesas brasileiras, bolos caseiros e receitas práticas de família. Formada em Gastronomia pela Anhembi-Morumbi com extensão em Confeitaria Profissional. Adora resgatar receitas tradicionais e adaptar pra cozinhas modernas. Cada receita do site é testada e aprovada na sua própria cozinha.

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