Índice do Conteúdo
- Ingredientes da corvina ensopada
- Modo de preparo da corvina e do pirão
- Tempo de preparo e rendimento
- Como escolher e limpar a corvina
- Variações regionais e acompanhamentos
- Conservação e reaproveitamento do que sobrar
- Tire suas dúvidas
- Posso substituir a corvina por outro peixe?
- Dá para fazer sem leite de coco?
- Como engrossar o pirão se ficar ralo?
- Posso usar aipim congelado?
- Quanto tempo o ensopado dura na geladeira?
- Qual a diferença desse ensopado para a moqueca?
- Posso adiantar alguma etapa do preparo?
- Preciso retirar as espinhas da corvina antes de servir?
- Qual vinho combina com corvina ensopada?
🍴 Cartão da Receita
📑 Sumário deste guia
Atualizado em agosto de 2026. A corvina ensopada com pirão de aipim é um jantar clássico do litoral nordestino que encerra o inverno com sabor de mar e raiz: posta de corvina cozida no próprio caldo com tomate, cebola, coentro e leite de coco, finalizada com pirão grosso engrossado no caldo do próprio peixe. Serve 6 porções, fica pronta em cerca de 1 hora e 20 minutos e funciona bem tanto para um sábado de panela em casa quanto para reuniões de família no fim de semana.
Esta receita é inspirada nos ensopados de peixe servidos em mesas do Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia, regiões onde a corvina aparece com fartura nas bancas do litoral entre julho e setembro. A proposta aqui é juntar três elementos que aparecem juntos nas versões caseiras: a corvina em posta que mantém a umidade, o pirão de aipim que aproveita o caldo residual e os temperos da costa (coentro, cebola, tomate e um toque de colorau).
Ingredientes da corvina ensopada
| Ingrediente | Quantidade | Observação |
|---|---|---|
| Postas de corvina fresca | 1,2 kg | Equivalente a 6 postas médias, com pele e espinha central |
| Aipim (mandioca) descascado | 600 g | Cortado em rodelas de 2 cm para o pirão |
| Cebola média picada | 180 g | Equivalente a duas cebolas médias, em cubos pequenos |
| Tomate maduro picado | 200 g | Equivalente a três tomates médios, sem sementes |
| Dente de alho amassado | 10 g | Equivalente a três dentes médios |
| Leite de coco natural | 200 ml | De preferência fresco, mas o de caixinha também funciona |
| Óleo de soja | 30 ml | Para refogar a base aromática |
| Colorau (urucum) em pó | 3 g | Equivalente a uma colher de chá rasa, dá cor dourada |
| Sal grosso | 12 g | Ajustar conforme o sabor do caldo antes de servir |
| Pimenta-do-reino moída | 2 g | Equivalente a meia colher de chá |
| Coentro fresco picado | 8 g | Equivalente a um maço pequeno, só as folhas |
| Cebolinha fresca picada | 6 g | Equivalente a quatro hastes médias |
| Folha de louro | 1 g | Equivalente a uma folha, removida antes do pirão |
| Água filtrada | 1,2 L | Para cobrir as postas e cozinhar o aipim |
Modo de preparo da corvina e do pirão

O processo acontece em duas frentes sequenciais: primeiro a base aromática e o cozimento das postas no caldo, depois o pirão de aipim que engrossa nesse mesmo caldo. As duas frentes usam o mesmo panelão para que os sabores se misturem.
Como preparar a base aromática e cozinhar as postas
- Aqueça o óleo em panelão fundo, refogue a cebola e o alho por 3 minutos até ficarem translúcidos sem dourar.
- Adicione o tomate picado e cozinhe por mais 5 minutos, mexendo, até formar um molho grosso.
- Junte o colorau, a folha de louro, a pimenta-do-reino, o sal grosso e despeje 1,2 L de água filtrada. Deixe ferver.
- Disponha as postas de corvina no caldo em camada única, tampe parcialmente e cozinhe em fogo médio por 12 minutos.
- Despeje o leite de coco, mexa devagar e cozinhe por mais 5 minutos sem tampar para o sabor incorporar.
- Retire as postas com cuidado e reserve em travessa, coberto, enquanto finaliza o pirão no mesmo caldo.
Como fazer o pirão de aipim no caldo da corvina
- Coloque as rodelas de aipim no caldo que sobrou no panelão e cozinhe em fogo médio por 20 minutos, até que amoleçam ao furar com o garfo.
- Retira cerca de metade das rodelas com escumadeira e reserve para servir ao lado do ensopado.
- Despeje o restante no liquidificador com 200 ml do próprio caldo e bata por 1 minuto até virar creme liso.
- Volte o creme para o panelão em fogo baixo, mexendo sempre, por 8 minutos até engrossar e virar pirão grosso.
- Acrescente o coentro e a cebolinha picados, ajuste o sal e desligue o fogo.
- Sirva a corvina regada com o molho do ensopado e o pirão de aipim em pratos separados.
Tempo de preparo e rendimento
Tempo de preparo: 20 minutos.
Tempo de cozimento: 60 minutos.
tempo total: 80 minutos.
Rende 6 porções generosas.
Como escolher e limpar a corvina
A corvina fresca para esse ensopado precisa ter olho brilhante, guelras vermelhas e carne firme que volta ao formato quando pressionada. Peixe com cheiro forte de amônia ou barriga muito mole deve ser descartado. As postas vendidas em peixarias já vêm com pele e espinha central, mas é bom conferir se não há espinhas pequenas soltas com a ponta dos dedos antes de levar ao fogo.
Para dessalgar não é necessário, porque a corvina é peixe fresco e não curado. O que ajuda no sabor é manter a pele nas postas durante o cozimento: a pele libera colágeno no caldo e ajuda a dar corpo ao pirão final. Retire só na hora de servir, puxando com o garfo. Em mercados do Nordeste, a corvina costuma aparecer entre maio e setembro com fartura maior; em outras regiões, a pescada-amarela ou a tilápia podem substituir, ajustando o tempo de cozimento.
Variações regionais e acompanhamentos
O ensopado de corvina aparece no Ceará com pirão de aipim e arroz branco; no Rio Grande do Norte costuma levar pimentão vermelho e uma pitada de cominho; na Bahia ganha leite de coco mais generoso e é servido com farofa de dendê. A base aromática com cebola, tomate, alho e colorau é praticamente a mesma em todas as variações, e é isso que dá identidade ao prato.
Quem quiser trocar o aipim pode fazer pirão de inhame ou pirão de batata, mantendo o mesmo caldo da corvina. Para acompanhar, arroz branco soltinho, vinagrete de tomate e cebola, e uma farofa de cebola com manteiga ficam clássicos. Em mesa grande de sábado, vale acrescentar um caldo mais leve como o caldo de guandu nordestino com carne seca ou o bode guisado potiguar para um menu mais robusto de panela nordestina.
Outra versão bem próxima, mas com carne vermelha em vez de peixe, é a buchada de bode sergipana, que também termina em pirão e mantém a mesma técnica de aproveitar o caldo residual do cozimento. Para quem prefere um caldo de peixe pantaneiro no mesmo formato de jantar, vale conhecer o caldo de pintado pantaneiro.
Conservação e reaproveitamento do que sobrar
O ensopado de corvina dura até 2 dias na geladeira em pote fechado com tampa; o pirão engrossa ao esfriar e volta ao ponto certo com 2 colheres de água quente e mexendo em fogo baixo. Não recomendo congelar o pirão, porque a textura fica granulosa quando descongela; já a corvina sozinha, sem o pirão, congela bem por até 30 dias em recipiente hermético.
Para reaproveitar sobras, transforme o ensopado em recheio de empada de forno com catupiry, ou desfie as postas e misture ao pirão de aipim para um escondidinho rápido. As rodelas de aipim reservadas viram acompanhamento frio com azeite e limão no dia seguinte.
Tire suas dúvidas
Posso substituir a corvina por outro peixe?
Sim. Pescada-amarela, namorado ou tilápia funcionam bem no ensopado e seguem o mesmo tempo de cozimento. Peixes de carne mais firme como robalo ou cação pedem 5 minutos a mais no caldo. Evite peixes de carne muito delicada como sardinha, que se desmancham no cozimento longo.
Dá para fazer sem leite de coco?
Pode, mas o ensopado perde a cremosidade e o sabor adocicado que combinam com a corvina. Uma alternativa é substituir por 100 ml de creme de leite adicionado no fim, junto com o coentro. Outra opção é usar leite de amêndoas ou de arroz para uma versão sem lactose.
Como engrossar o pirão se ficar ralo?
Volte o pirão ao fogo baixo e adicione mais rodelas de aipim cozido batidas com um pouco do próprio caldo. Mexa sem parar por 5 minutos até engrossar. Outra saída é dissolver 10 g de farinha de mandioca em 50 ml de água fria e despejar no pirão, mexendo por mais 3 minutos até dar ponto.
Posso usar aipim congelado?
Pode, sem problema. O aipim congelado em rodelas vai direto ao caldo sem precisar descongelar, e o tempo de cozimento fica igual ao do fresco. O único cuidado é conferir se as rodelas estão macias antes de bater no liquidificador, porque o aipim congelado às vezes vem mais duro.
Quanto tempo o ensopado dura na geladeira?
Em pote fechado com tampa, dura até 2 dias na geladeira mantendo sabor e textura. Depois disso o peixe perde umidade e o pirão começa a azedar mesmo refrigerado. O ideal é preparar o ensopado no mesmo dia em que vai servir ou, no máximo, na véspera.
Qual a diferença desse ensopado para a moqueca?
A moqueca leva pimentões, dendê e é cozida em panela de barro tampada, com pouco ou nenhum líquido. Já o ensopado de corvina tem mais caldo, leva pirão de aipim no final e geralmente não usa pimentões. O ponto de cozimento também é diferente: a moqueca fica mais concentrada e o ensopado mais líquido.
Posso adiantar alguma etapa do preparo?
Sim. O aipim pode ser cozido no dia anterior e mantido em água na geladeira; o refogado de cebola e tomate também fica pronto de véspera. No dia de servir, basta refazer o caldo com os ingredientes pré-prontos e cozinhar as postas de corvina frescas por 12 minutos, que é o tempo certo para o peixe não passar do ponto.
Preciso retirar as espinhas da corvina antes de servir?
Não precisa retirar antes. As postas grandes vêm com a espinha central que sai inteira ao puxar com o garfo na hora de comer. As espinhas pequenas podem ser retiradas com a ponta da faca enquanto o peixe está cru, antes de colocar no caldo. Comer com cuidado é suficiente, porque o caldo amolece as espinhas menores.
Qual vinho combina com corvina ensopada?
Um vinho branco leve e cítrico, como um Sauvignon Blanc ou um Chardonnay jovem sem madeira, harmoniza bem com o molho de tomate, coentro e leite de coco. Para quem prefere cerveja, uma pilsen bem gelada ou uma witbier também caem bem. Evite vinhos tintos encorpados, que brigam com o sabor delicado do peixe.

