Sopa de Ouriço-do-Mar com Dendê e Coentro: o Jantar do Litoral Norte Paulista em Novembro

Sopa de Ouriço-do-Mar com Dendê e Coentro: o Jantar do Litoral Norte Paulista em Novembro
Conteúdo Criado e Revisado pela nossa equipe
Atualizado em: 05/11/2026Revisado por: Verificado em fontes oficiais
Resposta rápidaAprenda a fazer sopa de ouriço-do-mar com dendê e coentro, o jantar do litoral norte paulista em novembro, com dicas de limpeza, compra e conservação do ourço.

🍴 Cartão da Receita

⏱️ Tempo total
—

🍽️ Rendimento
4 porções

🌍 Cozinha
Brazilian

📋 Categoria
Sopa

⭐ ⭐ ⭐ ⭐ ⭐ 4.7/5
|
12 ingredientes
|
7 passos

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📑 Sumário deste guia
  1. Ingredientes
  2. Modo de preparo
  3. Como servir e variações regionais
  4. Conservação e reaproveitamento
  5. Curiosidades sobre o ouriço-do-mar
  6. Dicas de compra, substituições e harmonização
  7. Tire suas dúvidas
  8. Fontes e receitas relacionadas

Atualizado em novembro de 2026. A sopa de ouriço-do-mar com dendê e coentro é o jantar de panela do Litoral Norte Paulista e fica pronta em 40 minutos, com um caldo alaranjado e untuoso, no qual a parte comestível do ouriço, as gônadas, desmancha em fios cor de laranja. O ouriço não é peixe: é um equinodermo, do mesmo grupo das estrelas-do-mar, e chega inteiro à cozinha, com a casca calcária e os espinhos. O trabalho está em abrir o casco, retirar as gônadas e cozinhar tudo em fogo baixo. O prato vai à mesa com arroz branco, pirão de aipim ou farofa de mandioca.

Entre Caraguatatuba, Ubatuba, São Sebastião e Ilhabela, o ouriço-do-mar chega à beira-mar pela pesca artesanal e é vendido fresco, ainda vivo, nos pontos de peixe da faixa costeira. Quem compra na origem paga menos e escolhe a peça mais cheia. A mesa do litoral paulista e a nordestina se encontram nesse ingrediente, cujas gônadas alaranjadas são mais delicadas que a carne de um peixe pequeno. O passo mais difícil, abrir o casco, se resolve com uma tesoura de cozinha e um pano de prato.

Ingredientes

A lista abaixo rende 4 porções e fica pronta em cerca de 40 minutos, contando a abertura dos ouriços e a limpeza das gônadas. O ourço entra na panela inteiro apenas para separar a parte comestível do que deve ser descartado, e o leite de coco dá a cremosidade do caldo.

Ingrediente Quantidade
Ouriço-do-mar fresco, com gônadas cheias 4 unidades
Leite de coco 200 ml
Óleo de dendê 2 colheres (sopa)
Azeite de oliva 2 colheres (sopa)
Cebola grande, picada 1 unidade
Tomate maduro, sem pele e picado 2 unidades
Alho, picado 3 dentes
Coentro fresco picado 1/2 xícara (chá)
Cebolinha picada 1/4 xícara (chá)
Suco de limão 1/2 unidade
Sal e pimenta-do-reino a gosto
Arroz branco, pirão de aipim ou farofa de mandioca para servir

Modo de preparo

Delicious seafood and tofu hot pot packed with mushrooms, corn, and shrimp in a flavorful broth.

O ponto que decide este prato é a limpeza. Dentro do ourço ficam as gônadas alaranjadas, o tubo digestivo e um líquido escuro que precisam ser separados com firmeza. Não há tempero de horas aqui, porque a carne das gônadas é delicada e não suporta cozimento prolongado.

  1. Abra os ouriços com a tesoura, sem forçar. Enrole cada ouriço em um pano de prato e corte circularmente a parte de cima. Se a lâmina travar, gire o ourço e avance em pequenos cortes pelo mesmo lado, até a tampa se soltar.
  2. Retire as gônadas e descarte o que não é comestível. As gônadas têm cor laranja viva e vêm em cinco lóbulos. Retire com a colher e reserve em uma tigela. Descarte o tubo digestivo, as demais partes internas e o líquido da casca.
  3. Escove o interior do casco e reserve as conchas. Lave por fora, se houver resíduo de areia, e separe as conchas limpas, que servem de apoio para o molho na hora de servir.
  4. Tempere as gônadas por 15 minutos. Espalhe as gônadas na tigela com uma pitada de sal, o suco de limão, o alho picado e parte do coentro. Deixe em temperatura ambiente por cerca de 15 minutos, o suficiente para o ácido firmar a carne e o tempero penetrar, sem excesso de sal.
  5. Faça a base do molho no dendê. Em uma panela larga, aqueça o azeite e o óleo de dendê em fogo médio e refogue a cebola picada até ficar translúcida e levemente dourada, cerca de 5 minutos. Junte o alho e mexa por mais 30 segundos, só até perfumar. Acrescente o tomate picado e cozinhe até ele desmanchar e formar um molho raso, mais 5 minutos.
  6. Cozinhe o ourço no leite de coco. Acrescente as gônadas temperadas e o leite de coco, misture com cuidado para não quebrar a carne, e deixe em fogo baixo e sem tampa por 8 a 10 minutos. As gônadas precisam ficar firmes e ainda se reconhecer em pedaços, não transformadas em pasta. Se o molho engrossar demais, pingue água quente.
  7. Finalize fora do fogo. Desligue o fogo, junte o restante do coentro e da cebolinha, prove o sal, acerte a pimenta-do-reino e pingue mais limão se o prato estiver sem acidez. Sirva na hora, com as conchas limpas do ourço como apoio, ou sobre o arroz branco ainda quente.

Como servir e variações regionais

A forma mais fiel de servir esta sopa é sobre arroz branco, com o caldo derramado por cima e as gônadas inteiras visíveis no prato raso, como se faz na beira-mar. O pirão de aipim, feito com farinha de mandioca e o próprio caldo do ourço, deixa o jantar mais encorpado. A versão de inverno do Sudeste, que é a de hoje, pede mais leite de coco e dispensa o coentro, substituído por salsinha.

Outra variação comum é fazer o molho com o ourço inteiro, quebrado com as mãos dentro da panela, em vez de separar as gônadas antes. Quem não gosta de textura firme pode usar ourço congelado, que já vem limpo, e refogar as gônadas direto no dendê, o que dá um molho mais rápido, em 15 minutos.

Conservação e reaproveitamento

Gônadas de ourço são extremamente perecíveis e devem ser usadas em até 24 horas depois da compra, mantidas na geladeira, bem cobertas e com gelo por baixo. O molho pronto dura no máximo 2 dias, em recipiente fechado, aquecido devagar e sem ferver. Congelado, o ourço conserva melhor que o molho: as gônadas valem por cerca de 3 meses. Molho já cozinhado, com leite de coco, não congela bem.

Curiosidades sobre o ouriço-do-mar

O ourço-do-mar não é um peixe, é um equinodermo, e isso muda o que se sabe sobre ele. A Wikipédia registra que a classe Echinoidea, a que pertencem os ouriços-do-mar, reúne cerca de 950 espécies extantes distribuídas em 12 ordens, com corpo globoso ou disciforme, revestido por um tegumento coriáceo e espinhos, e com diâmetro de 3 a 10 cm. A mesma fonte informa que o grupo tem distribuição cosmopolita, da zona entremarés até pelo menos 5.000 metros de profundidade.

Sobre os espinhos, a Wikipédia descreve a espécie Diadema setosum, do gênero Diadema, com espinhos ocos e longos, e avisa que, embora a picada seja extremamente dolorosa quando se pisa no animal, ele é apenas um pouco venenoso e não representa uma ameaça séria à saúde. O espinho longo e fino, que pode quebrar dentro da pele, se retira com pinça, não com os dedos.

No plano oficial, a captura do ourço-do-mar é pesca artesanal e obedece ao calendário do Ministério da Pesca e Aquicultura, cuja página do Período de Defeso da pesca artesanal foi publicada em 4 de fevereiro de 2026 e modificada em 13 de agosto de 2026. A lista de espécies ameaçadas da fauna brasileira, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, registra a situação de cada espécie. O IBGE situa a região deste prato: a Região Imediata de Caraguatatuba, Ubatuba e São Sebastião, na Região Intermediária de São José dos Campos, reúne 4 municípios, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba.

Dicas de compra, substituições e harmonização

Na hora de comprar, escolha ouriços com a casca úmida e brilhante, espinhos firmes e sem cheiro forte. Um ourço bom tem as gônadas cheias. Evite ourços com casca seca ou amarelada, ou com odor de amônia. Na compra já limpo, o ourço congelado chega sem espinho; nesse caso, pule a etapa da tesoura e vá direto ao tempero. Prefira gônadas mais alaranjadas e firmes, que entregam mais cor e menos amargor.

Se o ourço não estiver disponível, o substituto mais próximo é o ourço-gomo, o ourço do Atlântico. Para quem não encontra ourço em lugar nenhum, a combinação de camarão e lula com leite de coco chega perto do mesmo perfil de caldo salgado e untuoso. Na harmonização, o ourço pede vinho branco gelado ou cerveja clara bem gelada. O coentro fresco não é enfeite: equilibra o sal e a gordura da gônada, por isso entra no molho e por cima, fora do fogo.

Tire suas dúvidas

O que é o ourço-do-mar e qual parte dele se come?

O ourço-do-mar é um equinodermo, parente das estrelas-do-mar, e não um peixe. A parte comestível são as gônadas, de cor alaranjada, em cinco lóbulos. Como as gônadas são muito perecíveis, compre ourço de consumo recente e mantenha-o refrigerado.

Como abrir o ourço-do-mar em casa com segurança?

O método mais seguro é usar tesoura de cozinha sem ponta, com o ourço envolvido em pano de prato. Corte a parte superior, o lado liso e claro, girando o ourço conforme avança. Se a tampa não ceder, pare e peça ajuda. Nunca use faca de açougue nessa etapa.

O ourço-do-mar tem espinho venenoso? O que fazer se a espinha entrar?

As espécies do gênero Diadema têm espinhos ocos e longos, e a picada é dolorosa, mas esses ouriços são apenas um pouco venenosos e não representam risco sério para a saúde. O espinho longo e fino é o que incomoda. Puxe com uma pinça, higienize o local.

Por que o ourço-do-mar tem gosto tão salgado e forte?

O sabor vem das gônadas, que acumulam sais e têm textura cremosa. Por isso o prato leva pouco sal e apaga para a acidez do limão e o frescor do coentro. Se o molho ficou salgado demais, aumente o leite de coco em vez de corrigir só com sal, e sirva com arroz branco.

Por quanto tempo o ourço-do-mar pode ser guardado na geladeira?

Gônadas frescas devem ser consumidas em até 24 horas depois da compra, mantidas cobertas e sobre gelo. O molho pronto dura no máximo 2 dias, em recipiente fechado. Congelado, o ourço conserva melhor que o molho, e as porções etiquetadas com a data valem por cerca de 3 meses. Molho com leite de coco não congela bem.

Vale a pena abrir o ourço em casa ou comprar já limpo?

Se a sua prioridade é o sabor, abrir em casa é a melhor opção, porque você escolhe as gônadas mais cheias e descarta o que não quer. Se a prioridade é praticidade, o ourço congelado já limpo corta o trabalho pela metade. Comprar limpo em peixaria reduz o esforço, mas costuma custar mais. Para quem está aprendendo, o congelado é a melhor porta de entrada.

Por que o ourço-do-mar combina com dendê, leite de coco e coentro?

É a combinação clássica do litoral: o dendê e o leite de coco montam a base cremosa e aromática, e o coentro corta o sal e a gordura da gônada, colocando o tempero da praia na mesa. O mesmo par de dendê e coentro aparece no camarão e no polvo. Se você não gosta de coentro, use salsinha.

O ourço-do-mar é seguro para quem tem alergia a frutos do mar?

Não. O ourço-do-mar pertence ao grupo dos invertebrados marinhos consumidos por pessoas com alergia a crustácees, moluscos e peixes, e a reação pode ser grave. Quem tem histórico de alergia a frutos do mar deve conversar com o médico antes de consumir, mesmo em pequena quantidade. A orientação segura é não experimentar.

Fontes e receitas relacionadas

Este texto se apoiou na Wikipédia, no verbete da classe Echinoidea, para os dados de número de espécies, distribuição, profundidade e habitat, e nas páginas oficiais do Ministério da Pesca e Aquicultura, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e nos dados de localidades do IBGE. Para comparar outras formas de usar o peixe do litoral, veja a pescada à Gomes de Sá, a pescadinha frita com pirão de aipim e o sargo na moquema com dendê, que partilha a mesma base de dendê e coentro.

Referências: Wikipédia, verbete Echinoidea, Ministério da Pesca e Aquicultura, Período de Defeso da pesca artesanal, ICMBio, Risco de Extinção da Fauna Brasileira, IBGE, municípios da Região Imediata de Caraguatatuba, Ubatuba e São Sebastião.

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Marina Cordeiro
Marina CordeiroConfeitaria

Confeiteira e blogger de receitas há mais de 8 anos. Especialista em sobremesas brasileiras, bolos caseiros e receitas práticas de família. Formada em Gastronomia pela Anhembi-Morumbi com extensão em Confeitaria Profissional. Adora resgatar receitas tradicionais e adaptar pra cozinhas modernas. Cada receita do site é testada e aprovada na sua própria cozinha.

Atualizado em 05 de novembro de 2026

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Escrito por Marina Cordeiro

Confeiteira e blogger de receitas há mais de 8 anos. Especialista em sobremesas brasileiras, bolos caseiros e receitas práticas de família. Formada em Gastronomia pela Anhembi-Morumbi com extensão em Confeitaria Profissional. Adora resgatar receitas tradicionais e adaptar pra cozinhas modernas. Cada receita do site é testada e aprovada na sua própria cozinha.

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